Aprendendo com Paulo

Precisamos aprender muito com o apóstolo Paulo, principalmente no que se refere ao nosso relacionamento com Deus e com o próximo

Valdemir Caldas
Publicada em 22 de setembro de 2022 às 16:43
Aprendendo com Paulo

Se você ainda não teve o privilégio de ler o capítulo 12 da Carta aos Romanos, mais especificamente do verso 18 ao 21, sugiro que o faça, agora. Lá, você encontrará o exemplo de um homem que, uma vez convertido, respirou temor a Deus e amor ao próximo. Somente uma pessoa guiada pelo poder do Espírito Santo age da maneira como agiu o apóstolo Paulo, a despeito das ciladas preparadas e colocadas em seu caminho por satanás para tentar afastá-lo da presença do Senhor. Em vão.

Se não é fácil viver em paz com tantos problemas à nossa volta, seja de ordem financeira, no ambiente familiar, com os colegas de trabalho, ou mesmo no trânsito caótico do dia a dia, imagine viver em paz com todos. Mas é exatamente isso que o apóstolo dos gentios recomenda que façamos. Geralmente, quando alguém pisa no nosso calo, a primeira reação e vingar-se da pessoa, mas ele ensina-nos que não devemos pagar o mal com o mal, mas com o bem. Existe um ditado popular que diz que a vingança é um prato que se come frio, porque seu principalmente ingrediente é a paciência, porem aprendemos nas Sagradas Escrituras que a vingança pertence a Deus, pois todos os nossos atos de justiça são como trapos de imundície.

Verdadeiramente, somos rápidos no gatilho na hora de julgar e condenar alguém por motivos que muitas vezes sequer conhecemos, mas o ato de julgar é uma tarefa extremamente espinhosa, tanto que o próprio Jesus disse: “Não julgueis, para não serdes julgados, porque, com o juízo com que julgardes, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. Não temos o direito de julgar o nosso irmão, tampouco de sermos motivo de tropeço na vida de ninguém, pois o papel do cristão autêntico e promover a paz e a edificação, jamais a cizânia.

Ainda sobre a tarefa de julgar, o jurista italiano Francesco Carnelutti escreveu que o juiz, para sê-lo, precisa ser mais que um homem. Um homem que se aproxime de Deus, dada à importância e a dignidade de sua missão. Precisamos aprender muito com o apóstolo Paulo, principalmente no que se refere ao nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

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