Sepat elogia tenente-coronel preso com emagrecedores na fronteira
De acordo com a Receita Federal, o militar havia adquirido os medicamentos no Paraguai e transportava as ampolas de forma irregular
A Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária de Rondônia (Sepat) divulgou nota, nesta segunda-feira (4), na qual afirma que o tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia Davi Machado de Alencar, preso no sábado (2) ao tentar entrar no Brasil com mais de 300 ampolas de tirzepatida, sempre desempenhou suas funções “com competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público”.
Davi Machado de Alencar é diretor-executivo da Sepat, conforme o Portal da Transparência do Governo de Rondônia. Ele foi preso durante fiscalização na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
De acordo com a Receita Federal, o militar havia adquirido os medicamentos no Paraguai e transportava as ampolas de forma irregular. A tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos injetáveis usados no controle do diabetes e da obesidade. Também foram apreendidas quatro ampolas de retatrutida, substância ainda em fase de estudos clínicos e sem autorização de órgãos reguladores.
Segundo a Receita Federal, Davi Machado informou, no momento da abordagem, que havia viajado ao Paraguai para comprar os medicamentos para uso familiar. Em razão da quantidade transportada, ele foi levado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foi autuado em flagrante.
Após a prisão, o tenente-coronel foi encaminhado ao 14º Batalhão da Polícia Militar, onde permaneceu detido até o arbitramento da fiança. Ele pagou R$ 30 mil e foi liberado na noite de sábado.
Na nota, a Sepat informou que o diretor-executivo não estava em agenda oficial no momento da autuação. A secretaria afirmou que o deslocamento ocorreu em caráter estritamente pessoal e não teve vínculo com atividades institucionais do Governo de Rondônia.
A pasta também declarou que não houve concessão de diárias, passagens ou qualquer outro recurso público relacionado à viagem. Segundo a Sepat, o fato ocorrido diz respeito à esfera privada do servidor.
“Por fim, a Secretaria destaca que o Tenente-Coronel Davi Machado sempre desempenhou suas funções como diretor executivo da Sepat com competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público”, diz a nota oficial.
Davi Machado de Alencar é tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia. O Portal da Transparência do Estado registra salário bruto de R$ 45.248,35 para o militar.
A Polícia Militar de Rondônia informou que ainda não havia recebido comunicação oficial sobre o caso e que, assim que for formalmente notificada, adotará as medidas cabíveis. A corporação também afirmou que não compactua com condutas que contrariem a legislação vigente.
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Comentários
O cara ganha 45 mil e ainda vai ao Paraguai para contrabandear 400 canetas emagrecedoras e ainda mente que era para uso pessoal. Devia ser exonerado da PM. Viver com salário mínimo de 1.621 reais.
DEDUZIMOS QUE ELE NÃO ESTÁ SOZINHO
Então, vou emitir minha opinião: PRIMEIRO, quero dizer que considero a Polícia Militar de Rondônia a melhor do Brasil, exatamente porque os nossos militares trabalham com muita dedicação e honestidade. E eu não sou militar; sou professor!! ESPECIFICAMENTE no caso desse senhor Davi Machado, ele precisa ser exonerado do cargo comissionado e responder pela conduta praticada, porque é um conduta que configura crime. Os produtos à base de tirzepatida, trazidos do Paraguai, estão proibidos de entrar no Brasil, independentemente de receita médica, e ele tem obrigação de saber disso. Com relação aos atos praticados por ele, como servidor comissionado, isto não está em discussão e não vale como "argumento" do governo, um argumento, aliás, ridículo. A briosa Polícia Militar de Rondônia não pode ter seu nome jogado na lama pela conduta desse senhor Davi Machado, precisamos separar as coisas. A imagem dele, usando o uniforme da PM, foi exibida nos principais noticiários do país. Em vez de usar argumentos fajutos, o Governo de Rondônia tem o dever de zelar pela instituição Polícia Militar. Se fosse um praça, certamente já estaria preso em algum quartel e com grande possibilidade de ser demitido. Isso é inaceitável!!!
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