Porto Velho – a antessala do inferno!

A insegurança pública no Brasil tomou dimensões assustadoras. Em Porto Velho, a situação degringolou.

Valdemir Caldas
Publicada em 29 de novembro de 2017 às 15:23

A insegurança pública no Brasil tomou dimensões assustadoras. Em Porto Velho, a situação degringolou. E de pensar que segurança pública tem sido um dos principais motes das campanhas dos candidatos ao palácio Getúlio Vargas.

Não seria nenhum exagero se alguém resolvesse colocar uma placa na entrada da cidade com a mesma mensagem que Dante e Virgílio encontraram em frente aos portões do inferno, no épico a Divina Comédia, dizendo: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”.

Não se trata de nenhum exagero. Não há como fugir do assunto. Hoje, mais do que nunca, não há como deixar de buscar soluções urgentes, embora elas se mostrem cada vez mais distantes.

É doloroso admitir, mas Porto Velho se transformou na antessala do inferno, uma espécie de terra de ninguém, um verdadeiro faroeste, onde quem fala mais alto é a boca do revolver, e não o direito e a justiça.

Mata-se e violenta-se com a mesma facilidade com que se descarta um papel inútil na lata do lixo, como se a vida não significasse absolutamente nada. Alguns me chamam de saudosista quando falo ou escrevo sobre os tempos das cadeiras nas calcadas, ou então, quando se podia dormir de janelas abertas, para aproveitar a aragem da madrugada, coisas aparentemente simples, mas que nos dias de hoje representam risco de vida. Uma ida ao caixa eletrônico constitui risco de sequestro ou morte.

Quem tem condições, transforma a sua casa numa verdadeira fortaleza, com cercas elétricas, câmeras, alarmes, dentre outros equipamentos de segurança. Os mais opulentos vivem enclausurados em condomínios de luxo, enquanto os da base da pirâmide, que moram na periferia, nos bairros mais pobres, vivem entregues à própria sorte.

As polícias, coitadas, responsáveis pela preservação da ordem e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, até que se têm esforçado, mas faltam-lhes as condições necessárias para que possam desempenhar suas atribuições com mais eficiência e celeridade, pois também elas só são exaltadas nos períodos eleitorais.

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