Aumenta a procura pelo botox para tratamento paliativo da cefaleia

O cirurgião plástico Marcelo Almeida afirma que está comprovado cientificamente que o tratamento com a toxina é eficaz nesses casos extremos

Emília Araújo
Publicada em 04 de julho de 2020 às 09:47

Marcelo Almeida

É cada vez maior o número de pessoas que fazem aplicação da toxina botulínica (conhecida popularmente como botox) para aliviar a dor de cabeça crônica (enxaqueca) provocada pela tensão do músculo e pelo “bruxismo” (quando a pessoa pressiona ou range os dentes enquanto dorme).

O cirurgião plástico Marcelo Almeida afirma que apesar da procura por esse procedimento ter aumentado, ainda existe muitos pacientes que, receosos, só recorrem à toxina como última alternativa, após passarem anos sofrendo de enxaqueca e usando diversos medicamentos que não surtem efeito.

“Mas é importante esclarecer que está comprovado cientificamente que o tratamento com a toxina botulínica é eficaz nesses casos extremos”, revela.

Tem restrição?

 Ele esclarece que a aplicação de botox com a finalidade terapêutica pode ser realizada em pacientes a partir dos 15/16 anos, “mas deixando claro que nessa faixa etária é fundamental levar em conta a gravidade da enxaqueca”

Duração – efeito

A ação terapêutica tem o mesmo período de duração que o botox aplicado para fins estéticos, ou seja, de quatro a seis meses, dependendo da musculatura e do biotipo de cada paciente.

A ação da toxina no organismo leva em torno de dois dias para começar a fazer efeito, sendo que o pico ocorre de sete a 15 dias, de acordo com o cirurgião plástico.

Reaplicação

“Se não reaplicar após os 4/6 meses volta tudo ao normal como era antes de fazer esse procedimento”, esclarece o médico, frisando “que a toxina botulínica, por ter uma curta durabilidade, é um tratamento paliativo”.

Porém, afirma ele, a vantagem de aplicá-la é que, além do efeito terapêutico da enxaqueca tensional, cuida também da parte estética, pois deixa o rosto mais bonito e harmonioso.

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