Delegado Camargo fiscaliza Casa do Ancião e denuncia abandono

Segundo o deputado, a fiscalização registrou superlotação, banheiros sem acessibilidade, estruturas improvisadas, entre outros problemas

Fonte: Texto e foto: Welik Soares I Assessoria parlamentar - Publicada em 06 de fevereiro de 2026 às 15:56

Delegado Camargo fiscaliza Casa do Ancião e denuncia abandono

Durante a visita, o deputado estadual Delegado Camargo percorreu quartos, banheiros, área de alimentação e espaços destinados aos profissionais.

A fiscalização realizada no dia 28 de janeiro na Casa do Ancião, em Porto Velho, expôs um cenário de precariedade estrutural, improvisos e risco direto à saúde de idosos acolhidos. A unidade é gerida pela Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas). Durante a visita, o deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos) percorreu quartos, banheiros, área de alimentação e espaços destinados aos profissionais, registrando problemas que, segundo ele, evidenciam descaso do governo com a dignidade de quem depende do acolhimento público.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Camargo classificou a situação como “campo de concentração de idosos” e “falta de humanidade”, apontando que o que viu não é falha pontual, mas um conjunto de problemas repetidos e visíveis, que se acumulam há tempo sem solução.

Quartos com mofo, pouca luz e camas sem condições mínimas

Nos dormitórios, Camargo relatou camas inadequadas para idosos, muitas delas velhas e enferrujadas. Profissionais informaram que precisam levantar idosos manualmente, já que a estrutura não atende às limitações físicas de quem está acolhido. O deputado também apontou lençóis deteriorados e um padrão de acomodação precário.

Outro ponto destacado foi a presença de mofo excessivo, com potencial de agravar problemas respiratórios em idosos vulneráveis. A falta de iluminação também foi registrada, com diversas lâmpadas queimadas, deixando ambientes escuros e inseguros.

Calor extremo e ausência de ventilação

A fiscalização também apontou falta de climatização e ausência de ventilação natural. Camargo relatou insuficiência de ar-condicionado e a inexistência de janelas capazes de garantir circulação de ar. Um idoso relatou a situação diretamente. “Ficamos no calor aqui.”

Para o deputado, esse fator agrava o risco, já que idosos são mais suscetíveis a desidratação, mal-estar e agravamento de doenças quando submetidos a ambientes fechados e quentes por longos períodos.

Superlotação e equipe no limite

Camargo relatou superlotação em ambientes internos e afirmou que a concentração de idosos compromete a dignidade do acolhimento e aumenta a probabilidade de falhas no atendimento. Profissionais ouvidos falaram em sobrecarga, escalas exaustivas e falta de servidores suficientes.

O deputado lembrou que existe concurso realizado pela SEAS e que falta o Governo convocar os aprovados, o que poderia reforçar a equipe e reduzir a pressão sobre os profissionais que já atuam na unidade.

Banheiros improvisados, sem acessibilidade e banho em água fria

Nos banheiros, Camargo relatou falta de acessibilidade e estruturas improvisadas. Segundo o deputado, os banhos são feitos em água gelada, sem aquecimento, sendo encontradas “gambiarras” para suprir ausência de equipamentos adequados. Um dos exemplos relatados foi o uso de cadeira de banho amarrada com luva utilizada por enfermeiros.

O parlamentar classificou o cenário como indigno e perigoso, considerando principalmente a mobilidade reduzida e a fragilidade do público atendido.

Alimentos misturados a produtos de limpeza e equipamentos

Na área de alimentação, Camargo denunciou falta de estrutura e organização, relatando que alimentos estariam armazenados no mesmo ambiente em que havia materiais de limpeza e cadeiras de rodas. O deputado questionou se a Vigilância Sanitária está ciente da situação e cobrou providências.

Profissionais relatam perseguição, direitos trabalhistas e ambiente degradante

Durante a visita, Camargo conversou com profissionais que relataram sobrecarga, denúncias de perseguição e problemas relacionados ao pagamento de direitos trabalhistas, incluindo pisos salariais. Segundo os relatos, o ambiente de pressão e precariedade estaria levando a pedidos de demissão e impactos psicológicos em servidores.

A área de descanso dos profissionais também foi alvo de críticas. Camargo disse que ouviu a definição de “cativeiro”, em referência à falta de espaço e de condições mínimas, inclusive para guardar pertences.

Cobrança ao Governo e anúncio de emenda

Camargo afirmou que não ficaria apenas na denúncia. Anunciou que irá destinar emenda parlamentar de autoria própria para melhorias na unidade, defendendo que o Estado falhou na manutenção e no cuidado básico.

Ao final, o deputado cobrou diretamente o governador Marcos Rocha e a secretária Luana Rocha, questionando se já visitaram a Casa do Ancião e solicitando reação imediata. “Governador Marcos Rocha, secretária Luana Rocha, da Seas, vocês já visitaram isso aqui. Deem uma olhada na falta de humanidade com as pessoas.”

