Cai a máscara de Flávio Bolsonaro

Ele é personagem central do caso BolsoMaster e tem que ser preso

Fonte: Reimont Otoni - Publicada em 14 de maio de 2026 às 12:05

Cai a máscara de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A revelação do áudio de 8 de setembro de 2025, em que Flávio Bolsonaro cobra 134 milhões de reais de Daniel Vorcaro, para o filme sobre o pai presidiário, e a exposição de mensagens de whatsapp trocadas entre os dois, no dia 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, jogam por terra qualquer resquício de decência do senador e candidato à presidência. 

No áudio, além de cobrar o dinheiro prometido, dos quais 65 milhões foram efetivamente depositados, Flávio deixa claro que sabe dos problemas que o parceiro vem enfrentando no novo Banco Central, sem a presença do bolsonarista Roberto Campos Neto. Mas, na troca de mensagens, a proximidade é mais explícita; na véspera da prisão de Vorcaro, repito, o 01 da família Bolsonaro  escreve: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. Soa como um pedido de orientação.

As versões que Flávio Bolsonaro apresenta não se sustentam nem por poucas horas ou poucos minutos. 

Ao ser abordado por um jornalista do Intercept Brasil (que revelou o escândalo), antes da publicação do material revelador, o Senador negou, debochou e acusou o profissional de militante, abandonando uma entrevista.

Pouco depois, quando a bomba explodiu, confirmou acuado, mas disse que Vorcaro era apenas um investidor privado (com um investimento milionário no filme, quase o triplo do orçamento total do premiadíssimo “Ainda estou aqui”). Mas não deu nem uma hora para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, desmentir a versão, em nota em que afirmou que “não recebeu um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”

Flavio ainda tentou emplacar a narrativa de que não havia dinheiro público na produção. Mas há e não é pouco. 

Karina Ferreira da Gama, dona Go Up Entertainment,também é presidente da Academia Nacional de Cultura (ANC), empresa que recebeu, via emendas parlamentares de deputados do PL, R$ 2,6 milhões para produção de uma série sobre "heróis nacionais". A empresária é ainda sócia do Instituto Conhecer Brasil, que recebeu mais de R$ 100 milhões da prefeitura de São Paulo para fornecer internet Wi-Fi em comunidades de baixa renda da cidade, e ganhou, também em 2025, dois milhões de reais em emendas do deputado Mário Frias, ex-ministro de Bolsonaro e idealizador do filme sobre ídolo. Segundo Frias, a produção teve ainda muito apoio da SPCine, da prefeitura de São Paulo, e do governo Tarcísio de Freiras, que negam. O próprio banco Master é um poço de dinheiro público, incluindo os fundos de previdência de estados como o Rio de Janeiro.

Não há detergente que limpe tanta sujeira.

Como num filme de pastelão, Flávio Bolsonaro se enrola a cada vez que abre a boca. Como numa fita de terror, ele derrete publicamente, ao estilo “The Walking Dead”.  E a extrema direita, conhecida por abandonar seus pares e parças, já corre para descartar o 01 e apontar substitutos na família. Michele volta a ser cotada.

Mas não há heróis e nem heroínas entre eles; todos e todas fazem parte da mesma trama, são cúmplices. Cada um joga com o perfil do personagem que assume em cada ocasião. Mentem, racham, inventam e manipulam de acordo com a conveniência de momento. 

Michele, por exemplo, jamais explicou as relações nada republicanas com Fabrício Queiroz, incluindo cheques depositados em suas contas. Não foi investigada pelas jóias recebidas de presente do governo da Arábia Saudita, avaliadas em R$ 16,5 milhões, que a família tentou esconder e guardar para si. Nunca deu satisfação sobre as despesas pagas pelo tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, principal ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, para si e pessoas próximas.

Não há heróis, nem heroínas. Por isso, o descarte de Flávio Bolsonaro, que está se configurando, não pode e nem vai virar impunidade. Ele precisa ser preso e ter o passaporte retido, como solicitei à Procuradoria Geral da República, para que não fuja como é praxe da família e seus seguidores. Flávio Bolsonaro é personagem central nas investigações do escândalo do Bolsomaster, tem que responder por isso, nos termos da lei. Esse é um filme que o Brasil precisa ver para se livrar dessa praga.

Reimont Otoni

Deputado federal (PT-RJ), vice-líder do PT na Câmara dos Deputados e membro da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Casa

Cai a máscara de Flávio Bolsonaro

Ele é personagem central do caso BolsoMaster e tem que ser preso

Reimont Otoni
Publicada em 14 de maio de 2026 às 12:05
Cai a máscara de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A revelação do áudio de 8 de setembro de 2025, em que Flávio Bolsonaro cobra 134 milhões de reais de Daniel Vorcaro, para o filme sobre o pai presidiário, e a exposição de mensagens de whatsapp trocadas entre os dois, no dia 16 de novembro, na véspera da primeira prisão do banqueiro, jogam por terra qualquer resquício de decência do senador e candidato à presidência. 

