Em Linhas Gerais: Confúcio brinca de prefeito e se esquece de agir como governador

Gessi Taborda

Publicada em 22/05/2013 às 10:05:00

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EQUÍVOCOS Montado numa pilha de dinheiro do empréstimo concedido pelo BNDES (algo próximo de R$ 2 bilhões), o governo rondoniense não esconde sua visão equivocada do presente rondoniense e por isso continua agindo sem uma visão estratégica do futuro. Confúcio faz questão de demonstrar como inspiração de suas ações (anunciadas no pacote) o viés do “prefeitim” e não o do governante que deveria dar prioridade na solução dos entraves da pouca infraestrutura do estado.

O anúncio de que nessa próxima sexta-feira nosso filosófico governador estará em Vilhena para anunciar o compromisso de asfaltar 20 quilômetros de ruas da cidade é a demonstração mais inequívoca de que o chefe da administração do estado engajou-se em escolhas erradas e politiqueiras.

No caso de Vilhena, o governador participará de um ato ao lado do deputado estadual Luizinho Goebel (derrotado na disputa pela prefeitura da cidade) com o visível objetivo de promover a recuperação eleitoral do parlamentar que está em queda junto à sua base e com dificuldades para renovar o mandato em 2014.



PARCERIAS Certamente ninguém é contra parcerias do governo com os municípios. Mas não é bem isso o que anda acontecendo. Ora, o governo age como se tivesse interesse em marginalizar politicamente certos prefeitos, assumindo aquilo que é obrigação municipal num claro recado à opinião pública de que age assim pela inércia do chefe do executivo municipal.

E enquanto torna-se uma espécie de “prefeito suplementar” o governo – completamente desgastado e desacreditado eleitoralmente – tenta atingir o alvo eleitoral de passar a imagem de gestão vitoriosa, deixando de lado os pontos de estrangulamento do crescimento econômico tão sonhado (e sempre distante) pelo povo rondoniense.

Ao substituir as verdadeiras e necessárias ações do estado pelas demagógicas intervenções municipais, o governo não garante um crescimento para sustentar o emprego, para atrair capital produtivo e inserir Rondônia no contexto nacional de regiões em forte desenvolvimento.


NAS FACULDADES O Ministério Público Federal se esforça para facilitar o acesso das etnias indígenas do estado ao ensino superior. O ponta-pé inicial foi dado para atender aos estudantes da etnia Cinta Larga às faculdades da região de Cacoal.

Segundo informação do MPF/RO, a proposta será no sentido de que todas as faculdades de Rondônia disponibilizem vagas, gratuitamente, para serem providas por índios Cinta Larga nos mais variados cursos. Os demais custos (hospedagem, alimentação, transporte, aquisição de livros etc.) serão arcados mediante outros incentivos, buscados junto à Funai e MEC, por exemplo.



GENOCÍDIO AMAZÔNICO Os Awá do nordeste da Amazônia brasileira vivem sob a ameaça de extinção devido a ataques violentos e o roubo de suas terras pelos madeireiros e fazendeiros. As autoridades brasileiras não têm feito nada para expulsar os invasores, apesar de especialistas alertarem para a possibilidade de ‘genocídio’ caso nada seja feito.

Celebridades como o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, a estrela de Hollywood Gillian Anderson, a estilista britânica Vivienne Westwood, a banda californiana de rock Allah-Las, os atores Mark Rylance, Sophie Okonedo, Emilia Fox, Sinead Cusak e as estrelas da série ‘Game of Thrones’ Oona Chaplin, Natalia Tena e Finn Jones estão entre os envolvidos na campanha para impedir o genocídio.

“Nós precisamos acordar coletivamente como seres humanos e ajudar a salvar os Awá: a tribo mais ameaçada do mundo. Nós não podemos ver outro povo ser extinto devido à negligência e cobiça de alguns. Nós todos temos esse dever”, disse Gillian Anderson.


DEBATE O retorno da atividade garimpeira no rio Madeira é o objetivo para mais uma audiência pública na Assembléia Legislativa, marcada para o dia 13 de junho. Assim, o presidente José Hermínio atende reivindicação dos garimpeiros rondonienses. Embora a legislação do subsolo seja de responsabilidade da União, o deputado entende que a riqueza mineral do estado precisa ser foco do debate político. Segundo se informou, a garimpagem no rio Madeira está proibida desde 1991, por decreto assinado pelo ex-governador Osvaldo Piana.


VIOLÊNCIA CRESCENTE Não pense que Rondônia está imune à crescente manifestação de violência no ambiente escolar. Um professor – que é dirigente de uma escola, mas prefere se manter no anonimato – disse ao colunista não ser nada animador o futuro nas escolas do estado. “A escola acolhedora perde a função e a violência entre os alunos e entre os alunos e os professores aumenta e muito. As funções de atratividade da escola, como os pólos de educação pela arte, pelos ofícios e pelo esporte são fechados. O ambiente escolar vai se deteriorando e afetando a percepção dos alunos sobre a utilidade da escola”, explicou.


COOPERAÇÃO Confúcio não está nem de longe preparado para comandar a administração de um estado como Rondônia. Essa notícia divulgada na mídia de um aumento da ordem de 300% para os aspones do governo, exatamente num momento em que as categorias dos segmentos da Saúde, da Educação e da Segurança (só para citar alguns) estão anunciando paralisações por conta de salários baixos e condições ruins de trabalho é uma demonstração dessa inépcia governamental. Bom, pelo menos agora deu para entender o espírito dessa coisa de “Governo da Cooperação”: parece que é cooperação entre eles mesmos. Pobre Rondônia!


VEREADORES

Até agora ninguém disse de forma clara o tamanho do prejuízo representado pelos elefantes brancos deixados pelo ex-prefeito Bob Ali-Babá para o povo da capital. Já que parece haver um pouco mais de vida de Oposição na atual Câmara Municipal, algum vereador poderia propor uma CPI que fizesse o levantamento dos custos de todos os elefantes brancos deixados de herança pelo PT. Só não fazem isso por não terem conselheiros e assessores de verdade. Uma iniciativa dessas pode até pavimentar o caminho para a disputa de deputado no próximo ano, sonho da maioria dos edis.