CRISE NA SEFIN: ATÉ ONDE VOCÊ IRIA POR PODER E PRIVILÉGIOS?
Em meio à implantação do novo IBS, que substituirá o ICMS, a cúpula da SEFIN tenta encaminhar à ALE um projeto de Poder
Na manhã desta última segunda-feira, os Analistas Tributários testemunharam até onde pode ir um grupo de gestores. Trata-se da mensagem 236 de iniciativa do Secretário de Finanças e seus assessores mais próximos.
Em meio à implantação do novo IBS, que substituirá o ICMS, a cúpula da SEFIN tenta encaminhar à ALE um projeto de Poder. Um projeto de criação de uma nova casta. Os Analistas Tributários assim como os Auditores Fiscais cuidam do ICMS, IPVA e ITCMD há décadas. No entanto, estes gestores pretendem convencer a todos que é necessário descartar o Analista Tributário do contexto do novo imposto, o IBS. Os Analistas Tributários são servidores altamente qualificados, de nível superior, que assumiram o cargo com a finalidade especifica de atuar no lançamento, arrecadação e fiscalização do ICMS, IPVA e ITCMD.
A referida mensagem tem a finalidade de atribuir somente aos Auditores Fiscais a competência para lançar e fiscalizar o IBS, mesmo sem haver essa determinação na Lei Complementar Federal 214/2025, que instituiu o novo imposto estadual que vai substituir o ICMS, a partir de 2033. Além disso, quer que somente Auditores Fiscais passem a compor o Comitê Gestor do IBS, mesmo sem previsão expressa dessa obrigatoriedade na Lei Complementar Federal 227/2026, que veio instituir o Comitê Gestor do IBS a ser formado por representantes dos Fiscos estaduais e municipais.
Os Analistas Tributários de Rondônia detêm em suas atribuições o lançamento e a fiscalização do ICMS, internamente nos plantões fiscais das Agências de Rendas, bem como trânsito de mercadorias e bens, sejam em unidades volantes ou postos fiscais, senão vejamos:
Video:
“Lei 1052/2002 (Dispõe sobre a Carreira de Tributação, Arrecadação e Fiscalização do Estado, e dá outras providências.)
Art. 30. São atribuições dos Analistas Tributários da Receita Estadual, sem prejuízos de outras, as seguintes:
XIV – realizar o lançamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA, e do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos – ITCD, no âmbito de suas atribuições, internamente, nas Agências de Rendas; (Redação dada pela Lei n. 2.060, de 15/04/2009)
Art. 26. Compete exclusivamente aos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais desenvolver as atividades de fiscalização de tributos estaduais, ressalvadas as hipóteses previstas no § 2° do art. 27 desta Lei.
Art. 27. São atribuições privativas dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais, sem prejuízos de outras, as seguintes:
§ 2° As atribuições definidas nos incisos X, XI, XII, XX, XXII, XXIII e XXIX deste artigo poderão ser exercidas, também, pelo Analista Tributário da Receita Estadual. (Redação dada pela Lei n° 5.535, de 29/3/2023) – todas de fiscalização.
“O fato é que a mentira tem sido usada para convencer a muitos de que o Analista Tributário não tem espaço no IBS, um verdadeiro assédio moral sobre os servidores concursados, os quais estudaram para isso e foram aprovados em um concurso extremamente disputado e complexo. Com desprezo mesmo pelo interesse público e à otimização de aplicação dos recursos públicos”- argumenta o Presidente do SINAFISCO-RO, Emílio Albuquerque.
Vale destacar que o texto que os gestores da SEFIN querem inserir exclusivamente no rol de competências dos Auditores Fiscais se revela cópia integral da redação prevista no parágrafo 8º do artigo 4 da Lei Complementar 227/2026, o qual define o conceito de autoridade fiscal, redação esta que aparenta ser inconstitucional e já é alvo da ADI 8013 em trâmite no STF, por interferir na autonomia de Estados e Municípios para organizarem suas próprias Administrações Tributárias e suas carreiras específicas.
Segundo o sindicato da categoria, o SINAFISCO-RO – Sindicato dos Analistas Tributários da Receita Estadual e Auxiliares de Serviços Fiscais do Estado de Rondônia, atuará de forma implacável contra a iniciativa dos gestores corporativistas, defensores desta nova casta para a qual pretendem concentrar superpoderes, e que depois buscarão super privilégios.
Estamos certos de que as pessoas de bem não apoiarão um projeto sórdido de Poder, com roubo de competências de servidores da mesma carreira e a tentativa de sequestro de uma Secretaria para interesses corporativos.
Neste momento a categoria está mobilizada e pronta para defender seus direitos em todas as instâncias.
Bombeiros encontram corpo do cantor Rick
Segundo a corporação, não há sobreviventes no acidente
Cohab recebe quarto jardim de chuva de Porto Velho
Estrutura está em construção na área do Pocket Park Jacaré, entre as ruas Abacateiro e Algodoeiro
Porto Velho se destaca na produção de banana
No Dia Mundial e Nacional da Banana, celebrado em 22 de setembro, município destaca produção e ações da Semagric




Comentários
Isso que dá por auditorecos corporativistas na Sefin, usam e abusam dos cargos pra se dar bem ferrando com a carreira dos outros. Acham que enganam alguém, já se esqueceram que falavam mal do Luis Fernando porque ele não se rendia a ganância por penduricalhos de vocês? Agora ficam babando o ovo do novo Secretário da Sefin porque ele faz o jogo sujo de vocês. Vergonhoso ée deprimente.
Deve ter um motivo forte pra isso estar acontecendo, vou acompanhar
Só de ler a matéria é possível observar o quanto alguns profissionais se esquecem de respeitar o erário em busca de atender interesses pessoais. Corporativismo no serviço público é uma praga. Espero que as autoridades façam justiça.
Não é interesse do estado ficar refém de uma única categoria
A categoria merece respeito e ter seus direitos garantidos assim como a norma anterior previa!
Interesses corporativistas estão sendo colocados acima dos interesses do Estado. Restringir determinadas atividades de fiscalização a um único grupo reduz a capacidade de atuação da Administração Pública e pode gerar consequências negativas para Rondônia no longo prazo. A medida tende a diminuir a transparência e a eficiência da fiscalização, além de elevar os custos administrativos. Ao tornar essas atividades exclusivas de uma das carreiras mais onerosas do Executivo, cria-se também a necessidade de ampliar seu efetivo para atender atribuições que poderiam ser desempenhadas por outros servidores qualificados.
A alta gestão da SEFIN declara que o lançamento não irá existir na no novo imposto (IBS), dessa forma não seria necessário adaptar essa atividade exercida pelos analistas no ICMS para a reforma. Mas tal fala é de muita imprecisão técnica, pois tal atribuição continuará a existir e a ser desempenhada pelos auditores e analistas da receita estadual. É uma tentativa grotesca de aproveitar a reforma para retirar atribuições dos analistas tributários.
Sempre uns poderosos querendo usar o poder para se sobressair sobre os demais. Só porque são próximos do atual governador, querem usar o momento para se beneficiarem.
Como sempre esses comandantes da Sefin querendo passar a perna nos Técnicos, querem conce trar poder pra fazer o Estado refém dos seus interesses. Uma vergonha imoral e indefensável. Esse povo não tem ética e nem limite, usam do poder dos cargos que ocupam pra legislar em causa própria. O cúmulo do corporativo uma coisa dessas.
Não entendi nada, se tem dois cargos trabalhando, por quê mudar?
Quando chegar na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, os Deputados vão entender do que se trata. Oportunidade pra falar sobre os penduricalhos da Sefin
Rapaz que povo nojento! Mas Deus está sempre do lado dos justos.
Acho que esse pessoal quer mandar no Executivo, a quem interessa um projeto assim?
Corporativismo acima do interesse público, impressionante!
essa sefin é que nem Caim e Abel kkkk. Auditor fiscal é bicho ganancioso! Querem virar juiz, promotor e ganhar 200 mil por mês. Como pode querer prejudicar o proprio colega? é doença.
Falta de respeito com esses servidores
Essa matéria está incompleta, esqueceram de falar sobre o acervo que estão recebendo, mais de R$ 12.000,00 líquido
Uma estratégia de poder, querem receber o mesmo tratamento de juízes
Envie Comentários utilizando sua conta do Facebook