Dia do Nutricionista: profissão é estratégica contra doenças fatais

Celebrado em 31 de agosto, Dia do Nutricionista chama atenção para uma atuação que vai da prevenção de doenças às políticas públicas de alimentação e saúde

Fonte: Assessoria - Publicada em 29 de agosto de 2026 às 10:06

Dia do Nutricionista: profissão é estratégica contra doenças fatais

As doenças cardiovasculares, os cânceres, o diabetes, a obesidade e as doenças respiratórias crônicas estão entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Em comum, muitas delas têm fatores de risco que podem ser modificados e a alimentação inadequada está entre eles. Neste 31 de agosto, Dia do Nutricionista, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) evidencia o papel desse profissional na prevenção de doenças, na promoção da saúde e no cuidado da população.

Com o tema “Nutricionista: agente de transformação na saúde e na sociedade”, a campanha deste ano busca ampliar a percepção sobre uma profissão ainda frequentemente associada ao atendimento individual, mas cuja atuação alcança diferentes espaços e etapas do cuidado com a alimentação e a saúde. O nutricionista está presente na alimentação coletiva; na assistência clínica em hospitais, unidades de saúde, consultórios, instituições de longa permanência e outros serviços; no esporte e no exercício físico; nas políticas e nos programas de saúde coletiva, segurança alimentar e nutricional e assistência social; na cadeia de produção, na indústria e no comércio de alimentos; e no ensino, na pesquisa e na extensão. Em cada uma dessas áreas, o profissional contribui para promover saúde, garantir a qualidade e a segurança dos alimentos e transformar realidades individuais e coletivas.

Os números ajudam a dimensionar a importância desse trabalho. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são a maior causa de morbimortalidade no Brasil. Em 2023, foram responsáveis por cerca de 790 mil mortes, o equivalente a 53% de todos os óbitos registrados no país. Mais de 322 mil brasileiros entre 30 e 69 anos morreram prematuramente em decorrência dessas doenças.

O desafio é mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCNT respondem por cerca de 75% das mortes no planeta. As doenças cardiovasculares concentram o maior número de óbitos, seguidas por cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes. A obesidade também integra esse cenário e está associada ao maior risco de desenvolvimento de outras DCNT. A OMS aponta ainda a alimentação inadequada entre os principais fatores de risco modificáveis para essas doenças.

É justamente nesse ponto que a Nutrição ganha uma dimensão que vai além da consulta. OMS destaca a alimentação adequada como parte importante da prevenção das doenças crônicas.

Para a presidente do CFN, Manuela Dolinsky, investir em Nutrição também significa investir em prevenção. “Grande parte dos desafios de saúde que enfrentamos hoje está relacionada a doenças que se desenvolvem ao longo de muitos anos e que têm na alimentação um dos fatores que podem fazer a diferença. O nutricionista atua justamente nesse caminho: antes da doença, na prevenção, quando ela já existe, no cuidado, e também nas políticas e serviços que chegam a milhares de pessoas. Valorizar esse profissional é reconhecer que a Nutrição faz parte de uma estratégia de saúde para toda a população”, afirma.

Alimentação saudável ainda não chega a todos

Falar sobre prevenção, porém, não significa colocar toda a responsabilidade sobre as escolhas individuais. O acesso à alimentação adequada também depende de renda, disponibilidade de alimentos, território, educação e políticas públicas.

Embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, 44,8 milhões de brasileiros ainda não tinham condições financeiras de acessar uma alimentação saudável em 2025, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esse cenário ajuda a explicar por que a atuação do nutricionista também acontece fora dos consultórios. O profissional participa de ações e políticas que envolvem alimentação escolar, atenção à saúde, segurança alimentar e nutricional, assistência social, alimentação coletiva e outros espaços que alcançam grupos inteiros da população.

Formação também é proteção à saúde

A campanha do Dia do Nutricionista deste ano traz ainda outro alerta: Nutrição é com nutricionista.

Em um cenário de grande circulação de conteúdos sobre alimentação, dietas e suplementação, o CFN reforça a importância de diferenciar informação disponível na internet de orientação profissional. O exercício da Nutrição exige formação, conhecimento técnico-científico, responsabilidade e habilitação profissional.

O combate ao exercício ilegal, portanto, não diz respeito apenas à valorização de uma categoria. É também uma questão de proteção à saúde. Orientações inadequadas podem trazer riscos, especialmente quando envolvem pessoas com doenças crônicas, crianças, idosos e outros grupos que demandam cuidados específicos.

Por isso, a recomendação é que a população procure nutricionistas devidamente habilitados e registrados nos Conselhos Regionais de Nutrição.

