Político histórico mantém fidelidade ao MDB em RO

Na convenção do seu partido, Amir Lando foi convidado – e aclamado – como candidato a vice-governador, na chapa liderada pelo professor Pedro Abib

Fonte: Sérgio Pires - Publicada em 27 de agosto de 2026 às 21:29

Político histórico mantém fidelidade ao MDB em RO

É um personagem que está praticamente desaparecendo do meio político. Culto, com discurso afiado, cheio de histórias para contar e, ainda, fiel aos seus princípios, superando oito décadas de vida, Amir Lando é uma espécie de dinossauro em extinção, onde a cultura, o respeito aos seus pares e seus adversários some, num meio onde as grandes quantias em dinheiro dominam; onde as emendas parlamentares é que regem a relação com o Executivo e com as bases e onde ser decente torna-se cada vez mais raro.

Um breve resumo de quase 45 anos de vida pública: em 1982, foi eleito deputado estadual. Em 1986, suplente do senador Olavo Pires. Assumiu em 1990, quando Olavo foi assassinado. Em 1992, foi escolhido relator da CPI que investigou o escândalo de corrupção envolvendo o presidente Collor de Mello. O resultado: o impeachment do então mandatário do país.

Na reforma ministerial de janeiro de 2004, Amir Lando foi nomeado pelo presidente Lula para comandar a Previdência Social. Pediu exoneração em março de 2005, voltando ao Senado.

Ele é dos velhos tempos de Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Pedro Simon, José Serra e tantos outros em nível nacional. Também de Jerônimo Santana, Valdir Raupp, Orestes Muniz e outros, em Rondônia. Mesmo assim, do alto dos seus 82 anos, sua longa trajetória não foi levada em conta no atual contexto do MDB.

Amir Lando primeiro se colocou como postulante ao Senado. Quando Confúcio Moura anunciou a reeleição, o ex-senador que fez o relatório que derrubou Collor de Mello, em 1992, considerou que seu colega de partido tinha prioridade. “Era a vez do Confúcio”, declarou. Partidário, decidiu então que seria candidato à deputado federal. Também não funcionou.

Na convenção do seu partido, Amir Lando foi convidado – e aclamado – como candidato a vice-governador, na chapa liderada pelo professor Pedro Abib. Está nos documentos da convenção. Indicado, Amir ficou de pensar. Quando decidiu aceitar, era tarde demais. Levou a terceira rasteira. O partido optou por convidar, para a vaga, o advogado de Ariquemes, Mauro Pereira dos Santos.

Amir Lando contou tudo isso – e mais – numa entrevista ao jornalista e apresentador Arimar de Sá (programa A Voz do Povo). Resumiu o que passou no partido e relatou que “nunca renunciei. Houve apenas uma substituição do meu nome, sem comunicação alguma”!

Por fim, o emedebista histórico, mesmo com tudo isso, avisa que não deixa o MDB, onde fez história. “Vou apoiar nosso candidato. Quero que Pedro Abib se eleja Governador”!

Há alguém mais fiel ao seu partido, no MDB, do que Amir Lando?

Político histórico mantém fidelidade ao MDB em RO

Na convenção do seu partido, Amir Lando foi convidado – e aclamado – como candidato a vice-governador, na chapa liderada pelo professor Pedro Abib

Sérgio Pires
Publicada em 27 de agosto de 2026 às 21:29
Político histórico mantém fidelidade ao MDB em RO

É um personagem que está praticamente desaparecendo do meio político. Culto, com discurso afiado, cheio de histórias para contar e, ainda, fiel aos seus princípios, superando oito décadas de vida, Amir Lando é uma espécie de dinossauro em extinção, onde a cultura, o respeito aos seus pares e seus adversários some, num meio onde as grandes quantias em dinheiro dominam; onde as emendas parlamentares é que regem a relação com o Executivo e com as bases e onde ser decente torna-se cada vez mais raro.

Um breve resumo de quase 45 anos de vida pública: em 1982, foi eleito deputado estadual. Em 1986, suplente do senador Olavo Pires. Assumiu em 1990, quando Olavo foi assassinado. Em 1992, foi escolhido relator da CPI que investigou o escândalo de corrupção envolvendo o presidente Collor de Mello. O resultado: o impeachment do então mandatário do país.

Na reforma ministerial de janeiro de 2004, Amir Lando foi nomeado pelo presidente Lula para comandar a Previdência Social. Pediu exoneração em março de 2005, voltando ao Senado.

Ele é dos velhos tempos de Ulysses Guimarães, Teotônio Vilela, Pedro Simon, José Serra e tantos outros em nível nacional. Também de Jerônimo Santana, Valdir Raupp, Orestes Muniz e outros, em Rondônia. Mesmo assim, do alto dos seus 82 anos, sua longa trajetória não foi levada em conta no atual contexto do MDB.

Amir Lando primeiro se colocou como postulante ao Senado. Quando Confúcio Moura anunciou a reeleição, o ex-senador que fez o relatório que derrubou Collor de Mello, em 1992, considerou que seu colega de partido tinha prioridade. “Era a vez do Confúcio”, declarou. Partidário, decidiu então que seria candidato à deputado federal. Também não funcionou.

Na convenção do seu partido, Amir Lando foi convidado – e aclamado – como candidato a vice-governador, na chapa liderada pelo professor Pedro Abib. Está nos documentos da convenção. Indicado, Amir ficou de pensar. Quando decidiu aceitar, era tarde demais. Levou a terceira rasteira. O partido optou por convidar, para a vaga, o advogado de Ariquemes, Mauro Pereira dos Santos.

Amir Lando contou tudo isso – e mais – numa entrevista ao jornalista e apresentador Arimar de Sá (programa A Voz do Povo). Resumiu o que passou no partido e relatou que “nunca renunciei. Houve apenas uma substituição do meu nome, sem comunicação alguma”!

Por fim, o emedebista histórico, mesmo com tudo isso, avisa que não deixa o MDB, onde fez história. “Vou apoiar nosso candidato. Quero que Pedro Abib se eleja Governador”!

Há alguém mais fiel ao seu partido, no MDB, do que Amir Lando?

Comentários

    Seja o primeiro a comentar

Envie seu Comentário

 

Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook