Após dois anos, Pé-de-Meia reduz abandono escolar em 43%

Com 5,6 milhões de estudantes beneficiados, o que corresponde a mais da metade do total de alunos do ensino médio público do país, programa evitou que jovens abandonassem a escola, além de reduzir em 33% as reprovações

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica - Publicada em 01 de abril de 2026 às 18:15

Após dois anos, Pé-de-Meia reduz abandono escolar em 43%

 O Pé-de-Meia completa dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse quase pela metade – enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 6,4%, em 2024 ela caiu para 3,6%, uma diminuição de 43%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 33% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 27,5%, entre 2022 e 2025. 

Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 1º de abril, durante evento em Fortaleza (CE), que marcou a inauguração da primeira fase das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. 

Na cerimônia, Lula afirmou que o Governo do Brasil e o MEC recuperaram o tempo perdido que soma décadas, em que se deixou de investir na educação brasileira. “A educação é o melhor investimento que um país pode fazer para melhorar as perspectivas de seu povo. No Pé-de-Meia, o nosso investimento até agora foi de R$ 18,6 bilhões. Governar um país e fazer uma ponte é fácil, governar um país e fazer um viaduto é fácil, governar um país para 30% da população é fácil. O desafio é você escolher entre a ponte e uma escola, a ponte e uma creche”, defendeu.   

Santana destacou que antes do programa a evasão escolar no ensino médio era de 500 mil estudantes por ano. “Nós estamos comemorando hoje dois anos do Pé-de-Meia, que já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, e só um presidente com a sensibilidade do presidente Lula foi capaz de criar um programa para dizer: ‘nós não queremos nenhum aluno fora da escola pública neste país’”, comemorou. 

Nós estamos comemorando hoje dois anos do Pé-de-Meia, que já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, e só um presidente com a sensibilidade do presidente Lula foi capaz de criar um programa para dizer: ‘nós não queremos nenhum aluno fora da escola pública nesse país’”. Camilo Santana, ministro da Educação. 

Os 5,6 milhões de estudantes beneficiados pelo programa desde sua criação correspondem a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país. O investimento do Governo do Brasil na política, de R$ 18,6 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025, tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso. 

Confira os dados do programa por unidade da Federação (UF): 

UF 

Número de beneficiados (2024 e 2025)  

Beneficiados (% em relação ao total da rede pública) 

Acre  

39.161 

64,97% 

Alagoas  

136.743 

65,78% 

Amapá  

35.367 

74,08% 

Amazonas  

198.207 

68,27% 

Bahia  

566.616 

67,86% 

Ceará  

391.237 

76,43% 

Distrito Federal  

61.943 

47,70% 

Espírito Santo  

88.086 

47,33% 

Goiás  

166.243 

45,10% 

Maranhão  

322.841 

76,68% 

Mato Grosso  

91.883 

44,56% 

Mato Grosso do Sul  

64.393 

45,92% 

Minas Gerais  

492.524 

49,76% 

Paraná  

202.444 

36,60% 

Paraíba  

154.326 

72,73% 

Pará  

385.279 

73,11% 

Pernambuco  

366.435 

73,82% 

Piauí  

148.457 

70,53% 

Rio Grande do Norte  

120.149 

71,08% 

Rio Grande do Sul  

173.719 

37,81% 

Rio de Janeiro  

383.789 

55,07% 

Rondônia  

50.864 

47,13% 

Roraima  

22.363 

59,58% 

Santa Catarina  

85.404 

25,50% 

Sergipe  

88.137 

72,90% 

São Paulo  

775.865 

38,05% 

Tocantins  

61.460  

60,78% 

TOTAL BRASIL 

5.673.935 

54,24% 

Perfil – O perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários, 51,5% são meninas e 72,9% são negros, entre pretos e pardos – segundo dados de 2025. Em todo Brasil, 56.929 estudantes indígenas receberam o incentivo desde o início do programa. 

Os participantes ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro. 

Para Liz de Araújo, que recebe a poupança há um mês e usa os recursos para comprar itens pessoais, ajudar em casa e, principalmente, adquirir materiais didáticos, o valor é essencial para manter estudantes periféricos em sala de aula. “Muitas pessoas pensam em desistir, mas por conta do Pé-de-Meia conseguem continuar os estudos. Vários colegas não conseguiam concluir a escola porque precisavam ir atrás de empregos para poder ajudar a família, e agora não precisam mais. Dá para continuar e se sentir motivada com os estudos”, falou. 

Pé-de-Meia Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino. 

Resumo | 2 anos de Pé-de-Meia 

Após dois anos, Pé-de-Meia reduz abandono escolar em 43%

Com 5,6 milhões de estudantes beneficiados, o que corresponde a mais da metade do total de alunos do ensino médio público do país, programa evitou que jovens abandonassem a escola, além de reduzir em 33% as reprovações

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica
Publicada em 01 de abril de 2026 às 18:15
Após dois anos, Pé-de-Meia reduz abandono escolar em 43%

 O Pé-de-Meia completa dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse quase pela metade – enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 6,4%, em 2024 ela caiu para 3,6%, uma diminuição de 43%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 33% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 27,5%, entre 2022 e 2025. 

Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 1º de abril, durante evento em Fortaleza (CE), que marcou a inauguração da primeira fase das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. 

Na cerimônia, Lula afirmou que o Governo do Brasil e o MEC recuperaram o tempo perdido que soma décadas, em que se deixou de investir na educação brasileira. “A educação é o melhor investimento que um país pode fazer para melhorar as perspectivas de seu povo. No Pé-de-Meia, o nosso investimento até agora foi de R$ 18,6 bilhões. Governar um país e fazer uma ponte é fácil, governar um país e fazer um viaduto é fácil, governar um país para 30% da população é fácil. O desafio é você escolher entre a ponte e uma escola, a ponte e uma creche”, defendeu.   

Santana destacou que antes do programa a evasão escolar no ensino médio era de 500 mil estudantes por ano. “Nós estamos comemorando hoje dois anos do Pé-de-Meia, que já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, e só um presidente com a sensibilidade do presidente Lula foi capaz de criar um programa para dizer: ‘nós não queremos nenhum aluno fora da escola pública neste país’”, comemorou. 

Nós estamos comemorando hoje dois anos do Pé-de-Meia, que já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, e só um presidente com a sensibilidade do presidente Lula foi capaz de criar um programa para dizer: ‘nós não queremos nenhum aluno fora da escola pública nesse país’”. Camilo Santana, ministro da Educação. 

Os 5,6 milhões de estudantes beneficiados pelo programa desde sua criação correspondem a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país. O investimento do Governo do Brasil na política, de R$ 18,6 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025, tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso. 

Confira os dados do programa por unidade da Federação (UF): 

UF 

Número de beneficiados (2024 e 2025)  

Beneficiados (% em relação ao total da rede pública) 

Acre  

39.161 

64,97% 

Alagoas  

136.743 

65,78% 

Amapá  

35.367 

74,08% 

Amazonas  

198.207 

68,27% 

Bahia  

566.616 

67,86% 

Ceará  

391.237 

76,43% 

Distrito Federal  

61.943 

47,70% 

Espírito Santo  

88.086 

47,33% 

Goiás  

166.243 

45,10% 

Maranhão  

322.841 

76,68% 

Mato Grosso  

91.883 

44,56% 

Mato Grosso do Sul  

64.393 

45,92% 

Minas Gerais  

492.524 

49,76% 

Paraná  

202.444 

36,60% 

Paraíba  

154.326 

72,73% 

Pará  

385.279 

73,11% 

Pernambuco  

366.435 

73,82% 

Piauí  

148.457 

70,53% 

Rio Grande do Norte  

120.149 

71,08% 

Rio Grande do Sul  

173.719 

37,81% 

Rio de Janeiro  

383.789 

55,07% 

Rondônia  

50.864 

47,13% 

Roraima  

22.363 

59,58% 

Santa Catarina  

85.404 

25,50% 

Sergipe  

88.137 

72,90% 

São Paulo  

775.865 

38,05% 

Tocantins  

61.460  

60,78% 

TOTAL BRASIL 

5.673.935 

54,24% 

Perfil – O perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários, 51,5% são meninas e 72,9% são negros, entre pretos e pardos – segundo dados de 2025. Em todo Brasil, 56.929 estudantes indígenas receberam o incentivo desde o início do programa. 

Os participantes ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro. 

Para Liz de Araújo, que recebe a poupança há um mês e usa os recursos para comprar itens pessoais, ajudar em casa e, principalmente, adquirir materiais didáticos, o valor é essencial para manter estudantes periféricos em sala de aula. “Muitas pessoas pensam em desistir, mas por conta do Pé-de-Meia conseguem continuar os estudos. Vários colegas não conseguiam concluir a escola porque precisavam ir atrás de empregos para poder ajudar a família, e agora não precisam mais. Dá para continuar e se sentir motivada com os estudos”, falou. 

Pé-de-Meia Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino. 

Resumo | 2 anos de Pé-de-Meia 

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