Ações ampliam acolhimento e apoio às vítimas de violência
Serviços municipais oferecem orientação, atendimento especializado e apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade
Acolhe Mulher oferece orientação e acesso à rede de proteção, com atendimento 24 horas
Garantir o acolhimento, proteção e acesso à informação é fundamental para mulheres que enfrentam situações de violência doméstica. Em Porto Velho, a Prefeitura desenvolve iniciativas voltadas ao atendimento das vítimas, com serviços de orientação, acompanhamento especializado e encaminhamento à rede de proteção.
A importância dessas ações fica ainda mais evidente diante dos números registrados na capital. De acordo com o Observatório Estadual de Segurança Pública de Rondônia, entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026, Porto Velho contabilizou 3.413 ocorrências relacionadas à violência doméstica, considerando cinco categorias de registros.
Desse total, 1.598 ocorrências foram de ameaça e 1.576 de lesão corporal. Também foram registrados 179 casos de injúria, 37 de difamação e 23 de calúnia. Os dados podem ser consultados no Observatório Estadual de Segurança Pública.
Os registros chamam a atenção para as diferentes formas de violência enfrentadas pelas mulheres, que podem envolver agressões físicas, ameaças, humilhações e outras situações que comprometem sua segurança e integridade.
O levantamento considera ocorrências policiais, e não necessariamente o número de mulheres vítimas, já que uma mesma pessoa pode estar relacionada a mais de um registro.
ACOLHIMENTO E ORIENTAÇÃO

Semias oferece acolhimento e acompanhamento especializado às mulheres em situação de violência
Entre as iniciativas disponibilizadas pelo município está o Acolhe Mulher, serviço que oferece orientações e facilita o acesso à rede de proteção por meio do WhatsApp (69) 9 9999-9479, com funcionamento 24 horas por dia.
O primeiro atendimento é realizado pelo chatbot VitorIA, que fornece informações e direcionamentos iniciais. Quando necessário, a mulher pode ser encaminhada para atendimento humano especializado.
A ferramenta também facilita o acesso às instituições que integram a rede de proteção, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o Ministério Público, a Defensoria Pública e os serviços de saúde.
APOIO PARA RECOMEÇAR
Além do atendimento inicial, a Prefeitura atua por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), com serviços especializados de acolhimento e acompanhamento às mulheres em situação de violência.
Entre eles está o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece suporte e encaminhamentos conforme as necessidades identificadas em cada caso.
Outra medida adotada pelo município é a política de inclusão produtiva instituída em outubro de 2026, que prevê a possibilidade de reservar até 8% das vagas de trabalho em determinados contratos municipais para mulheres vítimas de violência doméstica e mães atípicas, conforme os critérios estabelecidos na legislação.
Léo Moraes reforçou a importância de facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção e acolhimento
A iniciativa busca ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda, contribuindo para a autonomia financeira das mulheres e oferecendo alternativas para aquelas que enfrentam dificuldades para romper situações de dependência econômica.
A Central de Atendimento à Mulher também oferece orientações e recebe denúncias pelo telefone 180. Em situações de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
O prefeito Léo Moraes destacou que facilitar o acesso aos serviços de proteção é fundamental para que as mulheres encontrem orientação e apoio quando precisarem.
“Nem sempre uma mulher sabe a quem recorrer ou consegue procurar pessoalmente um serviço logo no primeiro momento. O Acolhe Mulher oferece um caminho pelo celular, 24 horas por dia, para que ela possa receber orientação e conhecer a rede que está disponível para ajudá-la”.
A divulgação dos canais de atendimento busca aproximar os serviços das mulheres que enfrentam situações de violência, oferecendo alternativas para buscar ajuda, conhecer seus direitos e acessar o acompanhamento necessário.
A Prefeitura reforça que nenhuma mulher precisa enfrentar sozinha uma situação de violência e orienta que as vítimas ou pessoas que tenham conhecimento de casos procurem os canais oficiais de atendimento e proteção.
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