31 de agosto | Dia do Nutricionista

Nutricionista: agente de transformação na saúde e na sociedade

Dia do Nutricionista: profissão é estratégica contra doenças fatais

Celebrado em 31 de agosto, Dia do Nutricionista chama atenção para uma atuação que vai da prevenção de doenças às políticas públicas de alimentação e saúde

Assessoria
Publicada em 29 de agosto de 2026 às 10:06
Dia do Nutricionista: profissão é estratégica contra doenças fatais

As doenças cardiovasculares, os cânceres, o diabetes, a obesidade e as doenças respiratórias crônicas estão entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Em comum, muitas delas têm fatores de risco que podem ser modificados e a alimentação inadequada está entre eles. Neste 31 de agosto, Dia do Nutricionista, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) evidencia o papel desse profissional na prevenção de doenças, na promoção da saúde e no cuidado da população.

Com o tema “Nutricionista: agente de transformação na saúde e na sociedade”, a campanha deste ano busca ampliar a percepção sobre uma profissão ainda frequentemente associada ao atendimento individual, mas cuja atuação alcança diferentes espaços e etapas do cuidado com a alimentação e a saúde. O nutricionista está presente na alimentação coletiva; na assistência clínica em hospitais, unidades de saúde, consultórios, instituições de longa permanência e outros serviços; no esporte e no exercício físico; nas políticas e nos programas de saúde coletiva, segurança alimentar e nutricional e assistência social; na cadeia de produção, na indústria e no comércio de alimentos; e no ensino, na pesquisa e na extensão. Em cada uma dessas áreas, o profissional contribui para promover saúde, garantir a qualidade e a segurança dos alimentos e transformar realidades individuais e coletivas.

Os números ajudam a dimensionar a importância desse trabalho. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são a maior causa de morbimortalidade no Brasil. Em 2023, foram responsáveis por cerca de 790 mil mortes, o equivalente a 53% de todos os óbitos registrados no país. Mais de 322 mil brasileiros entre 30 e 69 anos morreram prematuramente em decorrência dessas doenças.

O desafio é mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCNT respondem por cerca de 75% das mortes no planeta. As doenças cardiovasculares concentram o maior número de óbitos, seguidas por cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes. A obesidade também integra esse cenário e está associada ao maior risco de desenvolvimento de outras DCNT. A OMS aponta ainda a alimentação inadequada entre os principais fatores de risco modificáveis para essas doenças.

É justamente nesse ponto que a Nutrição ganha uma dimensão que vai além da consulta. OMS destaca a alimentação adequada como parte importante da prevenção das doenças crônicas.

Para a presidente do CFN, Manuela Dolinsky, investir em Nutrição também significa investir em prevenção. “Grande parte dos desafios de saúde que enfrentamos hoje está relacionada a doenças que se desenvolvem ao longo de muitos anos e que têm na alimentação um dos fatores que podem fazer a diferença. O nutricionista atua justamente nesse caminho: antes da doença, na prevenção, quando ela já existe, no cuidado, e também nas políticas e serviços que chegam a milhares de pessoas. Valorizar esse profissional é reconhecer que a Nutrição faz parte de uma estratégia de saúde para toda a população”, afirma.

Alimentação saudável ainda não chega a todos

Falar sobre prevenção, porém, não significa colocar toda a responsabilidade sobre as escolhas individuais. O acesso à alimentação adequada também depende de renda, disponibilidade de alimentos, território, educação e políticas públicas.

Embora o Brasil tenha avançado nos últimos anos, 44,8 milhões de brasileiros ainda não tinham condições financeiras de acessar uma alimentação saudável em 2025, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esse cenário ajuda a explicar por que a atuação do nutricionista também acontece fora dos consultórios. O profissional participa de ações e políticas que envolvem alimentação escolar, atenção à saúde, segurança alimentar e nutricional, assistência social, alimentação coletiva e outros espaços que alcançam grupos inteiros da população.

Formação também é proteção à saúde

A campanha do Dia do Nutricionista deste ano traz ainda outro alerta: Nutrição é com nutricionista.

Em um cenário de grande circulação de conteúdos sobre alimentação, dietas e suplementação, o CFN reforça a importância de diferenciar informação disponível na internet de orientação profissional. O exercício da Nutrição exige formação, conhecimento técnico-científico, responsabilidade e habilitação profissional.

O combate ao exercício ilegal, portanto, não diz respeito apenas à valorização de uma categoria. É também uma questão de proteção à saúde. Orientações inadequadas podem trazer riscos, especialmente quando envolvem pessoas com doenças crônicas, crianças, idosos e outros grupos que demandam cuidados específicos.

Por isso, a recomendação é que a população procure nutricionistas devidamente habilitados e registrados nos Conselhos Regionais de Nutrição.

31 de agosto | Dia do Nutricionista

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