DUAS BATALHAS: A luta pelos 700 policias injustiçados e a nova lei das áreas de proteção 

O presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, participou do programa Papo de Redação, na Rádio Parecis FM, nesta segunda.

Sergio Pires
Publicada em 17 de abril de 2018 às 09:09
DUAS BATALHAS: A luta pelos 700 policias injustiçados e a nova lei das áreas de proteção 

O presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho, participou do programa Papo de Redação, na Rádio Parecis FM, nesta segunda. Dois dos assuntos que com ele foram debatidos merecem destaque. Em relação ao primeiro deles, a volta de mais de 700 policiais para a folha de pagamento da União,  fez um relato da batalha em Brasília, onde uma comitiva  rondoniense (à frente o governador  Daniel Pereira), com o próprio Maurão, outros deputados estaduais e membros da bancada federal, hoje liderada por Lindomar Garçon, se reuniram com a presidente do STF, ministra Carmem Lúcia (que era interinamente também Presidente da República), pedindo apoio para reverter a situação de desespero em que toda essa gente se encontra. Desde dezembro, mais de 700 famílias vivem apavoradas, porque os nomes dos policiais foram excluídos do funcionalismo federal – depois de mais de três anos transpostos. E pior, não têm como voltarem a serem pagos pelo Estado, porque não há orçamento para isso. Segundo Maurão, a comitiva rondoniense saiu bastante otimista do encontro. Foi decisão monocrática da própria Carmem Lúcia que causou toda essa esbórnia e agora, com muito mais informações, o que se espera é que a justiça seja feita. E que a ministra apoie a volta das centenas de servidores retirados à folha de pagamento da União, E que, é claro, todos recebam os vencimentos atrasados.

Outro assunto também mereceu amplo destaque. Trata-se da revogação, pela Assembleia, por unanimidade, do decreto do Governo, um dos últimos assinados por Confúcio Moura, criando mais onze áreas de preservação. Maurão e a comitiva, estiveram com o ministro do Meio Ambiente. Ali, foi explicada a situação, relatando que centenas de famílias de pequenos produtores seriam retiradas de forma abrupta, sem nenhum direito, de áreas onde, em alguns casos, três ou até quatro gerações trabalham há mais de um século. Incluindo as que têm títulos definitivos. Comentou  ainda que Rondônia já cuida das questões ambientais e que não recebe nada em troca, pelas imensas áreas de preservação que já criou e mantém. Disse que, para criar onze novas zonas, o bom senso indica que deveria se encontrar outras áreas para fazer uma troca  e, onde isso não for possível, indenizar corretamente as famílias e não jogá-las como se elas não existissem. Maurão, aliás, lembrou, na entrevista, ter apresentado projeto, proibindo que sejam criadas novas áreas de proteção, apenas por decreto. Esse tipo de ato só poderá ser feito, a partir de agora,  por projeto de lei, que deverá passar pela discussão e votação do parlamento. Decisão sábia, aliás, que ajudou a corrigir um grande erro que o Governo ia cometer, para agradar ONGs nacionais e internacionais, que só usam a Amazônia e muito pouco fazem para ajudar os milhões de brasileiros que nela vivem.  

A SURPRESA NA SEDUC

Eles são amigos. Um gosta do outro. Falam a mesma linguagem. Mas, mesmo assim, não vão trabalhar juntos. Uma longa conversa entre o governador Daniel Pereira e o ainda secretário Waldo Alves, que deve deixar o cargo nos próximos dias, foi o que ambos chamaram de “muito positiva”, mas sem resultado prático para o Estado. Aconteceu no final de semana. Waldo manteve seu pedido de demissão como titular da Secretaria de Educação, órgão vital para a administração e ficará no posto, atendendo pedido do amigo, apenas até que o novo secretário seja nomeado. A saída de Waldo foi uma surpresa geral, até porque, logo que assumiu, em sua primeira entrevista à TV (programa Papo de Redação na TV, SICTV/Record), Daniel fez inúmeros elogios ao agora quase ex secretário, deixando antever que ele seria figura intocável no seu governo. No final, aconteceu algo pelo caminho que mudou os planos. Até no final desta segunda, embora se tenha ouvido falar em cerca de meia dúzia de nomes, nenhum foi confirmado pelo Palácio Rio Madeira/CPA. Um dos cotados – e seria uma escolha elogiável – é o do professor Mário Jorge.

“ELE É O GOVERNADOR!”

Enquanto Daniel Pereira começa seu governo com inúmeros desafios (nesse momento, o maior deles é encontrar substituto à altura de Waldo Alves, um dos melhores titulares da Seduc de vários governos), o ex começa sua caminhada por Rondônia, como pré candidato ao Senado. Já nessa condição, Confúcio Moura concedeu entrevista a um site de Ariquemes, sua cidade, comentando vários temas. O que mais chamou a atenção foi de que ele não participa de nada, não comenta, não dá pitaco seja no que for em relação ao governo de Daniel Pereira. “Ele é o Governador”!, sublinhou Confúcio. Parece algo óbvio, mas no mundo da política e do poder, são raros os casos em que os ex não querem se meter na gestão do seu sucessor, ainda mais se tiver sido seu vice. O ex governador falou sobre algumas das principais realizações do seu governo e destacou a criação, inédita, do Conselho do Estado. Embora estivesse como cláusula  importante na Constituição do Estado, o Comitê numa havia funcionado. O agora ex secretário da Casa Civil, Emerson Castro, sugeriu a Confúcio, que decidiu não só criar o órgão como ampliá-lo, abrindo a participação para dirigentes de vários poderes e não só do Executivo, Legislativo e Judiciário. Foi um golaço, pelo ineditismo e pelos resultados obtidos. 

