Polícia Militar tenta interromper carnaval na capital

A comunidade do bloco Canto da Coruja tem essência tradicional e familiar e por falta de recursos e excesso de burocracia, fez apenas um ‘concentra, mas não sai”. 

Assessoria
Publicada em 10 de fevereiro de 2018 às 11:21

Ontem, 10, a Polícia Militar novamente tentou interromper uma folia de carnaval segura. 

A comunidade do bloco Canto da Coruja tem essência tradicional e familiar e por falta de recursos e excesso de burocracia, fez apenas um ‘concentra, mas não sai”. 

Ou seja, os foliões se reuniram em frente à casa do fundador do bloco pra ouvir marchinhas com Banda e estrutura fornecida pela prefeitura.  

E numa paz de procissão de São Francisco. 

Alguns metros adiante, na mesma rua, o Bloco Us Dy Phora concentrou seus milhares de foliões. 

A diferença é que o Us Dy Phora tinha autorização e, portanto, obstruiu regularmente a rua. 

O Canto da Coruja não o fez, porque não tem lógica alguma pedir pra obstruir uma via já obstruída com autorização. 

Houve protestos quando a polícia mandou parar o som e a folia segura do Canto da Coruja e depois de muita conversa e autorização de superior, liberaram a festa. 

Quero dizer que lamento profundamente que a gestão do carnaval de rua de Porto Velho seja feita pela PM. 

A polícia deve intervir quando houver ameaça à ordem pública, o que definitivamente não era o caso. 

Alegam que atuam preventivamente. 

A meu ver, reprimem preventivamente uma manifestação popular pacífica. 

Não atuam assim o ano inteiro, presumindo desordem e impedindo a violência em bairros que concentram a maioria das ocorrências. 

Não. É só no carnaval que vemos esse policiamento ‘preventivo’ sem a baliza do bom senso. 

Não dá pra aceitar que a PM diga onde, quando e como se pode fazer folia de carnaval, sem nenhuma ameaça à ordem pública. 

Se eu quiser chamar os vizinhos agora pra dançar ao som de um mini-trio na minha rua, não posso. Preciso de alvará. 

O trabalho de polícia é importantíssimo e foi com respeito que questionei a truculência com o bloco familiar. 

Mas, não aceito que a polícia haja com autoritarismo, sem provocação, por mera presunção de desordem. E sem nenhum indicativo de violência. 

A Funcultural que tem o poder de regulamentar a folia, argumentou bravamente pra impor o bom senso. A lei que diz como devem ocorrer Grandes Eventos precisa ser ‘consertada’, pra que o município tenha de fato o poder que tem por direito pra gerir a cultura popular. 

É muito triste ver a população sentir raiva  da PM sem necessidade.

Comentários

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    Gomes 10/02/2018

    Excelente comentário L James!!!!

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    L James 10/02/2018

    Já estava todo errado em obstruir uma via sem autorização, o outro bloco que estava obstruindo a rua tinha autorização para tal, isso se chama organização e competência, mas, aparece um bando de baderneiros se dizendo bloco familiar, totalmente em desacordo com a lei, e agora vem querer colocar a culpa na policia, a lei é bem clara, se não estava de acordo com a legislação, isso significa que estava causando desordem sim, e uma das funções da policia é acabar com qualquer desordem. ( A lei serve para garantir a ordem. Seguir a lei, significa seguir a ordem. Ir contra a lei ou não seguir a mesma, é = desordem. A policia serve para impedir e acabar com qualquer desordem.) Será que fui claro, ou quer que eu desenhe?!

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