Hidratação após os 60: beba água suficiente

Especialistas explicam por que o risco de desidratação aumenta com o envelhecimento e dão orientações para manter uma boa hidratação

Fonte: Da redação/Foto: Créditos: Magnific - Publicada em 27 de agosto de 2026 às 11:52

Hidratação após os 60: beba água suficiente

Especialistas dão orientações para manter uma boa hidratação. Créditos: Magnific.

Beber água é um dos hábitos mais simples para cuidar da saúde, mas também um dos mais negligenciados com o avanço da idade. Após os 60 anos, mudanças naturais do envelhecimento reduzem a percepção da sede, fazendo com que muitas pessoas passem horas sem ingerir líquidos, mesmo quando o corpo já apresenta sinais de desidratação. Dados do DataSUS indicam que pessoas idosas representam mais de 40% das internações por desidratação no Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse processo ocorre de forma silenciosa e pode comprometer diversas funções do organismo. A baixa ingestão de líquidos favorece quadros de tontura, fadiga e confusão mental, além de aumentar o risco de infecções urinárias, alterações da pressão arterial, constipação intestinal e sobrecarga dos rins. Em dias mais quentes ou durante episódios de doenças, como gripes e infecções, a atenção deve ser redobrada.

"O envelhecimento modifica a forma como o organismo regula a água corporal. A sensação de sede deixa de ser um indicador tão confiável quanto na juventude. Por isso, a hidratação precisa ser encarada como um hábito planejado, e não apenas como uma resposta ao desejo de beber água", explica a Dra. Fernanda Sperandio, geriatra da MedSênior.

Além de contribuir para o funcionamento dos rins e da circulação sanguínea, a água é essencial para o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal, a lubrificação das articulações e a manutenção da função cognitiva. Quando o consumo é insuficiente, todo o organismo sente os efeitos.

Os sinais nem sempre são óbvios

Ao contrário do que muitos imaginam, a desidratação nem sempre começa com sede intensa. Entre pessoas idosas, manifestações como boca seca, urina escura, redução do volume urinário, pele ressecada, fraqueza, sonolência, tontura e dificuldade de concentração costumam surgir antes mesmo da percepção de sede.

Em situações mais graves, a falta de líquidos pode contribuir para quedas, alterações do estado de consciência e necessidade de internação, especialmente entre pessoas com doenças crônicas.

"A desidratação pode se instalar gradualmente e, muitas vezes, ser confundida com o próprio envelhecimento. Quando um idoso passa a apresentar mais cansaço, sonolência ou episódios frequentes de tontura, por exemplo, a hidratação deve ser um dos primeiros aspectos avaliados", destaca a geriatra.

Quanto de água é suficiente?

Embora não exista uma quantidade única para todas as pessoas, a necessidade diária de líquidos varia conforme idade, peso, nível de atividade física, temperatura ambiente e condições de saúde. Por isso, a orientação deve sempre ser individualizada, principalmente para pessoas com doenças renais, cardíacas ou outras condições que exijam restrição hídrica.

Segundo Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior, o mais importante é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, sem esperar que a sede apareça.

“Criar uma rotina facilita muito. Vale deixar uma garrafa de água sempre por perto, estabelecer horários para beber líquidos e aproveitar momentos do dia, como após acordar, durante as refeições e entre uma atividade e outra. Pequenas atitudes ajudam a transformar a hidratação em um hábito. Outro indicador importante é a cor da urina: quando ela está clara, geralmente é um sinal de que a hidratação está adequada", orienta.

Além da água: outras formas de manter o organismo hidratado

A água deve continuar sendo a principal fonte de hidratação. No entanto, outros líquidos também contribuem para atingir a necessidade diária. Chás sem açúcar, água saborizada naturalmente com frutas ou ervas, água de coco e alimentos ricos em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi, pepino e tomate, podem complementar a ingestão.

A nutricionista ressalta, porém, que refrigerantes, bebidas alcoólicas e bebidas com excesso de açúcar não substituem a água e devem ser consumidos com moderação.

"Variar as formas de consumo pode ser uma estratégia interessante para quem tem dificuldade de beber água pura. O importante é priorizar bebidas saudáveis e manter uma ingestão regular ao longo do dia", explica.

Como criar o hábito de ingerir mais líquidos?

Criar o hábito de ingerir líquidos ao longo do dia pode ser mais simples do que parece. Algumas estratégias ajudam a incorporar esse cuidado à rotina e a reduzir o risco de desidratação:

  • manter uma garrafa de água sempre à vista;
  • estabelecer metas de consumo ao longo do dia;
  • utilizar lembretes no celular ou aplicativos;
  • incluir frutas ricas em água nas refeições;
  • estimular familiares idosos a ingerirem líquidos regularmente, mesmo quando dizem não estar com sede;
  • redobrar a atenção durante períodos de calor intenso ou em casos de doenças.

A médica destaca que cuidar da hidratação é investir diretamente na autonomia e na qualidade de vida.

"Praticamente todas as funções do organismo dependem, em alguma medida, de uma boa hidratação. Manter a ingestão adequada de líquidos contribui para preservar a disposição, a função cognitiva, o equilíbrio e o bom funcionamento dos órgãos. É um cuidado simples, mas que faz diferença para envelhecer com mais saúde e independência", conclui.

Sobre a MedSênior

A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável - tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Com 16 anos de atuação e com 45 unidades próprias em sete estados e no Distrito Federal, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 310 mil beneficiários.

