ANDANDO COM AS ARMAS DE JORGE!

Cada qual no seu quadrado, a gente vai vivendo o descortinar dessas calendas especialíssimas em que todos nós estamos mergulhados!

Fonte: Antonio Serpa do Amaral Filho Amaral - Publicada em 03 de novembro de 2026 às 18:35

Recruta convocado no calor da luta, sentei praça no Exército de Lula logo no alvorecer do recrutamento militar detonado pelo Coronel Janones, nos primeiros momentos da prorrogação do jogo eleitoral!

Causou-me espécie as primeiras vinte e quatro horas de treinamento para o combate! Aos 67 anos de chão corrido, sem nenhuma experiência anterior a dar consistência interna aos movimentos de guerra a que fomos chamados, pensei até em me arrepende de não ter servido à pátria amada no idos dos 18 brumários infanto-juvenis! Trucidara oito costelas na descida vertiginosa da Ladeira Comendador Centeno a bordo de uma estrovenga chamada esqueite, quedando incapacitado para as lides castrenses.

Mas já que tinha feito o engajamento voluntário e o juramento interno com os meus botões, abracei de corpo e alma as instruções do superior militar, crendo no fundo do coração que se tratava do bom combate em defesa não apenas da eleição de um político para mais um mandato presidencial, mas acreditando piamente trata-se de uma luta renhida, como diria Gonçalves Dias na Canção do Tamoio, travada frente ao dragão das sete cabeças atômicas! Num lampejo de lucidez, pressenti o ranger maligno da foice da morte entrecortando todos os nichos de brasilidade pelas imensas paragens do gigantesco território de Pindorama! Dando aporte bélico ao bicho de sete cabeças postava-se raivosa e barulhenta uma brigada de doidos varridos de todas as espécies possíveis, amotinados em torno de objetivos estratégicos de poder, mando e desmando os mais horripilantes, destrutivos e degenerativos nunca vistos dantes nem na Revolução Farroupilha, nem na Cabanagem e muito menos na Guerra de Canudos! Criado em meio aos banzeiros dos rios da Amazônia, intuí sentimentos de terra arrasada em iminência de grassar por sobre a reentrância do Estado, da Nação e da vida do Povo Brasileiro! Pressentir o chocar do ovo da serpente rente às nossas respirações ofegantes e temerárias. Dei-me conta então da assertiva de Geraldo Vandré quando disse que fica mal com Deus quem não sabe amar, fica mal comigo quem não sabe dar! Então vesti de fato, material e simbolicamente, meu uniforme operacional camuflado, ajeitei o quepe, calcei o coturno e me entreguei às operações de combate na selva da virtualidade digital, terreno de sombras e dificuldades para um pacato cidadão da geração pós-Diretas-Já e movimento estudantil de 1968. 

Daí por diante os dias tornaram-se infindáveis, difíceis e incomensuráveis, como se a história e a cronologia tivessem perdido a biruta da razão! Tínhamos meta mas não tínhamos tempo hábil, no máximo três semanas para vencer o inimigo a golpe mortal e lança ferina. E à medida que o tempo foi correndo e crescia o volume de combatentes engajados, e guerra de guerrilha digital tocava fogo o país, a demanda militar ia se tornando mais e mais exigente, cobrando-nos que entregasse o coração valente, a alma e o sangue no território da batalha campal, em destempero atroz. E assim os dias correram à sombra das demandas infindáveis, ao calor causticante dos comandos severos e imponentes do coronel André Janones, o militar cuja mente brilhante concebeu a maior operação jamais levada a cabo num pleito eleitoral em solo brasileiro. O Exército de Lula! Fosse ele aliado de Menelau, na antiga Grécia de Afrodite, certamente teria inventado o Cavalo de Pau, para desconcertar os inimigos até impor irreversível derrota aos Troianos! Porém, no bojo da batalha, tínhamos disposição e esperança em grande monta, mas não tínhamos a certeza da vitória!  Críamos! Mas não víamos com total nitidez o que estava por trás da cortina da história! Todavia, andávamos com fé, e a fé não costuma a falhar, já disse um cancioneiro popular baiano! No fosso abismal de um campo de batalha enlouquecedor, tornamo-nos ninguém para nós mesmos, deserdados de nossa própria identidade e pessoalidade, e passamos a atuar com a fidelidade canina dos cavaleiros templários em entrega abnegada e resoluta aos objetivos da guerra total contra os infiéis da sociedade democrática e dos direitos humanos. E assim marcharmos, em farrapos biológicos e psicológicos, em aliança com inúmeros outros batalhões de jovens, estudantes, velhos e velhas, gente de todas as existencialidades possíveis, nos pampas, no sertão, nos amazônidas, nas minas gerais, até a tomada da Bastilha, o corte de todas as cabeças da besta-fera, impondo aos inimigos impiedosa derrota dentro das quatro linhas do certame democrático!

Luiz Inácio Lula da Silva, a grande alma humanista da nação, são e salvo, saiu incólume da árdua peleja! Perfilados, saudamos os panteões da Democracia!

Andamos vestidos e armados com as armas de Jorge, para que nossos inimigos tendo pés não nos alcançassem, tendo mãos não nos atingissem, tendo olhos não nos vissem!

Salve Jorge!!

ANDANDO COM AS ARMAS DE JORGE!

Cada qual no seu quadrado, a gente vai vivendo o descortinar dessas calendas especialíssimas em que todos nós estamos mergulhados!

Antonio Serpa do Amaral Filho Amaral
Publicada em 03 de novembro de 2026 às 18:35

Recruta convocado no calor da luta, sentei praça no Exército de Lula logo no alvorecer do recrutamento militar detonado pelo Coronel Janones, nos primeiros momentos da prorrogação do jogo eleitoral!

Causou-me espécie as primeiras vinte e quatro horas de treinamento para o combate! Aos 67 anos de chão corrido, sem nenhuma experiência anterior a dar consistência interna aos movimentos de guerra a que fomos chamados, pensei até em me arrepende de não ter servido à pátria amada no idos dos 18 brumários infanto-juvenis! Trucidara oito costelas na descida vertiginosa da Ladeira Comendador Centeno a bordo de uma estrovenga chamada esqueite, quedando incapacitado para as lides castrenses.

Mas já que tinha feito o engajamento voluntário e o juramento interno com os meus botões, abracei de corpo e alma as instruções do superior militar, crendo no fundo do coração que se tratava do bom combate em defesa não apenas da eleição de um político para mais um mandato presidencial, mas acreditando piamente trata-se de uma luta renhida, como diria Gonçalves Dias na Canção do Tamoio, travada frente ao dragão das sete cabeças atômicas! Num lampejo de lucidez, pressenti o ranger maligno da foice da morte entrecortando todos os nichos de brasilidade pelas imensas paragens do gigantesco território de Pindorama! Dando aporte bélico ao bicho de sete cabeças postava-se raivosa e barulhenta uma brigada de doidos varridos de todas as espécies possíveis, amotinados em torno de objetivos estratégicos de poder, mando e desmando os mais horripilantes, destrutivos e degenerativos nunca vistos dantes nem na Revolução Farroupilha, nem na Cabanagem e muito menos na Guerra de Canudos! Criado em meio aos banzeiros dos rios da Amazônia, intuí sentimentos de terra arrasada em iminência de grassar por sobre a reentrância do Estado, da Nação e da vida do Povo Brasileiro! Pressentir o chocar do ovo da serpente rente às nossas respirações ofegantes e temerárias. Dei-me conta então da assertiva de Geraldo Vandré quando disse que fica mal com Deus quem não sabe amar, fica mal comigo quem não sabe dar! Então vesti de fato, material e simbolicamente, meu uniforme operacional camuflado, ajeitei o quepe, calcei o coturno e me entreguei às operações de combate na selva da virtualidade digital, terreno de sombras e dificuldades para um pacato cidadão da geração pós-Diretas-Já e movimento estudantil de 1968. 

Daí por diante os dias tornaram-se infindáveis, difíceis e incomensuráveis, como se a história e a cronologia tivessem perdido a biruta da razão! Tínhamos meta mas não tínhamos tempo hábil, no máximo três semanas para vencer o inimigo a golpe mortal e lança ferina. E à medida que o tempo foi correndo e crescia o volume de combatentes engajados, e guerra de guerrilha digital tocava fogo o país, a demanda militar ia se tornando mais e mais exigente, cobrando-nos que entregasse o coração valente, a alma e o sangue no território da batalha campal, em destempero atroz. E assim os dias correram à sombra das demandas infindáveis, ao calor causticante dos comandos severos e imponentes do coronel André Janones, o militar cuja mente brilhante concebeu a maior operação jamais levada a cabo num pleito eleitoral em solo brasileiro. O Exército de Lula! Fosse ele aliado de Menelau, na antiga Grécia de Afrodite, certamente teria inventado o Cavalo de Pau, para desconcertar os inimigos até impor irreversível derrota aos Troianos! Porém, no bojo da batalha, tínhamos disposição e esperança em grande monta, mas não tínhamos a certeza da vitória!  Críamos! Mas não víamos com total nitidez o que estava por trás da cortina da história! Todavia, andávamos com fé, e a fé não costuma a falhar, já disse um cancioneiro popular baiano! No fosso abismal de um campo de batalha enlouquecedor, tornamo-nos ninguém para nós mesmos, deserdados de nossa própria identidade e pessoalidade, e passamos a atuar com a fidelidade canina dos cavaleiros templários em entrega abnegada e resoluta aos objetivos da guerra total contra os infiéis da sociedade democrática e dos direitos humanos. E assim marcharmos, em farrapos biológicos e psicológicos, em aliança com inúmeros outros batalhões de jovens, estudantes, velhos e velhas, gente de todas as existencialidades possíveis, nos pampas, no sertão, nos amazônidas, nas minas gerais, até a tomada da Bastilha, o corte de todas as cabeças da besta-fera, impondo aos inimigos impiedosa derrota dentro das quatro linhas do certame democrático!

Luiz Inácio Lula da Silva, a grande alma humanista da nação, são e salvo, saiu incólume da árdua peleja! Perfilados, saudamos os panteões da Democracia!

Andamos vestidos e armados com as armas de Jorge, para que nossos inimigos tendo pés não nos alcançassem, tendo mãos não nos atingissem, tendo olhos não nos vissem!

Salve Jorge!!

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