Indígenas vendem 2 toneladas de castanha-do-brasil pelo PAA

Projeto prevê entrega de cerca de 2 toneladas da amêndoa a ações socioassistenciais

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento/Foto: Robson Moreira/Rede Amazônica - Publicada em 11 de abril de 2026 às 13:24

Indígenas vendem 2 toneladas de castanha-do-brasil pelo PAA

Agricultores do povo indígena Cinta Larga, pertencentes à Associação dos Produtores, Artesãos e Manejadores Indígenas (APAKKU MAAJ) de Espigão D’Oeste, no estado de Rondônia, irão entregar aproximadamente 2 toneladas de castanha-do-brasil para o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. O acordo foi autorizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no final do mês de março e tem duração prevista de 24 meses.

Executado pela Companhia na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o projeto tem investimento de pouco mais de R$ 147 mil para apoio à comercialização, recursos que são repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a Companhia realizar a aquisição. Além de fomentar o extrativismo e o desenvolvimento sustentável, a iniciativa destaca o papel do PAA na inclusão produtiva dos diferentes segmentos sociais abrangidos pela Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.

A associação possui 200 membros e foi constituída em 2025, com o objetivo de comercializar matérias-primas agrícolas, entre elas a castanha-do-brasil coletada em floresta nativa. O empreendimento coletivo também desenvolve iniciativas em prol da valorização da cultura do povo Cinta Larga e da defesa dos direitos indígenas.

Segurança alimentar – Criado há mais de 20 anos, no âmbito da estratégia Fome Zero, o Programa de Aquisição de Alimentos une o incentivo à produção das agricultoras e dos agricultores familiares ao fornecimento de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. O Programa é coordenado pelo MDS, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, e executado pela Conab, além de estados e municípios.

Por meio do PAA, a Conab compra os produtos da agricultura familiar, assegurando renda aos produtores, e os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias e também, a grupos populacionais em situação de vulnerabilidade social, complementando a alimentação de quem está em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Castanha-do-brasil – Fruto da castanheira-do-brasil, árvore nativa da Amazônia, é uma amêndoa de relevante valor nutricional, típica dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a castanha é composta de 60% a 70% de lipídios e de 15% a 20% de proteína. Além da alimentação, é utilizada no artesanato e na produção de cosméticos, sendo uma potencial fonte de renda para os beneficiários das políticas públicas da agricultura familiar, com destaque, além dos povos indígenas, para silvicultores e extrativistas.

Indígenas vendem 2 toneladas de castanha-do-brasil pelo PAA

Projeto prevê entrega de cerca de 2 toneladas da amêndoa a ações socioassistenciais

Companhia Nacional de Abastecimento/Foto: Robson Moreira/Rede Amazônica
Publicada em 11 de abril de 2026 às 13:24
Indígenas vendem 2 toneladas de castanha-do-brasil pelo PAA

Agricultores do povo indígena Cinta Larga, pertencentes à Associação dos Produtores, Artesãos e Manejadores Indígenas (APAKKU MAAJ) de Espigão D’Oeste, no estado de Rondônia, irão entregar aproximadamente 2 toneladas de castanha-do-brasil para o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. O acordo foi autorizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no final do mês de março e tem duração prevista de 24 meses.

Executado pela Companhia na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o projeto tem investimento de pouco mais de R$ 147 mil para apoio à comercialização, recursos que são repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a Companhia realizar a aquisição. Além de fomentar o extrativismo e o desenvolvimento sustentável, a iniciativa destaca o papel do PAA na inclusão produtiva dos diferentes segmentos sociais abrangidos pela Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.

A associação possui 200 membros e foi constituída em 2025, com o objetivo de comercializar matérias-primas agrícolas, entre elas a castanha-do-brasil coletada em floresta nativa. O empreendimento coletivo também desenvolve iniciativas em prol da valorização da cultura do povo Cinta Larga e da defesa dos direitos indígenas.

Segurança alimentar – Criado há mais de 20 anos, no âmbito da estratégia Fome Zero, o Programa de Aquisição de Alimentos une o incentivo à produção das agricultoras e dos agricultores familiares ao fornecimento de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. O Programa é coordenado pelo MDS, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda, e executado pela Conab, além de estados e municípios.

Por meio do PAA, a Conab compra os produtos da agricultura familiar, assegurando renda aos produtores, e os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias e também, a grupos populacionais em situação de vulnerabilidade social, complementando a alimentação de quem está em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Castanha-do-brasil – Fruto da castanheira-do-brasil, árvore nativa da Amazônia, é uma amêndoa de relevante valor nutricional, típica dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a castanha é composta de 60% a 70% de lipídios e de 15% a 20% de proteína. Além da alimentação, é utilizada no artesanato e na produção de cosméticos, sendo uma potencial fonte de renda para os beneficiários das políticas públicas da agricultura familiar, com destaque, além dos povos indígenas, para silvicultores e extrativistas.

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