FIERO e SENAI participam de encontro em Rondônia

Leone alertou ainda para o fenômeno da fuga de cérebros no estado e como a modernização da gestão pública e privada pode reter talentos locais

Fonte: Fiero Rondônia - Publicada em 24 de julho de 2026 às 10:29

FIERO e SENAI participam de encontro em Rondônia

Com diálogo voltado a soluções práticas para a ampliação da competitividade dos municípios rondonienses e os rumos da economia regional, a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia (SENAI-RO) participaram do 3º Encontro Anual de Secretários Municipais do Desenvolvimento Econômico. O evento, realizado no Hub de Inovação de Rondônia, foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Invest Rondônia.

Representando o ecossistema da indústria rondoniense, o superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, e o arquiteto e coordenador do BIM Office do SENAI-RO, Leone Augusto, integraram a roda de conversa do painel “Como ampliar a competitividade dos municípios”.

Em sua fala, Leone abordou sobre a transformação digital da construção civil, que para ele, é a porta de entrada para a consolidação de cidades inteligentes nos municípios da Amazônia. O SENAI-RO, por meio da gerência de STI, tornou-se referência na Região Norte na aplicação do Building Information Modeling (BIM) — metodologia que utiliza modelos digitais tridimensionais para integrar dados de planejamento, execução e manutenção de obras públicas e privadas.

"Cidade inteligente não é sobre quanta tecnologia um município tem, mas sobre a capacidade de transformar dado em decisão e decisão em qualidade de vida para quem mora na cidade. É esse tipo de troca entre gestores e quem trabalha na ponta que transforma conceito em ação. O SENAI Rondônia tem o compromisso de contribuir com projetos estruturados em BIM e capacitação técnica para quem vai conduzir essa transformação nos municípios", disse Leone.

Leone alertou ainda para o fenômeno da fuga de cérebros no estado e como a modernização da gestão pública e privada pode reter talentos locais. Atualmente, a equipe do SENAI-RO atende demandas tanto em Rondônia como em várias outras regiões do Brasil.

O especialista pontuou que replicar soluções do Sudeste sem considerar as particularidades da Amazônia, como clima, logística e logística de mão de obra, gera gargalos, sendo fundamental desenvolver metodologias regionais próprias ancoradas na gestão de dados e na continuidade de políticas públicas.

Reforma Tributária e Desafios Logísticos da Indústria Rondoniense

O superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, trouxe para o centro do diálogo os impactos da Reforma Tributária na indústria local, ressaltando a transição do modelo de arrecadação da origem (onde se produz) para o destino (onde se consome).

Rondônia, sendo um estado altamente produtor, com grande destaque na pecuária bovina, grãos e leite, destina a maior parte de sua produção ao mercado interestadual e à exportação. Com a longa distância dos principais portos do Sul e Sudeste (como Santos, Paranaguá e Itajaí), a competitividade industrial do estado depende historicamente dos incentivos fiscais, que têm prazo de encerramento previsto para 31 de dezembro de 2032.

"A indústria exige planejamento a longo prazo. Um empreendimento industrial leva, no mínimo, cinco anos para se estruturar, obter licenças e consolidar cadeias de fornecedores e logística. A preocupação do empresariado é com o dia de amanhã. Precisamos planejar desde já, junto aos secretários municipais, como vencer os gargalos de infraestrutura e logística quando os incentivos fiscais terminarem", falou Gilberto.

Gilberto convocou os gestores municipais a buscarem alternativas locais, como investimentos em capacidade de armazenamento, multimodalidade e desenvolvimento de polos produtivos, preparando os municípios rondonienses para o cenário pós-2032.

Leandro Dill, mediador do painel, concluiu que o crescimento econômico precisa estar acompanhado de desenvolvimento sustentável e agregação de valor. Segundo ele, a aplicação de novas tecnologias, o fortalecimento de infraestruturas estratégicas e a capacitação do funcionalismo público municipal são os caminhos indispensáveis para que os municípios de Rondônia alcancem novos patamares de produtividade e atraiam novos investimentos.

