Moradores da Reserva Rio Madeira B denunciam ação da Sedam e cobram fim de retirada das famílias

​​​​​​​Presidente da Assembleia se reuniu com famílias que residem na área e busca saída para impasse.

Assessoria
Publicada em 09 de agosto de 2017 às 10:59
Moradores da Reserva Rio Madeira B denunciam ação da Sedam e cobram fim de retirada das famílias

Famílias que moram em áreas da Reserva Estadual de Rendimento Sustentável do Rio Madeira “B”, às margens da BR-319, em Porto Velho, buscaram apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), e dos demais deputados, para tentar suspender a desocupação do local, executada pela Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

De forma pacífica, eles ocuparam desde o começo da manhã desta terça-feira (8) as galerias da Assembleia e conversaram com parlamentares. No começo da tarde, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Vilson de Sales, Maurão se reuniu com os moradores.

"Há uma ação em curso e pedimos que a Sedam suspenda essa desocupação da área, onde residem famílias há 15 ou 20 anos, trabalhando e produzindo alimentos e sustentando suas famílias. Que seja feito um levantamento de cada caso, para que quem tem direito a seguir produzindo, possa continuar no local", declarou o deputado.

O secretário da Sedam informou que houve um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado junto ao Ministério Público, para desocupar a unidade de conservação. "Estamos cumprindo esse acordo e não posso tomar uma decisão unilateral e parar a operação. Vamos acionar o MP e tentar uma saída para o impasse", explicou.

Cerca de 400 famílias residem na área, plantando mandioca, cacau, arroz, feijão, milho e criando gado, em pequenas propriedades. Algumas alegam possuir título definitivo do lote expedido pelo Incra no início da década de 1990, antes da criação da Reserva, que ocorreu em 1995.

Comentários

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    Pedro Manso 09/08/2017

    Se é reserva tem que sair mesmo é custume invadir terras de reserva tem que acabar com essa pratica e esses deputados tem que deixar de apoiar essa pratica ilicita para obter vantagens e a justiça tem jogar duro e responsabilisar que paratica a invasão.

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    joao roberto 09/08/2017

    AQUI EM RONDONIA E COSTUME SE TOMAR POSSE DE BEM ALHEIO E DEPOIS OS POLITICOS SE MANIFESTAR A FAVOR DO INVASOR, ISTO E UM CRIME INVADIR E CRIME QUE OS POLITICOS , COLOQUE OS INVASORES EM SUAS TERRAS E QUE DESOCUPEM AS AREAS DE RESERVAS Etc.

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