Idade legal: com quantos anos pode fazer empréstimo no banco?

A busca por crédito tem crescido entre os brasileiros, especialmente entre os mais jovens

Fonte: Redação - Publicada em 12 de janeiro de 2026 às 10:43

Idade legal: com quantos anos pode fazer empréstimo no banco?

No Brasil, as regras para concessão de crédito seguem critérios legais e variam conforme a idade e o tipo de contrato. Bancos e financeiras exigem responsabilidade civil e comprovação de renda para liberar empréstimos

A busca por crédito tem crescido entre os brasileiros, especialmente entre os mais jovens. De acordo com dados da Serasa Experian, o número de pessoas entre 18 e 25 anos que solicitaram algum tipo de empréstimo aumentou 27% em 2024, impulsionado pela facilidade de acesso a plataformas digitais e pela necessidade de equilibrar o orçamento em meio à alta do custo de vida.

Apesar do aumento na demanda, nem todos podem contratar um empréstimo legalmente. O sistema bancário brasileiro segue regras específicas que definem a idade mínima e as condições necessárias para formalizar um contrato de crédito. A questão é mais ampla do que parece: envolve o conceito de responsabilidade civil e as garantias jurídicas que asseguram tanto o cliente quanto a instituição financeira.

Qual é a idade mínima para contratar um empréstimo?

A idade mínima para fazer um empréstimo no Brasil é 18 anos, conforme o Código Civil. É nesse momento que a pessoa adquire capacidade civil plena, podendo responder juridicamente por contratos e assumir compromissos financeiros.

Jovens com 16 e 17 anos podem contratar crédito em situações excepcionais, mas apenas se emancipados legalmente. A emancipação precisa ser formalizada em cartório e registrada no documento de identidade, garantindo ao adolescente o direito de realizar atos da vida civil, como abrir conta bancária, financiar bens e solicitar empréstimos.

Já menores de 16 anos são considerados absolutamente incapazes de firmar contratos financeiros. Nesses casos, qualquer movimentação de crédito ou financiamento só pode ser feita por meio de um responsável legal, e sempre em benefício direto do menor, como ocorre em casos de poupanças vinculadas ou investimentos educativos.

O que os bancos avaliam antes de liberar crédito

A idade é apenas o primeiro filtro para aprovação de um empréstimo. As instituições financeiras também analisam comprovação de renda, histórico de crédito e capacidade de pagamento. O objetivo é garantir que o tomador tenha condições reais de quitar as parcelas sem comprometer sua estabilidade financeira.

Segundo o Banco Central, as políticas de crédito devem ser transparentes e considerar o risco de inadimplência. Por isso, bancos podem exigir extratos bancários, comprovantes de salário ou imposto de renda, além de consultar cadastros como o Serasa e o SPC Brasil.

Para jovens adultos, especialmente os que estão começando a construir histórico financeiro, alternativas como o empréstimo consignado para estagiários ou linhas de crédito estudantis podem ser mais acessíveis. Elas costumam ter juros mais baixos e aprovação facilitada, já que parte do valor é descontada diretamente de uma fonte de renda.

Existe limite de idade máxima para fazer empréstimo?

Embora não haja uma proibição legal para a contratação de crédito por idosos, as instituições financeiras costumam adotar limites de idade próprios conforme o tipo de operação. A maioria dos bancos estabelece 80 anos como idade máxima para contratação de empréstimos tradicionais, podendo variar conforme o prazo de pagamento.

No caso do empréstimo consignado, muito utilizado por aposentados, o limite geralmente é de até 85 anos, conforme políticas internas de cada instituição. A diferença ocorre porque o consignado tem menor risco de inadimplência, já que o valor é descontado diretamente do benefício previdenciário.

Segundo levantamento da Febraban, os brasileiros acima de 60 anos representam quase 35% do total de tomadores de crédito pessoal, reflexo da estabilidade de renda e da oferta de produtos voltados a esse público.

Responsabilidade e educação financeira entre jovens

Com o avanço das fintechs e a digitalização dos serviços bancários, jovens têm se tornado um público cada vez mais ativo no mercado de crédito. Plataformas digitais facilitam o acesso a empréstimos e oferecem simulações instantâneas, mas especialistas alertam que o endividamento precoce pode comprometer o futuro financeiro.

Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revelou que um em cada quatro jovens entre 18 e 24 anos já possui alguma dívida em atraso. O principal motivo é o uso descontrolado de crédito pessoal e cartão. Por isso, a orientação é buscar educação financeira antes de assumir compromissos longos, entendendo o impacto dos juros e do prazo de pagamento sobre o orçamento.