FIERO e SENAI participam de encontro em Rondônia

Leone alertou ainda para o fenômeno da fuga de cérebros no estado e como a modernização da gestão pública e privada pode reter talentos locais

Fiero Rondônia
Publicada em 24 de julho de 2026 às 10:29
FIERO e SENAI participam de encontro em Rondônia

Com diálogo voltado a soluções práticas para a ampliação da competitividade dos municípios rondonienses e os rumos da economia regional, a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia (SENAI-RO) participaram do 3º Encontro Anual de Secretários Municipais do Desenvolvimento Econômico. O evento, realizado no Hub de Inovação de Rondônia, foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Invest Rondônia.

Representando o ecossistema da indústria rondoniense, o superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, e o arquiteto e coordenador do BIM Office do SENAI-RO, Leone Augusto, integraram a roda de conversa do painel “Como ampliar a competitividade dos municípios”.

Em sua fala, Leone abordou sobre a transformação digital da construção civil, que para ele, é a porta de entrada para a consolidação de cidades inteligentes nos municípios da Amazônia. O SENAI-RO, por meio da gerência de STI, tornou-se referência na Região Norte na aplicação do Building Information Modeling (BIM) — metodologia que utiliza modelos digitais tridimensionais para integrar dados de planejamento, execução e manutenção de obras públicas e privadas.

"Cidade inteligente não é sobre quanta tecnologia um município tem, mas sobre a capacidade de transformar dado em decisão e decisão em qualidade de vida para quem mora na cidade. É esse tipo de troca entre gestores e quem trabalha na ponta que transforma conceito em ação. O SENAI Rondônia tem o compromisso de contribuir com projetos estruturados em BIM e capacitação técnica para quem vai conduzir essa transformação nos municípios", disse Leone.

Leone alertou ainda para o fenômeno da fuga de cérebros no estado e como a modernização da gestão pública e privada pode reter talentos locais. Atualmente, a equipe do SENAI-RO atende demandas tanto em Rondônia como em várias outras regiões do Brasil.

O especialista pontuou que replicar soluções do Sudeste sem considerar as particularidades da Amazônia, como clima, logística e logística de mão de obra, gera gargalos, sendo fundamental desenvolver metodologias regionais próprias ancoradas na gestão de dados e na continuidade de políticas públicas.

Reforma Tributária e Desafios Logísticos da Indústria Rondoniense

O superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, trouxe para o centro do diálogo os impactos da Reforma Tributária na indústria local, ressaltando a transição do modelo de arrecadação da origem (onde se produz) para o destino (onde se consome).

Rondônia, sendo um estado altamente produtor, com grande destaque na pecuária bovina, grãos e leite, destina a maior parte de sua produção ao mercado interestadual e à exportação. Com a longa distância dos principais portos do Sul e Sudeste (como Santos, Paranaguá e Itajaí), a competitividade industrial do estado depende historicamente dos incentivos fiscais, que têm prazo de encerramento previsto para 31 de dezembro de 2032.

"A indústria exige planejamento a longo prazo. Um empreendimento industrial leva, no mínimo, cinco anos para se estruturar, obter licenças e consolidar cadeias de fornecedores e logística. A preocupação do empresariado é com o dia de amanhã. Precisamos planejar desde já, junto aos secretários municipais, como vencer os gargalos de infraestrutura e logística quando os incentivos fiscais terminarem", falou Gilberto.

Gilberto convocou os gestores municipais a buscarem alternativas locais, como investimentos em capacidade de armazenamento, multimodalidade e desenvolvimento de polos produtivos, preparando os municípios rondonienses para o cenário pós-2032.

Leandro Dill, mediador do painel, concluiu que o crescimento econômico precisa estar acompanhado de desenvolvimento sustentável e agregação de valor. Segundo ele, a aplicação de novas tecnologias, o fortalecimento de infraestruturas estratégicas e a capacitação do funcionalismo público municipal são os caminhos indispensáveis para que os municípios de Rondônia alcancem novos patamares de produtividade e atraiam novos investimentos.

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