Morre em Porto Velho o jornalista, radialista e ex-deputado federal Maurício Calixto

Maurício estava internado para tratar uma série de problemas de saúde.

Tudorondonia
Publicada em 16 de abril de 2018 às 14:46
Morre em Porto Velho o jornalista, radialista e ex-deputado federal Maurício Calixto

Maurício Calixto era apresentador da Hora do Povo na Rádio Rondônia FM

Morreu nesta segunda-feira, no Hospital das Clínicas, em Porto Velho, o jornalista, radialista e ex-deputado federal Maurício Calixto, aos 68 anos de idade. Maurício estava internado para tratar uma série de problemas de saúde.

Natural de Arcos, Minas Gerais, Maurício também era advogado. Foi diretor geral do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran) apresentador do programa Antena Quente, da extinta Rádio Eldorado. Era irmão do empresário Mário Calixto, que foi propiretário do extinto Jornal O Estadão do Norte.

SAIBA MAIS SOBRE MAURÍCIO CALIXTO

Maurício Calixto da Cruz nasceu em Arcos (MG) no dia 23 de abril de 1949, filho de Mário Calixto da Cruz e de Margarida do Carmo Cruz.

Formado em direito pela Faculdade de Mogi das Cruzes (SP) em 1978, transferiu-se para Rondônia e aí foi eleito deputado estadual no pleito de novembro de 1986, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). No início do ano seguinte tomou posse na Assembleia Legislativa, mas licenciou-se para assumir a Secretaria Estadual de Administração no governo de Jerônimo Santana (1987-1991), onde permaneceu até o final de 1988.

Nas eleições de outubro de 1990 candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Deputados, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Finanças e Tributação. Afastando-se do PTB e permanecendo sem partido, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992 foi um dos 38 parlamentares que votaram contra a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, embora o tenha feito em segunda chamada, quando o processo já estava decidido. Acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias, Collor afastou-se da presidência logo após a votação da Câmara e renunciou em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, razão pela qual foi efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro. Já no governo Itamar Franco, Maurício Calixto votou contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

No pleito de outubro de 1994 disputou uma vaga no Senado na legenda do PFL, mas não foi eleito. Deixou a Câmara ao término do mandato, em janeiro de 1995. Retornou à Secretaria de Admistração do Estado de Rondônia, no governo de Valdir Raupp (1995-1999), mantendo-se no cargo até junho de 1995, quando assumiu a diretoria geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Foi também corregedor da Câmara de Vereadores de Porto Velho e proprietário do jornal O Estadão do Norte e da Rádio Eldorado, de Porto Velho.

Casado com Cíntia Maria Sedlacek Calixto, teve três filhos.

Comentários

  • 1
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    Enok 16/04/2018

    Pessoa muito especial, grande profissional, tanto na área de comunicação quanto na área do direito , deixa sem dúvida muita saudades, descanse em Cristo meu amigo.

  • 2
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    Joao Cahulla 16/04/2018

    Notícia muito triste. A imprensa de Rondônia perde um grande comunicador, ouvinte assíduo de seu programa por muitos anos , sobretudo seus comentários inteligentes e didáticos que fazia com conhecimentos antes das entrevistas. Fui entrevistado várias vezes por ele e sempre me tratou com profundo respeito . Rogo a Deus que conforte os familiares e amigos. descanse em paz amigo!

  • 3
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    Benedito Antonio Alves 16/04/2018

    Mauricio Calixto era um comunicador nato. Grande tribuno. Grande perda. Patrimônio histórico da imprensa rondoniense. Nossa comunicação fica mais pobre, sem a sua sabedoria. Dos poucos que se contava nos dedos de uma das mãos que honravam a imprensa séria e imparcial. Que Deus o acolha. Condolências sinceras aos familiares.  Benedito Antonio Alves

  • 4
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    Carlos henrique 16/04/2018

    Que Deus conforte seus familiares. Que assim seja

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