Dino cobra elo entre Master e instituto de Mendonça

Documento foi endereçado ao presidente da Corte, Edson Fachin

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil/Foto: © Rosinei Coutinho/SCO/STF - Publicada em 15 de setembro de 2026 às 11:49

Dino cobra elo entre Master e instituto de Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) explicações sobre uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter, fundado pelo também ministro André Mendonça, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

No documento, endereçado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Dino lembrou que, em março de 2025, Mendonça recebeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na sede de uma empresa privada.

Segundo Dino, a partir do encontro, o Instituto Iter passou a manter “relações contratuais remuneradas” com o município de São Paulo, parte envolvida em ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado.

O ministro cita uma série de circunstâncias que, na sua avaliação, devem ser esclarecidas e diz que o objetivo é entender se há relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

“Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias, tampouco que os atos jurisdicionais praticados tenham sido determinados por interesses externos ao processo.”

“Significa, diversamente, reconhecer que a multiplicidade, a natureza e a convergência temporal desses pontos de contato constituem, em tese, quadro indiciário suficientemente relevante para que a existência — ou inexistência — dessas conexões seja esclarecida mediante apuração pelas autoridades competentes”, concluiu.

Na manhã desta terça-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal começa a analisar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

O caso veio à tona no início do mês quando André Mendonça, antigo relator do caso Master, retirou o sigilo do processo e encaminhou supostas conversas de Moraes com Vorcaro para Fachin.

Na mesma ocasião, o ministro André Mendonça anunciou que deixaria a sociedade no Instituto Iter – instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva.

À época, Mendonça disse que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país.

Dino cobra elo entre Master e instituto de Mendonça

Documento foi endereçado ao presidente da Corte, Edson Fachin

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil/Foto: © Rosinei Coutinho/SCO/STF
Publicada em 15 de setembro de 2026 às 11:49
Dino cobra elo entre Master e instituto de Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) explicações sobre uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter, fundado pelo também ministro André Mendonça, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

No documento, endereçado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, Dino lembrou que, em março de 2025, Mendonça recebeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na sede de uma empresa privada.

Segundo Dino, a partir do encontro, o Instituto Iter passou a manter “relações contratuais remuneradas” com o município de São Paulo, parte envolvida em ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado.

O ministro cita uma série de circunstâncias que, na sua avaliação, devem ser esclarecidas e diz que o objetivo é entender se há relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

“Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias, tampouco que os atos jurisdicionais praticados tenham sido determinados por interesses externos ao processo.”

“Significa, diversamente, reconhecer que a multiplicidade, a natureza e a convergência temporal desses pontos de contato constituem, em tese, quadro indiciário suficientemente relevante para que a existência — ou inexistência — dessas conexões seja esclarecida mediante apuração pelas autoridades competentes”, concluiu.

Na manhã desta terça-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal começa a analisar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

O caso veio à tona no início do mês quando André Mendonça, antigo relator do caso Master, retirou o sigilo do processo e encaminhou supostas conversas de Moraes com Vorcaro para Fachin.

Na mesma ocasião, o ministro André Mendonça anunciou que deixaria a sociedade no Instituto Iter – instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva.

À época, Mendonça disse que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país.

Comentários

    Seja o primeiro a comentar

Envie seu Comentário

 

Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook