O dinheiro, a saúde e a falta de gestão

Apesar de não ser médico, o prefeito de Porto Velho, doutor Hildon Chaves, já diagnosticou o problema da saúde municipal.

Valdemir Caldas
Publicada em 30 de janeiro de 2018 às 14:43

Apesar de não ser médico, o prefeito de Porto Velho, doutor Hildon Chaves, já diagnosticou o problema da saúde municipal. Aliás, não precisa ser especialista em nada para conhecer o mal que corrói as estranhas do setor. Bastar ir a qualquer unidade, seja como paciente, seja como acompanhante.

Em recente entrevista, o prefeito declarou que o sistema de saúde pública tem recursos, mas sofre com a carência de gerenciamento eficiente, porém, até hoje, não prescreveu a medicação correta para, pelo menos, evitar que o paciente acabe na UTI.

Agora que o prefeito já conhece a doença da saúde, por que, então, insiste em manter em postos estratégicos pessoas que já revelaram não possuir aptidão para o cargo, por pura questão política ou de amizade, enquanto a população vem sendo punida severamente.

Não é de hoje que o setor da saúde municipal acumula erros. O que o prefeito está esperando para tomar as medidas urgentes e necessárias que o caso requer? Se o problema não é financeiro, que se proceda a um choque de gestão, a partir de uma base funcional eficiente. Errado é deixar a situação como está para ver como vai ficar.

O prefeito acerta quando assume que há problemas na gerência desse segmento, mas erra quando insiste em adiar para amanhã a execução das medidas mitigadoras, como a troca de comando da secretaria municipal de saúde (Semusa), cujo titular até hoje ainda não disse a que veio.

A saúde municipal está a caminho da UTI, mas parece que só os burocratas do governo ainda não perceberam isso. Será que essa gente quer que aconteça o pior? Depois que a vaca for para o brejo não adianta chorar. O poder público não pode abdicar de sua responsabilidade, sobretudo quando se está em jogo a vida humana.

Afinal, com saúde não se brinca. É preciso, de tal sorte, valorizá-la como um todo, melhorando o funcionamento da estrutura existente e, consequentemente, pagando bem aos profissionais do setor. Fora disso, só há espaços para demagogia e conversa fiada.

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