No áudio, além de cobrar o dinheiro prometido, dos quais 65 milhões foram efetivamente depositados, Flávio deixa claro que sabe dos problemas que o parceiro vem enfrentando no novo Banco Central, sem a presença do bolsonarista Roberto Campos Neto. Mas, na troca de mensagens, a proximidade é mais explícita; na véspera da prisão de Vorcaro, repito, o 01 da família Bolsonaro  escreve: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”. Soa como um pedido de orientação.

As versões que Flávio Bolsonaro apresenta não se sustentam nem por poucas horas ou poucos minutos. 

Ao ser abordado por um jornalista do Intercept Brasil (que revelou o escândalo), antes da publicação do material revelador, o Senador negou, debochou e acusou o profissional de militante, abandonando uma entrevista.

Pouco depois, quando a bomba explodiu, confirmou acuado, mas disse que Vorcaro era apenas um investidor privado (com um investimento milionário no filme, quase o triplo do orçamento total do premiadíssimo “Ainda estou aqui”). Mas não deu nem uma hora para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, desmentir a versão, em nota em que afirmou que “não recebeu um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”

Flavio ainda tentou emplacar a narrativa de que não havia dinheiro público na produção. Mas há e não é pouco. 

Karina Ferreira da Gama, dona Go Up Entertainment,também é presidente da Academia Nacional de Cultura (ANC), empresa que recebeu, via emendas parlamentares de deputados do PL, R$ 2,6 milhões para produção de uma série sobre "heróis nacionais". A empresária é ainda sócia do Instituto Conhecer Brasil, que recebeu mais de R$ 100 milhões da prefeitura de São Paulo para fornecer internet Wi-Fi em comunidades de baixa renda da cidade, e ganhou, também em 2025, dois milhões de reais em emendas do deputado Mário Frias, ex-ministro de Bolsonaro e idealizador do filme sobre ídolo. Segundo Frias, a produção teve ainda muito apoio da SPCine, da prefeitura de São Paulo, e do governo Tarcísio de Freiras, que negam. O próprio banco Master é um poço de dinheiro público, incluindo os fundos de previdência de estados como o Rio de Janeiro.

Não há detergente que limpe tanta sujeira.

Como num filme de pastelão, Flávio Bolsonaro se enrola a cada vez que abre a boca. Como numa fita de terror, ele derrete publicamente, ao estilo “The Walking Dead”.  E a extrema direita, conhecida por abandonar seus pares e parças, já corre para descartar o 01 e apontar substitutos na família. Michele volta a ser cotada.

Mas não há heróis e nem heroínas entre eles; todos e todas fazem parte da mesma trama, são cúmplices. Cada um joga com o perfil do personagem que assume em cada ocasião. Mentem, racham, inventam e manipulam de acordo com a conveniência de momento. 

Michele, por exemplo, jamais explicou as relações nada republicanas com Fabrício Queiroz, incluindo cheques depositados em suas contas. Não foi investigada pelas jóias recebidas de presente do governo da Arábia Saudita, avaliadas em R$ 16,5 milhões, que a família tentou esconder e guardar para si. Nunca deu satisfação sobre as despesas pagas pelo tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, principal ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, para si e pessoas próximas.

Não há heróis, nem heroínas. Por isso, o descarte de Flávio Bolsonaro, que está se configurando, não pode e nem vai virar impunidade. Ele precisa ser preso e ter o passaporte retido, como solicitei à Procuradoria Geral da República, para que não fuja como é praxe da família e seus seguidores. Flávio Bolsonaro é personagem central nas investigações do escândalo do Bolsomaster, tem que responder por isso, nos termos da lei. Esse é um filme que o Brasil precisa ver para se livrar dessa praga.

Reimont Otoni

Deputado federal (PT-RJ), vice-líder do PT na Câmara dos Deputados e membro da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Casa

Comentários

  • 1
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    Ernani Maiolino 15/05/2026

    Só o gado bolsonarista acreditava nesse farsante.

  • 2
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    Drayton Oliveira Santos 15/05/2026

    Sr jornalista. Não sou Bolsonarista e muito menos petista. Aprecio a área jornalística e especialmente uma boa reportagem isenta de partidarismo e ideologias, seja de direita ou de esquerda. Mas não seria possível o Sr disfarçar um pouco o quanto és tendencioso a favor do petismo? Até a globo já reconheceu as explicações do Sr Flávio Bolsonaro quanto ao dinheiro para o filme ter sido privado e antes dos escândalos serem públicos. Abandone o petismo assim com nãos és ultradireita(o que é bom não ser) para que possamos ter um jornalismo isento. Gostaria de um Tudo Rondônia sem partido e sim de notícias reais e verdadeiras.

