Advogado aciona Justiça contra uso do nome Bolsonaro por Bruno Scheid
A representação alega que a prática pode induzir o eleitorado ao erro e compromete a lisura do processo eleitoral, na mesma linha de raciocínio que decidiu a Justiça fluminense
Em agosto de 2022, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro proibiu dois candidatos bolsonaristas, o deputado federal Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão e Max Guilherme, assessor especial do ex-Presidente, a utilizarem o nome de Bolsonaro no seus registros como candidatos. Hélio havia sido eleito quatro anos antes, mesmo praticamente desconhecido, com 345 mil votos, utilizando o nome de Bolsonaro no seu registro na urna.
Baseando-se nesta decisão, o advogado Caetano Netto entrou com ação na Justiça Eleitoral rondoniense, considerando ilegal o uso do nome de Bolsonaro pelo empresário e homem do agronegócio Bruno Scheid, candidato ao Senado pelo PL de Rondônia e, aliás, bem posicionado nas pesquisas. A representação alega que a prática pode induzir o eleitorado ao erro e compromete a lisura do processo eleitoral, na mesma linha de raciocínio que decidiu a Justiça fluminense.
Oficialmente, o PL ainda não se pronunciou sobre o assunto, através dos seus representantes legais, embora a ação de Caetano já esteja sendo contestada na Justiça. Na ação, Caetano pede a suspensão de divulgação de pesquisas que utilizem o nome de Bruno associado a Bolsonaro e pede proibição do uso do nome do ex-Presidente em materiais de pré-campanha, entrevistas e manifestações públicas.
Bruno Scheid afirmou que o uso do nome de Bolsonaro foi uma orientação da própria família do ex-Presidente, de quem ele é muito próximo e que o nome Bruno Bolsonaro Scheid está registrado em cartório, oficialmente. Portanto, alega, não há o que mudar em registro de nome próprio registrado.
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