Como jovens estão mudando a forma de encontrar amigos

Pesquisa indica que integrantes da Geração Z valorizam encontros presenciais e são mais seletivos na construção de vínculos

Fonte: Da redação/Foto: Créditos: magnific images; - Publicada em 28 de setembro de 2026 às 17:37

Como jovens estão mudando a forma de encontrar amigos

O encontro antes da festa, tradicionalmente tratado como uma etapa rápida da programação, pode estar ganhando outro significado entre os jovens. Em vez de funcionar apenas como preparação para uma balada ou um evento maior, o chamado “esquenta” passa a concentrar conversas, música e convivência — e, em alguns casos, torna-se a principal experiência da noite.

Uma pesquisa realizada pela Beats, marca de bebidas prontas da Ambev, por meio da plataforma Toluna, ajuda a entender esse comportamento. O levantamento ouviu mil pessoas: 500 integrantes da Geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, e 500 participantes de outras faixas etárias.

Entre os jovens entrevistados, 70% afirmaram valorizar mais as interações presenciais do que as virtuais. O dado contrasta com a percepção de que uma geração habituada às redes sociais teria menor interesse em encontros fora das telas.

Encontros menores podem ganhar mais importância

Transformar o “antes” no próprio evento não significa necessariamente abandonar festas, shows ou casas noturnas. A mudança está na possibilidade de aproveitar cada etapa do encontro, sem que a diversão dependa exclusivamente de chegar a outro lugar.

Reuniões em apartamentos, áreas comuns, bares e outros espaços informais permitem conversar com mais calma, escolher a música e adaptar os horários. O grupo também pode decidir durante o encontro se seguirá para outro local ou se permanecerá ali.

Esse formato menos rígido tende a valorizar a companhia e os interesses compartilhados. A programação pode envolver comida, jogos, playlists, fotografias e conversas que ocupam boa parte da noite, reduzindo a ideia de que o momento só começa quando todos chegam ao evento principal.

Digital organiza, mas não substitui a presença

As redes sociais e os aplicativos de mensagens continuam participando da organização: servem para combinar endereço, confirmar quem irá, compartilhar músicas e registrar momentos. Entretanto, o dado de que sete em cada dez jovens pesquisados preferem interações presenciais sugere que o digital pode funcionar mais como uma ponte para o encontro do que como substituto da convivência.

A informalidade também aparece nos objetos que acompanham essas reuniões. Caixas de som portáteis, carregadores, jogos, bebidas, dispositivos eletrônicos com uso de Eliquids, também fazem parte do ambiente.

Pesquisa revela diferença de percepção entre gerações

O levantamento também identificou contrastes entre a maneira como os jovens descrevem seus vínculos e como são percebidos por pessoas mais velhas. Enquanto 66% dos participantes de outras gerações acreditam que a Geração Z tem dificuldade para manter amizades duradouras, apenas 32% dos jovens concordam com essa afirmação.

Nas relações românticas, 73% dos entrevistados mais velhos disseram acreditar que os jovens preferem conexões casuais. Entre os integrantes da própria Geração Z, a concordância foi de 24%. Além disso, 85% deles se definiram como mais seletivos ao se envolver romanticamente.

Os resultados não representam todos os jovens nem comprovam, sozinhos, uma transformação generalizada na vida noturna. A pesquisa foi feita on-line e encomendada por uma marca interessada nesse público. Ainda assim, os dados ajudam a questionar estereótipos.

O “esquenta” que vira evento mostra uma forma mais flexível de socialização: o destino importa, mas a convivência antes dele também. Para essa geração, encontrar os amigos pode ser menos sobre cumprir uma programação e mais sobre aproveitar o tempo compartilhado.

Como jovens estão mudando a forma de encontrar amigos

Pesquisa indica que integrantes da Geração Z valorizam encontros presenciais e são mais seletivos na construção de vínculos

Da redação/Foto: Créditos: magnific images;
Publicada em 28 de setembro de 2026 às 17:37
Como jovens estão mudando a forma de encontrar amigos

O encontro antes da festa, tradicionalmente tratado como uma etapa rápida da programação, pode estar ganhando outro significado entre os jovens. Em vez de funcionar apenas como preparação para uma balada ou um evento maior, o chamado “esquenta” passa a concentrar conversas, música e convivência — e, em alguns casos, torna-se a principal experiência da noite.

Uma pesquisa realizada pela Beats, marca de bebidas prontas da Ambev, por meio da plataforma Toluna, ajuda a entender esse comportamento. O levantamento ouviu mil pessoas: 500 integrantes da Geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, e 500 participantes de outras faixas etárias.

Entre os jovens entrevistados, 70% afirmaram valorizar mais as interações presenciais do que as virtuais. O dado contrasta com a percepção de que uma geração habituada às redes sociais teria menor interesse em encontros fora das telas.

Encontros menores podem ganhar mais importância

Transformar o “antes” no próprio evento não significa necessariamente abandonar festas, shows ou casas noturnas. A mudança está na possibilidade de aproveitar cada etapa do encontro, sem que a diversão dependa exclusivamente de chegar a outro lugar.

Reuniões em apartamentos, áreas comuns, bares e outros espaços informais permitem conversar com mais calma, escolher a música e adaptar os horários. O grupo também pode decidir durante o encontro se seguirá para outro local ou se permanecerá ali.

Esse formato menos rígido tende a valorizar a companhia e os interesses compartilhados. A programação pode envolver comida, jogos, playlists, fotografias e conversas que ocupam boa parte da noite, reduzindo a ideia de que o momento só começa quando todos chegam ao evento principal.

Digital organiza, mas não substitui a presença

As redes sociais e os aplicativos de mensagens continuam participando da organização: servem para combinar endereço, confirmar quem irá, compartilhar músicas e registrar momentos. Entretanto, o dado de que sete em cada dez jovens pesquisados preferem interações presenciais sugere que o digital pode funcionar mais como uma ponte para o encontro do que como substituto da convivência.

A informalidade também aparece nos objetos que acompanham essas reuniões. Caixas de som portáteis, carregadores, jogos, bebidas, dispositivos eletrônicos com uso de Eliquids, também fazem parte do ambiente.

Pesquisa revela diferença de percepção entre gerações

O levantamento também identificou contrastes entre a maneira como os jovens descrevem seus vínculos e como são percebidos por pessoas mais velhas. Enquanto 66% dos participantes de outras gerações acreditam que a Geração Z tem dificuldade para manter amizades duradouras, apenas 32% dos jovens concordam com essa afirmação.

Nas relações românticas, 73% dos entrevistados mais velhos disseram acreditar que os jovens preferem conexões casuais. Entre os integrantes da própria Geração Z, a concordância foi de 24%. Além disso, 85% deles se definiram como mais seletivos ao se envolver romanticamente.

Os resultados não representam todos os jovens nem comprovam, sozinhos, uma transformação generalizada na vida noturna. A pesquisa foi feita on-line e encomendada por uma marca interessada nesse público. Ainda assim, os dados ajudam a questionar estereótipos.

O “esquenta” que vira evento mostra uma forma mais flexível de socialização: o destino importa, mas a convivência antes dele também. Para essa geração, encontrar os amigos pode ser menos sobre cumprir uma programação e mais sobre aproveitar o tempo compartilhado.

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