O que a fiscalização expôs

Segundo o deputado, a fiscalização registrou superlotação, banheiros sem acessibilidade, estruturas improvisadas, banho em água gelada, camas inadequadas e enferrujadas, lençóis deteriorados, calor extremo por falta de climatização e ventilação, mofo excessivo, iluminação deficiente, fiação elétrica exposta, desorganização na área de alimentação e profissionais atuando no limite por falta de servidores e desvalorização.

A Casa do Ancião deveria ser acolhimento e cuidado. O que a fiscalização de Delegado Camargo expôs foi um cenário de abandono, com impacto direto sobre idosos e trabalhadores. Agora, a resposta do Governo e da Seas precisa ser concreta, urgente e dentro da unidade, onde o problema está acontecendo.

Delegado Camargo fiscaliza Casa do Ancião e denuncia abandono

Segundo o deputado, a fiscalização registrou superlotação, banheiros sem acessibilidade, estruturas improvisadas, entre outros problemas

Texto e foto: Welik Soares I Assessoria parlamentar
Publicada em 06 de fevereiro de 2026 às 15:56
Delegado Camargo fiscaliza Casa do Ancião e denuncia abandono

Durante a visita, o deputado estadual Delegado Camargo percorreu quartos, banheiros, área de alimentação e espaços destinados aos profissionais.

A fiscalização realizada no dia 28 de janeiro na Casa do Ancião, em Porto Velho, expôs um cenário de precariedade estrutural, improvisos e risco direto à saúde de idosos acolhidos. A unidade é gerida pela Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas). Durante a visita, o deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos) percorreu quartos, banheiros, área de alimentação e espaços destinados aos profissionais, registrando problemas que, segundo ele, evidenciam descaso do governo com a dignidade de quem depende do acolhimento público.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Camargo classificou a situação como “campo de concentração de idosos” e “falta de humanidade”, apontando que o que viu não é falha pontual, mas um conjunto de problemas repetidos e visíveis, que se acumulam há tempo sem solução.

Quartos com mofo, pouca luz e camas sem condições mínimas

Nos dormitórios, Camargo relatou camas inadequadas para idosos, muitas delas velhas e enferrujadas. Profissionais informaram que precisam levantar idosos manualmente, já que a estrutura não atende às limitações físicas de quem está acolhido. O deputado também apontou lençóis deteriorados e um padrão de acomodação precário.

Outro ponto destacado foi a presença de mofo excessivo, com potencial de agravar problemas respiratórios em idosos vulneráveis. A falta de iluminação também foi registrada, com diversas lâmpadas queimadas, deixando ambientes escuros e inseguros.

Calor extremo e ausência de ventilação

A fiscalização também apontou falta de climatização e ausência de ventilação natural. Camargo relatou insuficiência de ar-condicionado e a inexistência de janelas capazes de garantir circulação de ar. Um idoso relatou a situação diretamente. “Ficamos no calor aqui.”

Para o deputado, esse fator agrava o risco, já que idosos são mais suscetíveis a desidratação, mal-estar e agravamento de doenças quando submetidos a ambientes fechados e quentes por longos períodos.

Superlotação e equipe no limite

Camargo relatou superlotação em ambientes internos e afirmou que a concentração de idosos compromete a dignidade do acolhimento e aumenta a probabilidade de falhas no atendimento. Profissionais ouvidos falaram em sobrecarga, escalas exaustivas e falta de servidores suficientes.

O deputado lembrou que existe concurso realizado pela SEAS e que falta o Governo convocar os aprovados, o que poderia reforçar a equipe e reduzir a pressão sobre os profissionais que já atuam na unidade.

Banheiros improvisados, sem acessibilidade e banho em água fria

Nos banheiros, Camargo relatou falta de acessibilidade e estruturas improvisadas. Segundo o deputado, os banhos são feitos em água gelada, sem aquecimento, sendo encontradas “gambiarras” para suprir ausência de equipamentos adequados. Um dos exemplos relatados foi o uso de cadeira de banho amarrada com luva utilizada por enfermeiros.

O parlamentar classificou o cenário como indigno e perigoso, considerando principalmente a mobilidade reduzida e a fragilidade do público atendido.

Alimentos misturados a produtos de limpeza e equipamentos

Na área de alimentação, Camargo denunciou falta de estrutura e organização, relatando que alimentos estariam armazenados no mesmo ambiente em que havia materiais de limpeza e cadeiras de rodas. O deputado questionou se a Vigilância Sanitária está ciente da situação e cobrou providências.

Profissionais relatam perseguição, direitos trabalhistas e ambiente degradante

Durante a visita, Camargo conversou com profissionais que relataram sobrecarga, denúncias de perseguição e problemas relacionados ao pagamento de direitos trabalhistas, incluindo pisos salariais. Segundo os relatos, o ambiente de pressão e precariedade estaria levando a pedidos de demissão e impactos psicológicos em servidores.