Quando o empréstimo pode ser uma boa escolha

O crédito pode ser uma ferramenta útil quando utilizado de forma planejada. Ele permite consolidar dívidas, investir em negócios ou realizar projetos pessoais. No entanto, a escolha da modalidade correta é determinante para evitar problemas futuros.

Entre as opções disponíveis, o empréstimo com garantia de veículo vem ganhando destaque. Nessa modalidade, o tomador utiliza um carro quitado como garantia, o que reduz o risco para o banco e, consequentemente, os juros cobrados. Segundo dados da Serasa, essa categoria de crédito cresceu 34% em 2024, especialmente entre profissionais autônomos e pequenos empreendedores.

Ao oferecer o veículo como garantia, o consumidor pode obter valores maiores, com prazos mais longos e juros médios em torno de 1,5% ao mês, bem abaixo das taxas do crédito pessoal, que ultrapassam 6% mensais. Essa alternativa mostra como o crédito pode ser mais vantajoso quando aliado a planejamento e segurança.

A importância do planejamento e da responsabilidade

Independentemente da idade, contratar um empréstimo requer análise criteriosa e consciência sobre as próprias finanças. O ideal é manter o valor das parcelas dentro de um limite seguro, especialistas recomendam que elas não ultrapassem 30% da renda mensal líquida.

Outra boa prática é comparar ofertas entre diferentes bancos e plataformas, observando o Custo Efetivo Total (CET), que reúne todos os encargos, tarifas e seguros embutidos no contrato. O consumidor também deve ficar atento à reputação da instituição e à clareza das informações apresentadas.

Com o crescimento das linhas de crédito digital, o mercado tornou-se mais acessível e competitivo. Mas, ao mesmo tempo, exige do cliente atenção redobrada para não cair em armadilhas financeiras ou em ofertas com condições abusivas.

O crédito pode ser um aliado importante tanto para jovens que estão começando a vida financeira quanto para idosos que buscam reorganizar o orçamento. No entanto, é o planejamento responsável que define se o empréstimo será um passo estratégico ou um peso no longo prazo, e entender a idade legal para contratá-lo é o primeiro passo para tomar decisões mais conscientes.

Idade legal: com quantos anos pode fazer empréstimo no banco?

A busca por crédito tem crescido entre os brasileiros, especialmente entre os mais jovens

Redação
Publicada em 12 de janeiro de 2026 às 10:43
Idade legal: com quantos anos pode fazer empréstimo no banco?

No Brasil, as regras para concessão de crédito seguem critérios legais e variam conforme a idade e o tipo de contrato. Bancos e financeiras exigem responsabilidade civil e comprovação de renda para liberar empréstimos

A busca por crédito tem crescido entre os brasileiros, especialmente entre os mais jovens. De acordo com dados da Serasa Experian, o número de pessoas entre 18 e 25 anos que solicitaram algum tipo de empréstimo aumentou 27% em 2024, impulsionado pela facilidade de acesso a plataformas digitais e pela necessidade de equilibrar o orçamento em meio à alta do custo de vida.

Apesar do aumento na demanda, nem todos podem contratar um empréstimo legalmente. O sistema bancário brasileiro segue regras específicas que definem a idade mínima e as condições necessárias para formalizar um contrato de crédito. A questão é mais ampla do que parece: envolve o conceito de responsabilidade civil e as garantias jurídicas que asseguram tanto o cliente quanto a instituição financeira.

Qual é a idade mínima para contratar um empréstimo?

A idade mínima para fazer um empréstimo no Brasil é 18 anos, conforme o Código Civil. É nesse momento que a pessoa adquire capacidade civil plena, podendo responder juridicamente por contratos e assumir compromissos financeiros.

Jovens com 16 e 17 anos podem contratar crédito em situações excepcionais, mas apenas se emancipados legalmente. A emancipação precisa ser formalizada em cartório e registrada no documento de identidade, garantindo ao adolescente o direito de realizar atos da vida civil, como abrir conta bancária, financiar bens e solicitar empréstimos.

Já menores de 16 anos são considerados absolutamente incapazes de firmar contratos financeiros. Nesses casos, qualquer movimentação de crédito ou financiamento só pode ser feita por meio de um responsável legal, e sempre em benefício direto do menor, como ocorre em casos de poupanças vinculadas ou investimentos educativos.

O que os bancos avaliam antes de liberar crédito

A idade é apenas o primeiro filtro para aprovação de um empréstimo. As instituições financeiras também analisam comprovação de renda, histórico de crédito e capacidade de pagamento. O objetivo é garantir que o tomador tenha condições reais de quitar as parcelas sem comprometer sua estabilidade financeira.

Segundo o Banco Central, as políticas de crédito devem ser transparentes e considerar o risco de inadimplência. Por isso, bancos podem exigir extratos bancários, comprovantes de salário ou imposto de renda, além de consultar cadastros como o Serasa e o SPC Brasil.

Para jovens adultos, especialmente os que estão começando a construir histórico financeiro, alternativas como o empréstimo consignado para estagiários ou linhas de crédito estudantis podem ser mais acessíveis. Elas costumam ter juros mais baixos e aprovação facilitada, já que parte do valor é descontada diretamente de uma fonte de renda.

Existe limite de idade máxima para fazer empréstimo?

Embora não haja uma proibição legal para a contratação de crédito por idosos, as instituições financeiras costumam adotar limites de idade próprios conforme o tipo de operação. A maioria dos bancos estabelece 80 anos como idade máxima para contratação de empréstimos tradicionais, podendo variar conforme o prazo de pagamento.

No caso do empréstimo consignado, muito utilizado por aposentados, o limite geralmente é de até 85 anos, conforme políticas internas de cada instituição. A diferença ocorre porque o consignado tem menor risco de inadimplência, já que o valor é descontado diretamente do benefício previdenciário.

Segundo levantamento da Febraban, os brasileiros acima de 60 anos representam quase 35% do total de tomadores de crédito pessoal, reflexo da estabilidade de renda e da oferta de produtos voltados a esse público.

Responsabilidade e educação financeira entre jovens

Com o avanço das fintechs e a digitalização dos serviços bancários, jovens têm se tornado um público cada vez mais ativo no mercado de crédito. Plataformas digitais facilitam o acesso a empréstimos e oferecem simulações instantâneas, mas especialistas alertam que o endividamento precoce pode comprometer o futuro financeiro.

Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) revelou que um em cada quatro jovens entre 18 e 24 anos já possui alguma dívida em atraso. O principal motivo é o uso descontrolado de crédito pessoal e cartão. Por isso, a orientação é buscar educação financeira antes de assumir compromissos longos, entendendo o impacto dos juros e do prazo de pagamento sobre o orçamento.

Quando o empréstimo pode ser uma boa escolha

O crédito pode ser uma ferramenta útil quando utilizado de forma planejada. Ele permite consolidar dívidas, investir em negócios ou realizar projetos pessoais. No entanto, a escolha da modalidade correta é determinante para evitar problemas futuros.

Entre as opções disponíveis, o empréstimo com garantia de veículo vem ganhando destaque. Nessa modalidade, o tomador utiliza um carro quitado como garantia, o que reduz o risco para o banco e, consequentemente, os juros cobrados. Segundo dados da Serasa, essa categoria de crédito cresceu 34% em 2024, especialmente entre profissionais autônomos e pequenos empreendedores.

Ao oferecer o veículo como garantia, o consumidor pode obter valores maiores, com prazos mais longos e juros médios em torno de 1,5% ao mês, bem abaixo das taxas do crédito pessoal, que ultrapassam 6% mensais. Essa alternativa mostra como o crédito pode ser mais vantajoso quando aliado a planejamento e segurança.

A importância do planejamento e da responsabilidade

Independentemente da idade, contratar um empréstimo requer análise criteriosa e consciência sobre as próprias finanças. O ideal é manter o valor das parcelas dentro de um limite seguro, especialistas recomendam que elas não ultrapassem 30% da renda mensal líquida.

Outra boa prática é comparar ofertas entre diferentes bancos e plataformas, observando o Custo Efetivo Total (CET), que reúne todos os encargos, tarifas e seguros embutidos no contrato. O consumidor também deve ficar atento à reputação da instituição e à clareza das informações apresentadas.

Com o crescimento das linhas de crédito digital, o mercado tornou-se mais acessível e competitivo. Mas, ao mesmo tempo, exige do cliente atenção redobrada para não cair em armadilhas financeiras ou em ofertas com condições abusivas.

O crédito pode ser um aliado importante tanto para jovens que estão começando a vida financeira quanto para idosos que buscam reorganizar o orçamento. No entanto, é o planejamento responsável que define se o empréstimo será um passo estratégico ou um peso no longo prazo, e entender a idade legal para contratá-lo é o primeiro passo para tomar decisões mais conscientes.

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