Deputado fala em esquema para favorecer Egea e diz ter sido ameaçado após denúncia contra governo Marcos Rocha

Durante o discurso, Rafael Fera afirmou que, depois de tornar pública a denúncia, passou a sofrer intimidação

Fonte: TUDORONDONIA - Publicada em 15 de abril de 2026 às 17:44

Deputado fala em esquema para favorecer Egea e diz ter sido ameaçado após denúncia contra governo Marcos Rocha

O deputado federal Rafael Fera elevou o tom contra o governo de Rondônia ao denunciar, da tribuna da Câmara dos Deputados, a existência de uma suposta articulação para entregar os serviços de saneamento básico do Estado à empresa Egea. Segundo o parlamentar, haveria um jogo de cartas marcadas em curso, com possível participação do governador Marcos Rocha (PSD), para favorecer a companhia, que já apareceu em denúncias de pagamento de propina a autoridades e agentes políticos em diferentes estados do país, inclusive em Rondônia.

Durante o discurso, Rafael Fera afirmou que, depois de tornar pública a denúncia, passou a sofrer intimidação. Segundo ele, um secretário ligado ao governo Marcos Rocha teria feito ameaças após a manifestação na Câmara. O deputado reagiu em público e disse que não pretende recuar. “Mas eu não tenho medo de cara feia”, afirmou, em recado direto ao núcleo político do Palácio Rio Madeira.

A fala do parlamentar joga nova pressão sobre o governo estadual num tema de alto impacto, porque envolve o futuro da concessão do saneamento em Rondônia e levanta suspeitas sobre eventual direcionamento em favor de uma empresa cercada por denúncias graves em âmbito nacional. A Egea já foi associada a acusações de pagamento de vantagens indevidas para obtenção e manutenção de contratos no setor, em casos revelados por investigações e delações tornadas públicas.

No centro da denúncia feita por Rafael Fera está a suspeita de que o processo do saneamento em Rondônia não estaria sendo conduzido com lisura, transparência e disputa real entre interessados, mas sim dentro de uma engrenagem previamente ajustada para beneficiar um grupo empresarial específico. Ao citar o nome do governador Marcos Rocha, o deputado leva o caso do campo administrativo para o centro da crise política.

A repercussão aumentou ainda mais nesta quarta-feira, quando passou a circular nas redes sociais um vídeo do deputado estadual Luizinho Goebel também dirigido ao governador. Sem citar detalhes do caso, Luizinho fez um alerta público e afirmou que Rondônia pode estar às vésperas de ver revelado o que chamou de “talvez o maior escândalo da história” do Estado. Em tom de aviso, o parlamentar mandou um recado direto ao chefe do Executivo: “Vigia, governador”.

A manifestação de Luizinho ampliou o peso político da denúncia feita por Rafael Fera. Isso porque o alerta partiu de um deputado da base política estadual, em fala pública e direcionada ao próprio governador, sugerindo que fatos de grande gravidade podem estar ocorrendo dentro da estrutura administrativa sem a devida contenção ou conhecimento pleno do chefe do Executivo.

O caso ganha dimensão ainda maior porque envolve um dos setores mais sensíveis da administração pública, o saneamento básico, que movimenta contratos bilionários e afeta diretamente milhares de consumidores. Diante das acusações lançadas da tribuna da Câmara e reforçadas no ambiente político local, cresce a cobrança para que o governo de Rondônia esclareça se há tratativas em andamento, quem conduz esse processo e quais interesses estão por trás da modelagem em discussão.

As declarações de Rafael Fera e Luizinho Goebel colocam Marcos Rocha no centro de uma nova frente de desgaste. De um lado, pesa a denúncia de suposto favorecimento à Egea. De outro, ganha força a narrativa de que o entorno do governo estaria reagindo com ameaça a quem resolveu expor o caso publicamente. Nesse cenário, o silêncio oficial ou respostas genéricas tendem a ampliar ainda mais a crise.

Deputado fala em esquema para favorecer Egea e diz ter sido ameaçado após denúncia contra governo Marcos Rocha

Durante o discurso, Rafael Fera afirmou que, depois de tornar pública a denúncia, passou a sofrer intimidação

TUDORONDONIA
Publicada em 15 de abril de 2026 às 17:44
Deputado fala em esquema para favorecer Egea e diz ter sido ameaçado após denúncia contra governo Marcos Rocha

O deputado federal Rafael Fera elevou o tom contra o governo de Rondônia ao denunciar, da tribuna da Câmara dos Deputados, a existência de uma suposta articulação para entregar os serviços de saneamento básico do Estado à empresa Egea. Segundo o parlamentar, haveria um jogo de cartas marcadas em curso, com possível participação do governador Marcos Rocha (PSD), para favorecer a companhia, que já apareceu em denúncias de pagamento de propina a autoridades e agentes políticos em diferentes estados do país, inclusive em Rondônia.

Durante o discurso, Rafael Fera afirmou que, depois de tornar pública a denúncia, passou a sofrer intimidação. Segundo ele, um secretário ligado ao governo Marcos Rocha teria feito ameaças após a manifestação na Câmara. O deputado reagiu em público e disse que não pretende recuar. “Mas eu não tenho medo de cara feia”, afirmou, em recado direto ao núcleo político do Palácio Rio Madeira.

A fala do parlamentar joga nova pressão sobre o governo estadual num tema de alto impacto, porque envolve o futuro da concessão do saneamento em Rondônia e levanta suspeitas sobre eventual direcionamento em favor de uma empresa cercada por denúncias graves em âmbito nacional. A Egea já foi associada a acusações de pagamento de vantagens indevidas para obtenção e manutenção de contratos no setor, em casos revelados por investigações e delações tornadas públicas.

No centro da denúncia feita por Rafael Fera está a suspeita de que o processo do saneamento em Rondônia não estaria sendo conduzido com lisura, transparência e disputa real entre interessados, mas sim dentro de uma engrenagem previamente ajustada para beneficiar um grupo empresarial específico. Ao citar o nome do governador Marcos Rocha, o deputado leva o caso do campo administrativo para o centro da crise política.

A repercussão aumentou ainda mais nesta quarta-feira, quando passou a circular nas redes sociais um vídeo do deputado estadual Luizinho Goebel também dirigido ao governador. Sem citar detalhes do caso, Luizinho fez um alerta público e afirmou que Rondônia pode estar às vésperas de ver revelado o que chamou de “talvez o maior escândalo da história” do Estado. Em tom de aviso, o parlamentar mandou um recado direto ao chefe do Executivo: “Vigia, governador”.

A manifestação de Luizinho ampliou o peso político da denúncia feita por Rafael Fera. Isso porque o alerta partiu de um deputado da base política estadual, em fala pública e direcionada ao próprio governador, sugerindo que fatos de grande gravidade podem estar ocorrendo dentro da estrutura administrativa sem a devida contenção ou conhecimento pleno do chefe do Executivo.

O caso ganha dimensão ainda maior porque envolve um dos setores mais sensíveis da administração pública, o saneamento básico, que movimenta contratos bilionários e afeta diretamente milhares de consumidores. Diante das acusações lançadas da tribuna da Câmara e reforçadas no ambiente político local, cresce a cobrança para que o governo de Rondônia esclareça se há tratativas em andamento, quem conduz esse processo e quais interesses estão por trás da modelagem em discussão.

As declarações de Rafael Fera e Luizinho Goebel colocam Marcos Rocha no centro de uma nova frente de desgaste. De um lado, pesa a denúncia de suposto favorecimento à Egea. De outro, ganha força a narrativa de que o entorno do governo estaria reagindo com ameaça a quem resolveu expor o caso publicamente. Nesse cenário, o silêncio oficial ou respostas genéricas tendem a ampliar ainda mais a crise.

Comentários

  • 1
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    J. Santos 17/04/2026

    Manifestação Cumpre inicialmente consignar que a divulgação de alegações genéricas, desprovidas de lastro probatório mínimo, não se coaduna com os princípios da legalidade, moralidade e responsabilidade que devem nortear a atuação de agentes públicos, sobretudo quando tais manifestações são direcionadas ao debate político-eleitoral. É cediço que a construção de narrativas desacompanhadas de elementos concretos pode configurar, em tese, tentativa de induzir a opinião pública a erro, transferindo ao suposto acusado o ônus indevido de refutar imputações vagas e não comprovadas, o que afronta, inclusive, os postulados do devido processo legal e da presunção de inocência. Nessa linha, caso qualquer agente político detenha conhecimento acerca de fatos que, em tese, configurem ilícitos penais ou administrativos, impõe-se, por dever legal e ético, que tais informações sejam imediatamente levadas ao conhecimento das autoridades competentes, tais como o Ministério Público, a autoridade policial ou os órgãos de controle interno e externo. A omissão nesse dever pode, em determinadas circunstâncias, caracterizar conivência, prevaricação ou, ainda, evidenciar o uso indevido de alegações como instrumento de promoção pessoal ou eleitoral, em flagrante desvio de finalidade. Ademais, a utilização de insinuações públicas sem a devida formalização por meio dos canais institucionais adequados revela-se prática incompatível com o Estado Democrático de Direito, porquanto fragiliza o debate público e compromete a credibilidade das instituições. No tocante às alegações dirigidas ao Governador Marcos Rocha, cumpre destacar que inexiste, até o presente momento, comprovação de envolvimento em atos de corrupção, sendo certo que eventuais irregularidades administrativas, quando identificadas, são regularmente apuradas pelos órgãos competentes, com a adoção das medidas cabíveis. No que se refere à empresa Egea, eventual descumprimento contratual em outros entes ou órgãos públicos deve ser formalmente comunicado aos órgãos jurídicos competentes, a exemplo da Procuradoria-Geral do Estado, para análise e adoção das providências legais pertinentes, não sendo juridicamente admissível a extrapolação dessas alegações para imputações genéricas de favorecimento, sem a devida demonstração de nexo causal ou prova concreta. Por fim, ressalta-se que o debate público deve ser pautado pela responsabilidade, pela transparência e pelo respeito às instituições, sendo inadmissível a propagação de acusações infundadas, que apenas contribuem para a desinformação e o enfraquecimento do ambiente democrático. Diante disso, recomenda-se que quaisquer alegações de irregularidade sejam formalizadas pelos meios legais adequados, acompanhadas das respectivas provas, abstendo-se de manifestações genéricas e desprovidas de consistência fática e jurídica. Portanto, narrativa fajuta!

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    wilkon neves botelho pinto 16/04/2026

    Os caras enxendo o bucho de tambaqui com farinha e o deputado vai entregar a jogada na tribuna federal kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ... que isso, o estado só tem politico honesto kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ... ainda mais a DIREITA kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ... SAI DAÍ CABRA! DEIXA OS HOMI COMER EM PAZ OU PAX KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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