  • 3
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    joao carlos 15/05/2026

    essa família bolsonaro é tranqueira. só as igrejas evangélicas que acreditam nela. né Marcelo Marinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

  • 4
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    Elionilson furtado de Souza 15/05/2026

    Que bom caiu a máscara dos bosonaro já pensou uma merda dessa forma presidente o Brasil tem coisa. Melhor abrao Olhão.

  • 5
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    INACIO AZEVEDO DA SILVA 15/05/2026

    OS FATOS INQUESTIONÁVEIL SOBRE OS PATROCÍNIOS DE ALGUNS FILMES NO BRASIL E NO MUNDO. Filme "DARK HORSE" Segundo investigação da Polícia Federal, o filme "DARK HORSE", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com cerca de R$ 62 milhões repassados entre fevereiro e maio de 2025, dinheiro sujo, subtraído de empréstimos não feitos por milhões de aposentados ou de investidores que foram enganados pela propaganda enganosa do banco. Os produtores do mencionado filme, após a divulgação do áudio da conversa entre o Senador Flavio Bolsonaro e Vocaro do Banco Master, divulgaram nota afirmando não terem recebido nenhum recurso do Banco Master para patrocinar o Filme "DARK HORSE". Se não receberam, onde foi parar os R$ 62 milhões repassados? Segundo reportagens publicadas em maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cerca de R$ 134 milhões, equivalente a US$ 24 milhões. Outra questão que precisa ser avaliada é o fato do valor de R$ 62 milhões repassados, supera os R$ 28 milhões gastos em "O Agente Secreto" e os R$ 45 milhões de "Ainda Estou Aqui", filme premiado no Oscar. A disparidade fica ainda mais evidente quando comparada a produções estrangeiras da última temporada do Oscar que custaram menos do que o valor repassado por Vorcaro. "Sonhos de Trem", produção original da Netflix dirigida por Clint Bentley e estrelada por Joel Edgerton, Felicity Jones e William H. Macy, foi filmado por US$ 10 milhões. O norueguês "Valor Sentimental", de Joachim Trier, concorreu diretamente com O Agente Secreto na disputa por melhor filme internacional com orçamento de US$ 7,8 milhões. “O VALOR DO FILME SOBRE BOLSONARO SUPERA ORÇAMENTO DE 15 DOS ÚLTIMOS 20 VENCEDORES DO ORCAR” – O Globo – Cultura – Filme 14/05/2026 Toda essa história em volta do patrocínio do filme "DARK HORSE", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, “cheira” um grande esquema de “lavagem de dinheiro” ou um grande golpe dos principais interessados na produção do filme (a família Bolsonaro) e os produtores. Partindo dessa família, nada mais nos surpreende. “Segundo o Intercept Brasil, ao menos US$ 2 milhões TERIAM SIDO TRANSFERIDOS pela empresa Entre Investimentos e Participações PARA O FUNDO HAVENGATE DEVELOPMENT FUND LP, sediado no Texas. O fundo tem como representante legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, do advogado Paulo Calixto, apontado como PRÓXIMO DE EDUARDO BOLSONARO.” Alguém tem dúvida de que O Senador Rachadinha “deu outro destino” ao dinheiro que supostamente foi para patrocínio do filme sobre o Pai? Filme "LULA, O FILHO DO BRASIL" (2010), O filme "lula, o filho do brasil" (2010), dirigido por Fábio Barreto, custou aproximadamente entre R\( 12 milhões e R\) 17 milhões na época. Os produtores (Luiz Carlos Barreto e Paula Barreto) negaram o uso de leis de incentivo, optando por PATROCÍNIO PRIVADO (sem leis de incentivo). Aqui estão os detalhes do custo e financiamento: Quanto Custou Orçamento Inicial: Inicialmente estimado em cerca de R$ 12 milhões. Orçamento Final: A estimativa subiu para mais de R$ 17 milhões durante a produção em 2009. A Polícia Federal investigou o envolvimento de empresas privadas e encontrou entre elas as empreiteiras: A Odebrecht foi identificada como uma das financiadoras, destinando cerca de R$750 mil a R$1 milhão para a produção. Camargo Corrêa e OAS também foram listadas como contribuintes. Investigações: Marcelo Odebrecht, em delação, entregou notas fiscais confirmando que o pagamento foi um pedido de patrocínio. Anonimato: Reportagens da época indicaram que a Odebrecht pediu para não ter seu nome nos créditos do filme.

  • 6
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    joao carlos 14/05/2026

    Essa família não tem nada de cristã....acorda! igrejas evangélicas, esqueçam a política e preguem sobre o evangelho de Jesus. Pastores que ficam nos púlpitos adorando Bolsonaro e família, comecem a pregar sobre Jesus enquanto há tempo. viu Marcelo Marinho???????

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