A MORTE DE MAURÍCIO CALIXTO

A tristeza tomou conta de Rondônia, nessa segunda, com o anúncio da morte do jornalista, radialista e advogado Maurício Calixto. Ele veio para o Estado no final da década de 70, quando seu irmão mais velho, Mário Calixto, construía um dos jornais impressos mais importantes da região na época, o Estadão do Norte.  Maurício teve um mandato bastante positivo como deputado estadual, eleito em 1986 e ainda no mandato foi convocado para ser o secretário de Administração, no governo Jerônimo Santana, onde permaneceu até o final. Em 1990, ele se elegeu deputado federal, ficando conhecido por seu discurso vigoroso de sempre, de alta qualidade, que o caracterizava. Candidatou-se ao Senado em 94, mas não se elegeu. Foi novamente convocado para o governo, por Valdir Raupp, onde atuou na Administração e depois como diretor geral do Detran. Atualmente, apresentava o programa A Hora do Povo, na Rádio Rondônia. Maurício foi embora aos 69 anos, deixando viúva e três filhos. Vai fazer falta não só para sua família, mas também para toda a Rondônia. A coluna se solidariza com familiares e amigos de Maurício.

O CLIMA ATUAL NO NINHO

A campanha eleitoral já começou, tanto nos bastidores quanto nas informações, contrainformações,, fofocas, boatos e etecetera. No ninho tucano então a situação beira à comicidade. A cada dia, aparece uma história diferente. A verdade é que ao menos nesse momento, as duas principais lideranças do PSDB estão falando a mesma linguagem. Expedito Júnior é o candidato do partido ao Governo. Caso não o seja  Mariana Carvalho quer começar a discutir a opção de ser ela o nome do tucanato, para buscar a cadeira de Daniel Pereira. Expedito e Mariana estão no cone sul do Estado, juntos e falando a mesma linguagem. Pelo menos até esta segunda. Há um amplo caminho pela frente e até que se decidam os rumos do partido, os dois continuarão nessa caminhada. “A pretensão de Mariana, que tem sido muito correta comigo, é mais do que legítima!”, disse ontem Expedito Júnior. Oficialmente, contudo, a jovem deputada federal continua negando que pretenda ser candidata ao Governo, mas que buscará a reeleição. Como os acordos, conversas e alianças estão longe de serem fechados, o assunto ainda vai longe. O que se pode dizer é que o clima no PSDB hoje, é muito menos tenso do que era há semanas atrás. Se vai mudar de novo? Aí, só saberá quem tiver uma bola de cristal.

TJ DÁ ESPERANÇA AO CIDADÃO

Se a moda pega, as Prefeituras de Rondônia (e certamente de todo o Brasil), poderiam entrar em sistema de falência. Porque foi aplicada a lei, em toda a plenitude, pela Justiça do nosso Estado. Sentença de primeira instância, confirmada pelo Tribunal de Justiça, determina uma indenização de aproximadamente 118 mil reais a um cidadão de Buritis, que ficou paralítico, depois que se acidentar num enorme buraco, aberto pela Prefeitura da cidade e deixado assim, ao léu, sem sinalização, como ocorre todos os dias em centenas de municípios brasileiros. O acidente ocorreu em setembro de 2012 e o condutor da moto acabou sofrendo uma lesão medular, depois de cair na vala aberta. Para se ter ideia do absurdo, o buracão tinha três metros de largura e dois de profundidade. A decisão do TJ, dá uma pequena, mas importante sinalização em prol do conjunto de direitos dos cidadãos. Esses mesmos que pagam impostos de Primeiro Mundo e que recebem, em troca, serviços assemelhados ao que de pior existe no pequeno e pobre  Sry Lanka. Os 127 salários mínimos, a título de  “indenização,, que tem o propósito educativo/punitivo, levando-se em conta compensar a vítima, pelos danos sofridos e, por outro lado, para desestimular o infrator da prática do ato tudo por ilícito”! Dá ou não dá uma pequena esperança na gente?

LULA AINDA É “O” CARA

Ainda é assunto a última pesquisa DataFolha, sempre tendendo para apoiar a esquerda, que dá ainda enorme vantagem ao ex presidente Lula, sobre os demais concorrentes, na futura briga pela Presidência da República. É verdade que ela mostra uma queda de seis pontos em relação à penúltima, quando Lula ainda não tinha sido preso. Pelo DataFolha, ele tinha 37 pontos e agora tem 31. A grande maioria do eleitorado do petista se concentra no nordeste e entre as camadas menos informadas da população. Quanto menos conhecimento tem, mais esse eleitor afirma que votaria em Lula novamente. Os outros concorrentes continuam lá embaixo. O deputado Jair Bolsonaro permanece com seus 15 pontos, que nunca ultrapassa, nas pesquisas do mesmo instituto. Já Marina Silva, que estava lá embaixo, saltou para 10 pontos. Enfim, Lula ainda é “o” cara para uma parte importante do eleitorado brasileiro que, quando ele sai da relação de candidatos, numa projeção do que será a eleição de outubro, já que ele está inelegível, não tem a mínima ideia, ainda, para que lado levar seu voto. O nordeste, de novo, vai decidir a eleição...

PERGUNTINHA

Na sua opinião, a invasão do tríplex (aquele que acabou condenando o Presidente Lula a 12 anos), pelos membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto- MTST - vai ajudá-lo a sair da cadeia ou pode ser um tiro no pé e piorar ainda mais a situação do “cumpanhero chefe”?                                                

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