A área de descanso dos profissionais também foi alvo de críticas. Camargo disse que ouviu a definição de “cativeiro”, em referência à falta de espaço e de condições mínimas, inclusive para guardar pertences.

Cobrança ao Governo e anúncio de emenda

Camargo afirmou que não ficaria apenas na denúncia. Anunciou que irá destinar emenda parlamentar de autoria própria para melhorias na unidade, defendendo que o Estado falhou na manutenção e no cuidado básico.

Ao final, o deputado cobrou diretamente o governador Marcos Rocha e a secretária Luana Rocha, questionando se já visitaram a Casa do Ancião e solicitando reação imediata. “Governador Marcos Rocha, secretária Luana Rocha, da Seas, vocês já visitaram isso aqui. Deem uma olhada na falta de humanidade com as pessoas.”

O que a fiscalização expôs

Segundo o deputado, a fiscalização registrou superlotação, banheiros sem acessibilidade, estruturas improvisadas, banho em água gelada, camas inadequadas e enferrujadas, lençóis deteriorados, calor extremo por falta de climatização e ventilação, mofo excessivo, iluminação deficiente, fiação elétrica exposta, desorganização na área de alimentação e profissionais atuando no limite por falta de servidores e desvalorização.

A Casa do Ancião deveria ser acolhimento e cuidado. O que a fiscalização de Delegado Camargo expôs foi um cenário de abandono, com impacto direto sobre idosos e trabalhadores. Agora, a resposta do Governo e da Seas precisa ser concreta, urgente e dentro da unidade, onde o problema está acontecendo.

Comentários

  • 1
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    Maria das Dores 08/02/2026

    É uma frente inaceitável o que se viu na Casa do Ancião de Porto Velho, gerida pelos Mares, onde o deputado Delegado Camargo flagrou um cenário de horror: camas enferrujadas, mofo sufocante, banheiros improvisados ​​com gambiarras e banho em água gelada para idosos frágeis, superlotação que rouba a dignidade humana, calor insuportável sem ventilação e alimentos misturados a produtos de limpeza. Isso não é acolhimento público, é um campo de concentração planejado, como o próprio parlamentar denunciou, com profissionais exaustos relacionando perseguição e falta de direitos trabalhistas, enquanto o governo Rocha envia em cima de um concurso da Mares sem convocar aprovados. É um desrespeito crime ao erário público, que financia essa podridão em vez de saúde e proteção às vulneráveis, violando abertamente o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) e a Constituição, que mandam cuidar de quem não tem mais forças pra se virar sozinho. O povo de Rondônia, já sangrado por viagens milionárias do DETRAN e perdões fiscais pra Energisa, não pode engolir mais esse descaso com os idosos necessitados. O dinheiro público vai pra lençóis podres e expostos, enquanto famílias em periferias como Cai N'Água veem suas avós largadas num "cativeiro" sem luz, ar ou higiene básica. Governador Marcos Rocha e secretária Luana Rocha, vocês já pisaram lá pra sentir o fedor da omissão? Essa negligência inclui leis fiscais de transparência e eficiência (LRF), além de normas sanitárias e de assistência social, configurando improbidade administrativa que clama por proteção. É um tapa na cara de quem paga impostos pra ver o Estado falhar no básico: proteger os idosos de Rondônia. MP, MPF e TCE têm que acordar já e formalizar denúncia imediata contra essa barbaridade! Exijam auditorias nas contas dessa secretaria de ação social, porque na mídia é muito bonito e até milhões para isso é gasto, agora o total dos gastos desses Mares ... aí só depende da justiça e tribunal mostar ao povo, responsabilize os gestores por omissão e violação às leis de proteção ao idoso, saúde pública e responsabilidade fiscal, e determine a intervenção urgente na Casa do Ancião – com convocação de servidores, reformas e autonomia aos prejudicados. Não dá para ficar só em emendas paliativas parlamentares; isso é crime contra a dignidade humana e o bolso do rondoniense. Chega de impunidade, Rondônia exige justiça agora, antes que mais vidas se percam nessa vergonha estatal

  • 2
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    Waldemir 08/02/2026

    Nobre Deputado vá também fiscalizar a psiquiatria no hospital de Base

  • 3
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    leo magalhaes 08/02/2026

    Absurdo essa situação, esse Governo gasta com coisas totalmente sem necessidade, viagem pros Estados Unidos, pra Israel, pra Europa, tudo com dinheiro público, fica dando penduricalho pra Procurador de Estado que já ganha uma fortuna, e deixa os velhinhos desamparados na Casa do Ancião. Quanta injustiça, quanta imoralidade. Deus vai castigar essas pessoas que deixam viúvas, orfãos e idosos desamparados. E que a justiça puna esses secretários e o governador que permite essa barbaridade.

  • 4
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    João Umberto Fabrício Júnior 07/02/2026

    Nobre delegado e agora de passagem deputado estadual, demorou 3 anos e um mês, para vossa excelência chegar aí….é este ano é de ELEIÇÕES…..todos os dias é de fiscalização e auditoria….

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