Santander reintegra bancário demitido injustamente
A reintegração é uma conquista que só foi possível pela atuação firme e direta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO)
O bancário do Santander Celso Pereira Gonçalves, que foi arbitrariamente demitido por justa causa, foi reintegrado ao trabalho na manhã desta quarta-feira (21/1), em Porto Velho, em cumprimento à decisão judicial proferida ainda em novembro.
A Justiça do Trabalho (TRT 14) reconheceu que houve clara injustiça cometida pelo Santander que, ao demitir o bancário por justa causa - sob a falsa alegação dele ter cometido falta grave no atendimento ao público - não apresentou qualquer prova que justificasse a acusação e o desligamento na sua forma mais deletéria e desonrosa possível. Para piorar, o banco fez a demissão justamente quando o trabalhador enfrentava sérios problemas de saúde causados exatamente pelos excessos na atividade bancária diária.
A reintegração é uma conquista que só foi possível pela atuação firme e direta do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), que sob a assessoria jurídica do Escritório Fonseca & Assis Advogados Associados, impetrou ação judicial exigindo a revogação da justa causa aplicada, a reintegração do trabalhador ao emprego, com o pagamento integral dos salários e benefícios desde a dispensa.
ENTENDA
O bancário, com mais de 18 anos de serviços prestados ao Santander, foi acusado (pelo banco) de praticar conduta irregular no atendimento de clientes, mas as provas demonstraram justamente o contrário, que ele sempre agiu com cautela no desempenho de suas atividades, seguindo os protocolos internos da própria instituição.
E essas quase duas décadas de trabalho diário no Santander, com intensas jornadas, imposição de metas abusivas e esforço repetitivo, adoeceram o trabalhador. Mesmo sabendo disso o Santander optou por descartá-lo, aplicando a penalidade mais severa, sem provas concretas e sem sequer lhe dar o direito de se defender.
A magistrada concluiu que o banco não apresentou provas do envolvimento do empregado em qualquer ato desabonador que justificasse a penalidade que foi aplicada a ele.
A REINTEGRAÇÃO
A presidenta do Sindicato, Ivone Colombo, e a secretária de Administração, Gesica Capato, juntamente com a assessoria jurídica do escritório Fonseca & Assis, acompanharam o bancário no cumprimento da decisão judicial, e no local constataram a realização de reformas na agência, como a instalação de elevador, medida que amplia as condições de acessibilidade no local.
A adequação ocorreu após denúncia formal do SEEB/RO ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em razão da inexistência de acessibilidade adequada para trabalhadores com deficiência (PCD), evidenciando mais um avanço conquistado a partir da atuação sindical.
“O retorno ao trabalho representa mais do que o cumprimento de uma ordem judicial: simboliza o resgate da dignidade de um trabalhador que teve sua trajetória profissional injustamente atacada. Hoje vimos a Justiça se concretizar, com o trabalhador reassumindo seu posto e com avanços estruturais importantes, como a melhoria da acessibilidade, fruto da atuação firme do Sindicato, que existe, sobretudo, para assegurar que nenhum bancário enfrente sozinho os abusos do poder econômico”, mencionou Ivone Colombo,
A presença do Sindicato e da assessoria jurídica no local reforça que o SEEB-RO acompanha cada etapa do processo, do ajuizamento da ação até a efetiva reintegração, bem como atua de forma permanente na defesa dos direitos da categoria.
“Estamos permanentemente denunciando irregularidades aos órgãos competentes, fiscalizando o cumprimento das decisões judiciais e reafirmando nosso compromisso com um sistema bancário mais humano, justo, acessível e respeitoso com todos os trabalhadores”, concluiu a presidenta.
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