MP denuncia 18 por “esquema de loteamento” em Vilhena 

Ex-prefeito, secretários e vereadores estão entre os denunciados.

Fonte: Folha do Sul 
Publicada em 12 de janeiro de 2018 às 13:41
MP denuncia 18 por “esquema de loteamento” em Vilhena 

Foi oferecida nesta semana pelo Ministério Público denúncia envolvendo vereadores de Vilhena, empresário, ex-prefeito e laranjas próximos. O documento garante que os 18 nomes denunciados fazem parte de esquema envolvendo o empresário Douglas Vaz, responsável pelo Loteamento Solar. Além de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, a denúncia é motivada pelo pagamento de propinas para a aprovação da criação do empreendimento pela Câmara, conforme o inquérito da “Operação Habitus”, deflagrada em outubro de 2017. Relembre aqui: https://www.folhadosulonline.com.br/noticias.php?id_noticias=31955 .

Entre os denunciados estão o ex-prefeito José Luiz Rover, o empresário Douglas Vaz, os ex-vereadores Vanderlei Graebin, Célio Batista, José Garcia, Marta Moreira, Jairo Peixoto, Marcos Cabeludo, os ex-servidores municipais Gustavo e Bruno Valmórbida, além de outros oito laranjas.

A Folha do Sul Online ainda não teve acesso à íntegra da denúncia oferecia pelo Ministério Público, no entanto, a suspeita é que o loteador seja o delator do esquema. Os vereadores teriam se beneficiado com 20 lotes do empreendimento, em face de sua liberação na Câmara, ato necessário para o início das vendas de qualquer loteamento na cidade.

A DISTRIBUIÇÃO –Segundo o inquérito, o ex-vereador Vanderlei Graebin teria intermediado a propina em nome de colegas e servidores da prefeitura. Sua esposa, inclusive, Maria Cristina Rey, teria “ganhado” três lotes, que foram vendidos em seguida. Ainda de acordo com as investigações, um dos terrenos estava em nome de uma empresa da qual o ex-vereador Célio Batista seria sócio. Outro ainda estava em poder do marido de uma assessora dele.

Quanto ao ex-secretário de Integração Governamental, Gustavo Valmórbida, foram encontrados mais cinco terrenos em nome de uma empresa da qual ele é sócio.

Desde que as suspeitas foram levantadas pelo inquérito, em outubro passado, Célio, Cristina Rey e outros 5 são monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

Conforme os últimos resultados repassados pela Polícia Civil à imprensa, originalmente eram 21 os indiciados. Três deles, no entanto, se livraram das suspeitas no decorrer das investigações.

NÃO É NOVIDADE - Recorrente em outros loteamentos da cidade há vários anos, a prática não parece mais dar tantos frutos: diligências e investigações têm desmascarado um esquema atrás do outro.

Relembre aqui o início das investigações.

https://folhadosulonline.com.br/noticias.php?id_noticias=31192 

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