Arquimedes Borges: “cidades do noroeste mineiro precisam somar forças”

Arquimedes Borges, economista e empresário do noroeste mineiro, avalia que a região recebe menos do que merece para prosperar

Redação
Publicada em 25 de novembro de 2021 às 08:37
Arquimedes Borges: “cidades do noroeste mineiro precisam somar forças”

Arquimedes Borges, economista e empresário do noroeste mineiro, avalia que a região recebe menos do que merece para prosperar. “A conta não fecha: o Noroeste é uma região dinâmica e oferece mais ao estado (na forma de produção agropecuária, mineral e arrecadação) do que recebe de volta em serviços e investimentos públicos”, diz, em análise sobre o noroeste mineiro. Como solução, aponta, “é preciso ter atenção aos bastidores políticos”. 

Natural de Paracatu, Arquimedes Borges retornou à cidade logo após se formar em Economia, em Brasília. No município, conta, “prosperei como produtor, gestor e cheguei a ser, ainda jovem, prefeito por dois mandatos com ampla aprovação popular”. 

1 - Arquimedes Borges está preocupado com os rumos do noroeste mineiro

E justamente por isso, o economista e empresário está preocupado com os rumos do noroeste mineiro. “Nenhum projeto político no Noroeste conseguiu ir além de suas fronteiras regionais, de um conjunto que agrupa 19 municípios e que soma cerca de 300 mil eleitores”, avalia. 

Para Arquimedes Borges, a solução para o atual cenário do noroeste de Minas passa, necessariamente, pela política. No entanto, precisa de um novo olhar do eleitor: mais atento e consciente das necessidades da região. “Mesmo com tantos talentos e vigor criativo, sempre vivemos reféns dos projetos políticos daqueles que não são da região”, salienta. E afirma ainda: “Uma coisa é fato: parlamentares, prefeitos e vereadores unidos em prol de uma causa podem ser forças somadas. Porque esta é a natureza do Poder Legislativo”. 

2 - “sofrendo dos mesmos problemas”

Arquimedes Borges diz ainda que os municípios do noroeste de Minas cometem o erro de se tratarem como concorrentes e não como vizinhos que estão no mesmo barco, “sofrendo dos mesmos problemas”. 

Por isso, destaca, “como as cidades são pequenas, elas precisam somar forças e buscar representatividade no Legislativo federal e estadual. É isso ou seus prefeitos e vereadores continuarão de pires na mão.”

Consciente do atual cenário brasileiro, Arquimedes Borges conclui: “o eleitor pode estar distraído com os problemas do dia a dia. Mas, aqui, vale a velha máxima: ninguém pode cuidar melhor de uma casa e saber do que ela realmente precisa do que os seus moradores mais zelosos”.

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