Corre assustado de Flávio apressa julgamento de seus crimes
Bolsonarista desaparece após o primeiro movimento da Justiça contra ele; medo e desespero de um sociopata
Se vai dar certo, as próximas horas vão mostrar. Parece que não, e ele será preso. Desde agora, quando o paradeiro de Flávio Bolsonaro ainda é desconhecido das autoridades, sobressai a face mais verdadeira deste cidadão que completa uma carreira de 27 anos de vida bandida encoberta por mandatos políticos. A fuga simboliza, sob as vaias do Brasil, a saída de um enganador pela porta dos fundos do País, assustado e escondido.
Ao correr do primeiro passo da Justiça em direção a ele – o pedido de entrega dos seus passaportes -, Flávio mostrou toda a sua fragilidade. Se aceitasse as regras do jogo democrático, ele já estaria se vendo atrás das grades da Papuda, para onde foi enviado seu pai, após todo o ciclo legal para a punição por tentativa de golpe de estado ter se completado.
O episódio ressalta o caráter de quem as urnas do último domingo nos livraram. Flávio seria um veículo para o despertar, mais uma vez, do pior que a sociedade brasileira tem dentro de si. Assassinos, assaltantes, sequestradores, torturadores, achacadores, a escória mais sórdida, alheia a qualquer modelo de civilidade, voltaria à tona. Dessa vez com mais experiência, adquirida nos anos Bolsonaro, assertividade e ódio contra o outro.
O modelo milícia teria campo, com o foragido no poder, para se espalhar por todo o País. O infortúnio da população poderia se estender por décadas. Não haveria instância de reclamação. A máquina do estado seria dominada por indicações da bandidagem. As instituições iriam apodrecer por dentro, tornando-se irrecuperáveis. Este era um aspecto do plano do fugitivo.
Se for pego em sua corrida ilegal para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro terá conseguido adiantar o andamento de todos os processos que podem jogá-lo na prisão por muito tempo.
Marco Damiani é editor especial do Brasil 247
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