MINHA MÃE REVISITADA

E agora, é com um amor de olhos abertos que tento retribuir

Fonte: José Danilo Rangel - Publicada em 08 de maio de 2026 às 10:47

MINHA MÃE REVISITADA

Não digo mais que minha mãe 
é forte, que sempre foi. 

Primeiro que nem sempre, posto 
que estamos falando de uma 
pessoa.

Não foi questão de força, ela 
não teve escolha, teve que 
fazer mais do que podia 
e fez.

Segundo que seria injusto,
injusto com ela, com seus limites,
injusto com os seus esforços.

Não digo mais que minha mãe 
é forte, que sempre foi.

Minha mãe não é tão forte, 
ninguém é, mas ela teve que ser
e foi 

E sofreu as consequências.

E é só quando a percebo assim,
desromantizada, como a mulher
que é, só aí, concebo os seus 
sacrifícios. 

Os seus muitos sacrifícios.

Só quando a percebo assim, real,
só aí, consigo ver essa mulher
tendo que desafiar todos os dias 
as suas próprias capacidades,

Vivendo, praticamente, como 
uma atleta olímpica.

Não! Muito mais que uma atleta, 
nesse sentido, posto que nunca foi
e teve que ser como se fosse.

E a gente fala de amor de mãe
como se uma grande aranha mãe
radioativa picasse todas as mães
e desse a elas superpoderes.

Não dá!

Eu descobri, um dia desses,
que não.

E agora, é com um amor 
de olhos abertos que tento
retribuir

Reconhecendo que ela é
humana e falha, embora 
capaz de enormidades.

MINHA MÃE REVISITADA

E agora, é com um amor de olhos abertos que tento retribuir

José Danilo Rangel
Publicada em 08 de maio de 2026 às 10:47
MINHA MÃE REVISITADA

Não digo mais que minha mãe 
é forte, que sempre foi. 

Primeiro que nem sempre, posto 
que estamos falando de uma 
pessoa.

Não foi questão de força, ela 
não teve escolha, teve que 
fazer mais do que podia 
e fez.

Segundo que seria injusto,
injusto com ela, com seus limites,
injusto com os seus esforços.

Não digo mais que minha mãe 
é forte, que sempre foi.

Minha mãe não é tão forte, 
ninguém é, mas ela teve que ser
e foi 

E sofreu as consequências.

E é só quando a percebo assim,
desromantizada, como a mulher
que é, só aí, concebo os seus 
sacrifícios. 

Os seus muitos sacrifícios.

Só quando a percebo assim, real,
só aí, consigo ver essa mulher
tendo que desafiar todos os dias 
as suas próprias capacidades,

Vivendo, praticamente, como 
uma atleta olímpica.

Não! Muito mais que uma atleta, 
nesse sentido, posto que nunca foi
e teve que ser como se fosse.

E a gente fala de amor de mãe
como se uma grande aranha mãe
radioativa picasse todas as mães
e desse a elas superpoderes.

Não dá!

Eu descobri, um dia desses,
que não.

E agora, é com um amor 
de olhos abertos que tento
retribuir

Reconhecendo que ela é
humana e falha, embora 
capaz de enormidades.

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