Hidratação após os 60: beba água suficiente

Especialistas explicam por que o risco de desidratação aumenta com o envelhecimento e dão orientações para manter uma boa hidratação

Da redação/Foto: Créditos: Magnific
Publicada em 27 de agosto de 2026 às 11:52
Hidratação após os 60: beba água suficiente

Especialistas dão orientações para manter uma boa hidratação. Créditos: Magnific.

Beber água é um dos hábitos mais simples para cuidar da saúde, mas também um dos mais negligenciados com o avanço da idade. Após os 60 anos, mudanças naturais do envelhecimento reduzem a percepção da sede, fazendo com que muitas pessoas passem horas sem ingerir líquidos, mesmo quando o corpo já apresenta sinais de desidratação. Dados do DataSUS indicam que pessoas idosas representam mais de 40% das internações por desidratação no Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse processo ocorre de forma silenciosa e pode comprometer diversas funções do organismo. A baixa ingestão de líquidos favorece quadros de tontura, fadiga e confusão mental, além de aumentar o risco de infecções urinárias, alterações da pressão arterial, constipação intestinal e sobrecarga dos rins. Em dias mais quentes ou durante episódios de doenças, como gripes e infecções, a atenção deve ser redobrada.

"O envelhecimento modifica a forma como o organismo regula a água corporal. A sensação de sede deixa de ser um indicador tão confiável quanto na juventude. Por isso, a hidratação precisa ser encarada como um hábito planejado, e não apenas como uma resposta ao desejo de beber água", explica a Dra. Fernanda Sperandio, geriatra da MedSênior.

Além de contribuir para o funcionamento dos rins e da circulação sanguínea, a água é essencial para o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal, a lubrificação das articulações e a manutenção da função cognitiva. Quando o consumo é insuficiente, todo o organismo sente os efeitos.

Os sinais nem sempre são óbvios

Ao contrário do que muitos imaginam, a desidratação nem sempre começa com sede intensa. Entre pessoas idosas, manifestações como boca seca, urina escura, redução do volume urinário, pele ressecada, fraqueza, sonolência, tontura e dificuldade de concentração costumam surgir antes mesmo da percepção de sede.

Em situações mais graves, a falta de líquidos pode contribuir para quedas, alterações do estado de consciência e necessidade de internação, especialmente entre pessoas com doenças crônicas.

"A desidratação pode se instalar gradualmente e, muitas vezes, ser confundida com o próprio envelhecimento. Quando um idoso passa a apresentar mais cansaço, sonolência ou episódios frequentes de tontura, por exemplo, a hidratação deve ser um dos primeiros aspectos avaliados", destaca a geriatra.

Quanto de água é suficiente?

Embora não exista uma quantidade única para todas as pessoas, a necessidade diária de líquidos varia conforme idade, peso, nível de atividade física, temperatura ambiente e condições de saúde. Por isso, a orientação deve sempre ser individualizada, principalmente para pessoas com doenças renais, cardíacas ou outras condições que exijam restrição hídrica.

Segundo Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior, o mais importante é distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, sem esperar que a sede apareça.

“Criar uma rotina facilita muito. Vale deixar uma garrafa de água sempre por perto, estabelecer horários para beber líquidos e aproveitar momentos do dia, como após acordar, durante as refeições e entre uma atividade e outra. Pequenas atitudes ajudam a transformar a hidratação em um hábito. Outro indicador importante é a cor da urina: quando ela está clara, geralmente é um sinal de que a hidratação está adequada", orienta.

Além da água: outras formas de manter o organismo hidratado

A água deve continuar sendo a principal fonte de hidratação. No entanto, outros líquidos também contribuem para atingir a necessidade diária. Chás sem açúcar, água saborizada naturalmente com frutas ou ervas, água de coco e alimentos ricos em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi, pepino e tomate, podem complementar a ingestão.

A nutricionista ressalta, porém, que refrigerantes, bebidas alcoólicas e bebidas com excesso de açúcar não substituem a água e devem ser consumidos com moderação.

"Variar as formas de consumo pode ser uma estratégia interessante para quem tem dificuldade de beber água pura. O importante é priorizar bebidas saudáveis e manter uma ingestão regular ao longo do dia", explica.

Como criar o hábito de ingerir mais líquidos?

Criar o hábito de ingerir líquidos ao longo do dia pode ser mais simples do que parece. Algumas estratégias ajudam a incorporar esse cuidado à rotina e a reduzir o risco de desidratação:

  • manter uma garrafa de água sempre à vista;
  • estabelecer metas de consumo ao longo do dia;
  • utilizar lembretes no celular ou aplicativos;
  • incluir frutas ricas em água nas refeições;
  • estimular familiares idosos a ingerirem líquidos regularmente, mesmo quando dizem não estar com sede;
  • redobrar a atenção durante períodos de calor intenso ou em casos de doenças.

A médica destaca que cuidar da hidratação é investir diretamente na autonomia e na qualidade de vida.

"Praticamente todas as funções do organismo dependem, em alguma medida, de uma boa hidratação. Manter a ingestão adequada de líquidos contribui para preservar a disposição, a função cognitiva, o equilíbrio e o bom funcionamento dos órgãos. É um cuidado simples, mas que faz diferença para envelhecer com mais saúde e independência", conclui.

Sobre a MedSênior

A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável - tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.

Com 16 anos de atuação e com 45 unidades próprias em sete estados e no Distrito Federal, além de uma ampla rede credenciada, a empresa tem a tecnologia como aliada para oferecer serviços que proporcionam qualidade de vida real aos seus mais de 310 mil beneficiários.

Comentários

    Seja o primeiro a comentar

Envie seu Comentário

 

Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook