Estratégia da Globo para influir na eleição e ajudar Flávio Bolsonaro

Discutir economia com esse governo é dar murro em ponta de faca. A única saída é desviar o foco

Fonte: Bepe Damasco - Publicada em 09 de março de 2026 às 16:57

Estratégia da Globo para influir na eleição e ajudar Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

Desta vez, a Globo não precisa apoiar golpe de Estado contra presidenta que não cometeu crime algum.

Também não é necessário se dar ao trabalho de defender a prisão de um presidente, vítima de uma grande farsa judicial.

Tampouco é o caso de promover outra campanha de criminalização explícita de um partido político, por meio do endeusamento de um juiz parcial e corrupto.

Em 2026, a estratégia é outra. E é forçoso reconhecer que é bem mais sofisticada, embora tão sórdida quanto as anteriores.

O X do problema é como impedir a reeleição de um presidente da República cujo governo apresenta o menor índice de desemprego da história, com a menor inflação já registrada em quatro anos.

O que fazer para levar à derrota um governante que retomou a política de valorização do salário mínimo e fez com que o trabalhador atingisse o maior rendimento médio da história, com o número de pessoas ocupadas batendo sucessivos recordes?

Outro desafio é impedir que o crescimento do PIB, bem acima do esperado pelos abutres do mercado financeiro, possa se transformar em capital político.

Mas, se na área econômica é difícil enfrentar o debate com esse governo, também na área social o quadro não é animador para seus adversários, que dão de cara com a saída do Brasil outra vez do Mapa da Fome, com o Pé-de-Meia, com o Gás do Povo, com o Minha Casa, Minha Vida, com o Bolsa Família e outros programas que foram reativados com força ou criados pelo governo Lula 3.

Moral da história: discutir economia e políticas sociais com esse governo é dar murro em ponta de faca.

Mas aí nasce, entre os conspiradores globais, uma ideia: a única saída é desviar o foco da economia e do social e criar um clima de corrupção generalizada que abra espaço para a retomada do discurso antissistema, confundindo a cabeça das pessoas.

O objetivo da operação é explorar o nível precário de informação e consciência política de parte expressiva dos brasileiros, levando-os à conclusão de que o responsável maior por tudo isso é o presidente da República.

Repare o exagero na cobertura do caso do Banco Master e do seu dono, o criminoso do colarinho branco Daniel Vorcaro. Claro que a fraude bilionária do Master é caso grave, bem como suas conexões com o mundo político e o Poder Judiciário.

Mas, ora, ora, banqueiro trambiqueiro no Brasil é quase uma redundância. Que grande novidade há nisso, a ponto de justificar que sejam dedicados ao assunto mais de 80% do tempo do noticiário político? Os 20% restantes são usados para criminalizar Lulinha, o filho do presidente, fazendo malabarismos para esconder que é a direita que tem relações com o banqueiro delinquente.

A Globo e congêneres apostam todas as suas fichas no envenenamento da atmosfera política, o que beneficia Flávio Bolsonaro. Sim, o minúsculo político das rachadinhas, filho do golpista-mor, é o candidato da Globo, principalmente depois que Flávio assumiu o compromisso público de que sua política econômica será a de Paulo Guedes.

Percebe-se ainda que a Globo tem esperanças de dar uma espécie de banho de civilidade no candidato do fascismo nativo.

Contudo, não terão vida fácil. Mesmo com a transformação do desfile da Acadêmicos de Niterói em caso de polícia, a exploração do caso Lulinha e todo tipo de ilação envolvendo o Banco Master, Lula, segundo o Datafolha divulgado sábado, embora tenha tido uma pequena queda, segue na frente da disputa presidencial. E aposto que vencerá.

Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

Estratégia da Globo para influir na eleição e ajudar Flávio Bolsonaro

Discutir economia com esse governo é dar murro em ponta de faca. A única saída é desviar o foco

Bepe Damasco
Publicada em 09 de março de 2026 às 16:57
Estratégia da Globo para influir na eleição e ajudar Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

Desta vez, a Globo não precisa apoiar golpe de Estado contra presidenta que não cometeu crime algum.

Também não é necessário se dar ao trabalho de defender a prisão de um presidente, vítima de uma grande farsa judicial.

Tampouco é o caso de promover outra campanha de criminalização explícita de um partido político, por meio do endeusamento de um juiz parcial e corrupto.

Em 2026, a estratégia é outra. E é forçoso reconhecer que é bem mais sofisticada, embora tão sórdida quanto as anteriores.

O X do problema é como impedir a reeleição de um presidente da República cujo governo apresenta o menor índice de desemprego da história, com a menor inflação já registrada em quatro anos.

O que fazer para levar à derrota um governante que retomou a política de valorização do salário mínimo e fez com que o trabalhador atingisse o maior rendimento médio da história, com o número de pessoas ocupadas batendo sucessivos recordes?

Outro desafio é impedir que o crescimento do PIB, bem acima do esperado pelos abutres do mercado financeiro, possa se transformar em capital político.

Mas, se na área econômica é difícil enfrentar o debate com esse governo, também na área social o quadro não é animador para seus adversários, que dão de cara com a saída do Brasil outra vez do Mapa da Fome, com o Pé-de-Meia, com o Gás do Povo, com o Minha Casa, Minha Vida, com o Bolsa Família e outros programas que foram reativados com força ou criados pelo governo Lula 3.

Moral da história: discutir economia e políticas sociais com esse governo é dar murro em ponta de faca.

Mas aí nasce, entre os conspiradores globais, uma ideia: a única saída é desviar o foco da economia e do social e criar um clima de corrupção generalizada que abra espaço para a retomada do discurso antissistema, confundindo a cabeça das pessoas.

O objetivo da operação é explorar o nível precário de informação e consciência política de parte expressiva dos brasileiros, levando-os à conclusão de que o responsável maior por tudo isso é o presidente da República.

Repare o exagero na cobertura do caso do Banco Master e do seu dono, o criminoso do colarinho branco Daniel Vorcaro. Claro que a fraude bilionária do Master é caso grave, bem como suas conexões com o mundo político e o Poder Judiciário.

Mas, ora, ora, banqueiro trambiqueiro no Brasil é quase uma redundância. Que grande novidade há nisso, a ponto de justificar que sejam dedicados ao assunto mais de 80% do tempo do noticiário político? Os 20% restantes são usados para criminalizar Lulinha, o filho do presidente, fazendo malabarismos para esconder que é a direita que tem relações com o banqueiro delinquente.

A Globo e congêneres apostam todas as suas fichas no envenenamento da atmosfera política, o que beneficia Flávio Bolsonaro. Sim, o minúsculo político das rachadinhas, filho do golpista-mor, é o candidato da Globo, principalmente depois que Flávio assumiu o compromisso público de que sua política econômica será a de Paulo Guedes.

Percebe-se ainda que a Globo tem esperanças de dar uma espécie de banho de civilidade no candidato do fascismo nativo.

Contudo, não terão vida fácil. Mesmo com a transformação do desfile da Acadêmicos de Niterói em caso de polícia, a exploração do caso Lulinha e todo tipo de ilação envolvendo o Banco Master, Lula, segundo o Datafolha divulgado sábado, embora tenha tido uma pequena queda, segue na frente da disputa presidencial. E aposto que vencerá.

Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

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