MP do piso do magistério: o que muda e por que mobilizar-se
MP redefine cálculo do piso do magistério em 2026 e reforça necessidade de acompanhamento da tramitação
A Medida Provisória (MP nº 1.334/2026), publicada no dia (21), alterou a Lei do Piso do Magistério (Lei nº 11.738/2008) e estabeleceu uma nova regra para o reajuste anual do Piso Salarial Profissional Nacional dos profissionais da educação básica.
Atualização em 2026 — Para este ano, o piso será atualizado em 5,4% e passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para a rede pública de todo o país com jornada de 40 horas semanais.
No entanto, por se tratar de medida provisória, o texto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional no prazo máximo de 120 dias para ser convertido em lei. Por isso, embora represente um avanço importante, a MP exige atenção e mobilização permanente da categoria.
O que é o piso do magistério?
O piso nacional é o valor mínimo que estados e municípios devem pagar aos profissionais do magistério da educação básica em início de carreira, para jornada de até 40 horas semanais. Ele serve como base para as carreiras e não pode ser tratado como teto.
O que muda com a MP nº 1.334/2026?
A nova regra:
- Garante reajuste anual nunca inferior à inflação (INPC);
- Incorpora parte do crescimento real das receitas do Fundeb;
- Estabelece atualização automática todo mês de janeiro por ato do MEC;
- Cria mais previsibilidade para salários e carreiras.
*INPC é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, indicador que mede a inflação para famílias de menor renda e serve como referência para reajustes salariais, garantindo que os salários não percam poder de compra.
Por que é importante acompanhar a tramitação da MP?
A Medida Provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, em até 120 dias, para se tornar lei. Durante esse período, o texto pode sofrer alterações, e sua aprovação depende de articulação política e pressão da categoria.
Por isso, o SINTERO reforça que é fundamental que as/os profissionais da educação acompanhem o processo e participem da mobilização para garantir que o piso seja implementado corretamente em todo o país.
E o posicionamento da CNM?
Apesar dos avanços, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) manifestou resistência à MP, alegando impactos financeiros. Para o SINTERO, esse discurso não pode justificar o descumprimento da Lei do Piso, nem o bloqueio da valorização docente.
O que o SINTERO defende?
- Aprovação integral da MP no Congresso;
- Cumprimento da Lei do Piso nas redes estaduais e municipais;
- Piso como valor mínimo, não como teto;
- Carreiras estruturadas e valorização real.
Atenção e mobilização seguem essenciais
A MP representa uma conquista importante da categoria, mas sua consolidação depende da tramitação no Congresso Nacional e da pressão social. O SINTERO segue em mobilização e convoca todos e todas para garantir que essa vitória se transforme em direito permanente.
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