Tarô cresce e enfrenta mitos sobre espiritualidade
Uso contemporâneo da prática reforça o papel como ferramenta de autoconhecimento e amplia interesse fora de contextos religiosos
Surgido no século XV, na Itália, segundo registros históricos, o tarô era um jogo lúdico. Hoje, usado como um espaço simbólico e oracular, o tarô nunca teve como propósito fazer previsões. Segundo o alquimista Stefano Gradi, “o fato de ser algo que vem sendo passado de geração em geração acaba por provocar mudanças na forma de uso, mas ler o futuro nunca foi o real objetivo do tarô”.
O tarô é um baralho composto por 78 cartas simbólicas, distribuídas entre 22 arcanos maiores e 56 menores e usado como ferramenta de reflexão, orientação e autoconhecimento. Fornece dicas sobre questões pessoais, emocionais e profissionais, ajudando na tomada de decisões, conforme se apresenta também o mapa astral gratuito. Trabalha para o entendimento de padrões de vida por meio de arquétipos e situações cotidianas.
“O tarô é cercado por mitos. Ao longo dos séculos, seu uso foi envolvido por crenças, medos e interpretações distorcidas, que acabaram afastando muitas pessoas dessa linguagem tão rica e acessível”, aponta a taróloga Kamilla Medeiros.
Conheça os principais mitos e verdades sobre o tarô
De acordo com Kamilla, por não seguir uma lógica científica tradicional, mensurável ou cartesiana, o tarô é interpretado a partir de suposições, fantasias e generalizações. “Isso faz com que as pessoas o associem, muitas vezes, a ideias que não correspondem ao seu uso real.”
Só pessoas com poderes especiais podem ler tarô
O fato de o tarólogo ou a cartomante ser visto como alguém misterioso, dotado de poderes especiais ou ligado a práticas ocultas reforça falsas crenças. O tarô é um sistema simbólico que pode ser estudado, como no caso de quem tem interesse nos astros e busca onde fazer curso de astrologia.
No tarô com dedicação, prática e sensibilidade, todos podem interpretar as cartas. A intuição é importante, mas se desenvolve com o uso constante das cartas.
O tarô adivinha o futuro
O tarô não aponta um destino fixo ou acontecimentos imutáveis. Ele revela tendências, cenários e caminhos possíveis, auxiliando na reflexão e na tomada de decisões mais conscientes, tendo em vista que o futuro pode ser moldado por nossas escolhas. “A leitura sempre dialoga com o livre-arbítrio e com as escolhas de quem consulta”, explica Kamilla.
A verdade é que o tarô é um instrumento de autoconhecimento, que pode ser alcançado também com outras ferramentas para este fim, como fazer revolução solar, que é outra fonte rica de conhecimento e planejamento, ou quem se utiliza de qualquer outro meio para o autodesenvolvimento, com o uso de ferramentas astrológicas, por exemplo. O tarô ajuda no mergulho em si mesmo, por meio de aconselhamento, reflexão, meditação e estudo simbólico. Cada carta representa arquétipos universais e traz reflexões sobre a vida, as emoções e os desafios pessoais.
O tarô tem relação obrigatória com religião ou espiritualidade
Uma das mentiras mais difundidas sobre o tarô é a ideia de que ele está necessariamente ligado a religiões, práticas espirituais ou mágicas. Na verdade, o tarô não pertence a nenhum sistema religioso específico e não depende de crenças espirituais. Embora existam religiões e práticas espirituais que incorporem o tarô, isso não significa que ele só possa ser usado nesses contextos.
O tarô é, muitas vezes, associado a uma prática do mal, ou que se relaciona, na maioria das vezes, a questões religiosas. Mas não há qualquer fundamento, já que o tarô é voltado para o autoconhecimento pessoal”, destaca a taróloga e professora de tarô, Fran Nárciso.
O tarô precisa ser um presente, não uma compra
Existe a crença de que um baralho de tarô só funciona se for um presente. Essa mentira não tem fundamento histórico ou simbólico. Comprar o próprio tarô não o torna menos potente ou menos eficaz.
As cartas têm significado fixo e negativo
Não. Toda carta tem um lado positivo e um lado negativo. O lado positivo representa o fluxo de harmonia e o potencial criativo, trazendo conselhos construtivos. Já o lado negativo indica bloqueios, excessos e desafios.
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