Paraíso de corruptos

Mesmo se se considerar acontecimentos conhecidos de corrupção, malversação de recursos públicos e prática de ilícitos os mais variados, chega às raias do absurdo o que tem sido trazido a público pela operação Lava Jato.

Valdemir Caldas
Publicada em 20 de abril de 2017 às 08:34

Mesmo se se considerar acontecimentos conhecidos de corrupção, malversação de recursos públicos e prática de ilícitos os mais variados, chega às raias do absurdo o que tem sido trazido a público pela operação Lava Jato. É impressionante a riqueza de detalhes fornecida pelos delatores. Até os centavos foram anotados. Mesmo assim, os acusados insistem em dizer que as denúncias são levianas infundadas.

Comparadas com episódios anteriores, igualmente condenáveis, as acusações que hoje comprometem de morte a carreira de políticos, aqui e alhures, introduzem aspectos inimagináveis. O pior é que os encalacrados viviam correndo os quatro cantos do Estado pregando a moralidade pública e defenestrando adversários que, eventualmente, caíram em desgraça. Agora, colhem o fruto amargo de sua semeadura maldita.

Ao estouro do mensalão, com a apreensão de dólares em cueca, seguiu-se uma série de denúncias agraves – muitas, inclusive, devidamente, comprovadas, como a dinheirama que a hoje esquálida Brasil Telecom injetou numa empresa de fundo de quintal pertencente a um dos filhos de Lula, até chegarmos à Lava Jato, que mandou para a pocilga a reputação de muitos políticos considerados honestos.

À medida que a corda da Lava Jato vai apertando a jugular de muita gente, a população vai conhecendo a extensão das maracutaias praticadas por autoridades públicas, empresários e políticos, comumente chamadas pelas autoridades judiciais de quadrilhas, como também percebendo o grau de imaginação de canalhas, travestidos de falsos moralistas, com assento na Câmara e no Senado.

Em vão redundará querer engrupir a população tentando justificar o injustificável. As acusações são fortíssimas. E os indícios, também. Os delatores não arriscariam suas cabeças, divulgando informações sem que elas não estivessem fundamentadas. É o fim de carreira para muitos deles. 

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