Reeleição parece provável, mas surpresa das urnas preocupa
O mesmo raciocínio da reeleição pode ser feito em relação ao Congresso Nacional, mas não com a mesma intensidade
Há uma espécie de milagre no mundo da política, principalmente ao se abordar a eleição dos membros da Assembleia Legislativa do Estado. Como pode haver renovação nos nomes para as 24 cadeiras, quando toda a estrutura é feita para ajudar a reeleição, dando poucas chances aos novos nomes?
Na última disputa nas urnas, em 2022, a renovação foi de 44 por cento, embora os eleitos sem terem tido participação da vida pública anteriormente (eram ex-prefeitos, vereadores, secretários municipais e etc.) se tornou uma exceção.
Lembrando quem se elegeu pela primeira vez há quase quatro anos: Ieda Chaves, Dr. Luis Do Hospital, Cássio Gois, Delegado Lucas Torres, Affonso Candido, Gislaine Lebrinha, Delegado Rodrigo Camargo, Pedro Fernandes, Ribeiro Do Sinpol, Cláudia De Jesus, Edevaldo Neves, Dra. Taíssa Sousa e Nim Barroso.
Neste ano, contudo, as dificuldades dos novatos serão muito maiores aos novatos. Um grande percentual de parlamentares, alguns indo para vários mandatos, passou os quatro anos se preparando para a reeleição. Além disso, as emendas parlamentares encheram os municípios de máquinas, equipamentos, ambulâncias, serviços de saúde e obras públicas.
O mesmo raciocínio da reeleição pode ser feito em relação ao Congresso Nacional, mas não com a mesma intensidade. A proximidade dos deputados estaduais com a população; os milhões de emendas e a campanha eleitoral contínua, mesmo sem pedir votos, tende a manter a maioria dos mesmos nomes para a próxima legislatura, ao menos em tese e raciocínio lógico.
O problema são as urnas. Elas muitas vezes surpreendem, mesmo quem tem tudo para se reeleger. E trazem nomes surpreendentes. O que acontecerá em outubro? Nem a famosa Mãe Dinah saberia responder.
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