Homens são 80% dos eleitos na Amazônia Legal; PL lidera no Senado

De acordo com Ivan Silva, vice-coordenador geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia (LEGAL), as eleições deste ano estão consagrando uma tendência que ele observa desde 2014

Fonte: Assessoria - Publicada em 08 de outubro de 2026 às 19:21

Homens são 80% dos eleitos na Amazônia Legal; PL lidera no Senado

Texto: Alice Martins Morais. Edição: Natália Mello. Revisão de Carla Fischer. Fotos: capa - Agência Senado/ Entrevistados: acervo pessoal

Dos 18 senadores eleitos pela Amazônia Legal, um terço vem do Partido Liberal (PL) e apenas três mulheres foram eleitas para o cargo: Mara Rocha (Republicanos-AC), Rayssa Furlan (Podemos-AP) e Teresa Surita (MDB-RO). A maioria dos estados que compartilham da Amazônia Legal definiu o governante estadual já no primeiro turno: foram seis homens eleitos, com destaque novamente ao PL e ao Partido Social Democrático (PSD) - dois de cada partido -, além do Podemos e Republicanos (um eleito cada).

De acordo com Ivan Silva, vice-coordenador geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia (LEGAL), as eleições deste ano estão consagrando uma tendência que ele observa desde 2014: o crescimento de candidatos, em todas as esferas, do que ele nomeia como “novas direitas”, um conjunto de expressões políticas, ideológicas e sociais, que une características do liberalismo econômico* com o conservadorismo moral*. 

 

Ivan Silva, vice-coordenador geral do LEGAL, analisa o avanço das novas direitas na Amazônia - Crédito: foto de acervo pessoal 

Exemplo disso é a predominância do PL (direita) em todas as esferas, incluindo a maior bancada da Câmara dos Deputados. “Não é só uma disputa eleitoral. O movimento das novas direitas vem há muito tempo produzindo uma disputa cultural. O bolsonarismo, por exemplo, não é uma expressão de classe média, é um fenômeno de base popular com forte enraizamento social", analisa. 

O crescimento de votos à direita, segundo ele, é resultado de uma perda de espaço tanto da esquerda quanto do chamado “centrão”. “Temos visto algumas novidades em relação aos anos anteriores. Uma delas é uma mudança no comportamento do eleitorado brasileiro, que passou a votar de forma muito mais blocada, mais preocupado com a ideologia do que com o caráter nominal", explica. 

Ou seja, se antes a população se preocupava mais com a identificação de cada candidato, com essa identificação se sobrepondo à importância do partido ou alinhamento ideológico, agora essa priorização se inverteu.  

Outra novidade, segundo Silva, é a quantidade de eleições resolvidas no primeiro turno para os governos estaduais. No caso da Amazônia Legal, seis dos nove estados já tomaram sua decisão. O que resta, agora, é saber como será a eleição para presidente no segundo turno e os desdobramentos dessa escolha.  

“Se Lula conseguir o feito de virar o segundo turno, será confrontado com o cenário mais complicado que já enfrentou, com um Legislativo capitaneado pela oposição, pela extrema direita, e no Senado também, além de um Judiciário em frangalhos", resume. 

Nesse cenário, Lula pode enfrentar a perda de mecanismos tradicionais de controle orçamentário, tornando a governabilidade extremamente complexa. Por outro lado, Flávio Bolsonaro atuaria com a vantagem de ter a maioria do Congresso e do Senado ao seu lado, com maior capacidade de implementar sua forma de governar. 

“Com Flávio, podemos esperar que a pauta ambiental seja uma das primeiras a serem tratadas, seja pela maioria parlamentar da extrema direita ou pela adesão dos governadores eleitos na Amazônia Legal, vinculados a pautas do agronegócio e da mineração”, conclui. 

No caso dos senadores da região, o PL tem a maioria dos eleitos (seis de 18), seguido pelo MDB (quatro). Confira, abaixo, a distribuição e a comparação do Senado na Amazônia Legal em 2022 e 2026: 

 

Apenas homens foram eleitos como governadores no 1º turno 

O perfil que se desenha para a Amazônia Legal é majoritariamente formado por políticos homens, brancos e alinhados à direita. No caso dos governadores eleitores, todos são homens, sendo dois do PL, dois do PSD, um do PODEMOS e um do Republicanos. São eles: 

Amapá - Dr. Furlan (PSD) 

Maranhão - Eduardo Braide (PSD) 

Mato Grosso - Otaviano Pivetta (Republicanos) 

Pará - Dr. Daniel (Podemos) 

Rondônia - Marcos Rogério (PL) 

Roraima - Arthur Henrique (PL) 

Nenhum indígena eleito para Senado e Governo 

Nenhum representante indígena foi eleito para os cargos de Senado ou Governo nos nove estados que compõem a Amazônia Legal, apesar do bioma reunir a maior parte da população originária no Brasil, com cerca de 440 mil indígenas.  

A Bancada Indígena (também conhecida como Bancada do Cocar) é a organização dos candidatos feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Segundo a plataforma, havia dois candidatos ao Senado: Ismael Munduruku (REDE-AM) e Bartô Macuxi (PSOL-RR), mas que não chegou a 2% dos votos. 

Para o governo estadual, o único candidato da Amazônia Legal listado na Bancada do Concar era Isael Munduruku (REDE-AM), que ficou em penúltimo lugar na disputa, com apenas 0,55% dos votos válidos (total de 11,4 mil votos). 

Coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Toya Manchineri lembra que no passado havia governadores de esquerda na Amazônia, o que “mudou nos últimos anos". Em 2008, por exemplo, eram dois governadores do PT e dois do PDT nos estados da região. “A extrema-direita foi crescendo em cima da pauta do desenvolvimento, mas um desenvolvimento que não é inclusivo nem sustentável, e que beneficia apenas os grandes empresários e a elite brasileira", argumenta. 

Segundo ele, há um desequilíbrio entre o financiamento de campanhas de candidatos indígenas em comparação àquelas vinculadas ao agronegócio, à mineração e à grilagem. “Mesmo com a reeleição de Lula - que é um desejo do movimento indígena - estamos muito preocupados com o que está prestes a acontecer. Três senadores reeleitos votaram a favor do Marco Temporal e encampam campanhas contra o movimento e a demarcação de Terras Indígenas, e este é só um exemplo", declara. 

Manchineri também olha para o cenário da Pan-Amazônia com preocupação: “os governos desses países são pró-Trump e estão pautando a concessão das terras raras para os Estados Unidos. Na Amazônia brasileira, parte dessas terras raras está dentro de Terras Indígenas", finaliza. 

Três mulheres disputam o 2º turno para o governo estadual 

Apesar de nenhuma mulher ter sido eleita para o governo estadual no 1º turno, três candidatas disputam no 2º turno: Mailza Assis (PP-AC), Maria do Carmo (PL-AM) e Professora Dorinha (União Brasil -TO). 

Gleys Ramos, coordenadora do Observatório Transdisciplinar sobre Feminismo, Política e Métodos (OUTRAS) e professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), observa que a própria proporção de candidaturas de mulheres caiu drasticamente este ano. “Isso mostra que a política de cotas para mulheres não está sendo cumprida pelos partidos. 

 

Gleys Ramos, coordenadora do OUTRAS e professora da UFT, analisa a participação das mulheres na política. - Crédito: foto de acervo pessoal. 

“Não estamos mais falando de diminuição de mulheres na política, mas de exclusão efetiva. E isso não é à toa. Já vemos nas redes sociais até uma espécie de campanha à retirada do voto feminino, há um cenário de misoginia muito forte no país todo", reflete. 

Em 2018 e 2022, também não houve nenhuma mulher governadora eleita na Amazônia Legal e a única senadora eleita em 2022 foi a professora Dorinha. “Também precisamos analisar quem são essas mulheres eleitas. São mulheres da direita e da extrema direita em sua vasta maioria. Não são candidatas que vão discutir temas como os direitos femininos ou pobreza menstrual, por exemplo. São mulheres à frente de agendas de homens”, aponta Gleys. 

Candidatos que concorrem ao segundo turno na Amazônia Legal: 

Acre - Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos) 

Amazonas - Osmar Aziz (PSD) x Maria do Carmo (PL) 

Tocantins - Professora Dorinha (União Brasil) / Vicentinho Júnior (PSDB) 

Todos os senadores eleitos na Amazônia Legal: 

Acre - Marcio Bittar (PL) / Mara Rocha (Republicanos) 

Amapá - Rayssa Furlan (Podemos) / Lucas Barreto (PSD) 

Amazonas - Eduardo Braga (MDB) / Plínio Valério (PSDB) 

Maranhão - André Fufuca (PP) / Lahesio Bonfim (NOVO) 

Mato Grosso - Mauro Mendes (União) / Zé Medeiros (PL) 

Pará - Helder Barbalho (MDB) / Chicão (União Brasil) 

Rondônia - Fernando Máximo (PL) / Bruno Scheid (PL) 

Roraima - Nicoletti (PL) / Teresa Surita (MDB) 

Tocantins - Eduardo Gomes (PL) / Alexandre Guimarães (MDB) 

*Liberalismo econômico: teoria política, econômica e social que defende o livre mercado, o direito à propriedade privada e a liberdade individual das pessoas. Para alcançar esses ideais, a teoria defende que o Estado deve interferir pouco na sociedade. 

*Conservadorismo moral: corrente que prioriza a defesa de valores tradicionais, da ordem social, da religião e da estrutura familiar clássica; defensores costumam se opor a pautas progressistas, como a ampliação de direitos de comportamento e pautas identitárias.

Homens são 80% dos eleitos na Amazônia Legal; PL lidera no Senado

De acordo com Ivan Silva, vice-coordenador geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia (LEGAL), as eleições deste ano estão consagrando uma tendência que ele observa desde 2014

Assessoria
Publicada em 08 de outubro de 2026 às 19:21
Homens são 80% dos eleitos na Amazônia Legal; PL lidera no Senado

Texto: Alice Martins Morais. Edição: Natália Mello. Revisão de Carla Fischer. Fotos: capa - Agência Senado/ Entrevistados: acervo pessoal

Dos 18 senadores eleitos pela Amazônia Legal, um terço vem do Partido Liberal (PL) e apenas três mulheres foram eleitas para o cargo: Mara Rocha (Republicanos-AC), Rayssa Furlan (Podemos-AP) e Teresa Surita (MDB-RO). A maioria dos estados que compartilham da Amazônia Legal definiu o governante estadual já no primeiro turno: foram seis homens eleitos, com destaque novamente ao PL e ao Partido Social Democrático (PSD) - dois de cada partido -, além do Podemos e Republicanos (um eleito cada).

De acordo com Ivan Silva, vice-coordenador geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia (LEGAL), as eleições deste ano estão consagrando uma tendência que ele observa desde 2014: o crescimento de candidatos, em todas as esferas, do que ele nomeia como “novas direitas”, um conjunto de expressões políticas, ideológicas e sociais, que une características do liberalismo econômico* com o conservadorismo moral*. 

 

Ivan Silva, vice-coordenador geral do LEGAL, analisa o avanço das novas direitas na Amazônia - Crédito: foto de acervo pessoal 

Exemplo disso é a predominância do PL (direita) em todas as esferas, incluindo a maior bancada da Câmara dos Deputados. “Não é só uma disputa eleitoral. O movimento das novas direitas vem há muito tempo produzindo uma disputa cultural. O bolsonarismo, por exemplo, não é uma expressão de classe média, é um fenômeno de base popular com forte enraizamento social", analisa. 

O crescimento de votos à direita, segundo ele, é resultado de uma perda de espaço tanto da esquerda quanto do chamado “centrão”. “Temos visto algumas novidades em relação aos anos anteriores. Uma delas é uma mudança no comportamento do eleitorado brasileiro, que passou a votar de forma muito mais blocada, mais preocupado com a ideologia do que com o caráter nominal", explica. 

Ou seja, se antes a população se preocupava mais com a identificação de cada candidato, com essa identificação se sobrepondo à importância do partido ou alinhamento ideológico, agora essa priorização se inverteu.  

Outra novidade, segundo Silva, é a quantidade de eleições resolvidas no primeiro turno para os governos estaduais. No caso da Amazônia Legal, seis dos nove estados já tomaram sua decisão. O que resta, agora, é saber como será a eleição para presidente no segundo turno e os desdobramentos dessa escolha.  

“Se Lula conseguir o feito de virar o segundo turno, será confrontado com o cenário mais complicado que já enfrentou, com um Legislativo capitaneado pela oposição, pela extrema direita, e no Senado também, além de um Judiciário em frangalhos", resume. 

Nesse cenário, Lula pode enfrentar a perda de mecanismos tradicionais de controle orçamentário, tornando a governabilidade extremamente complexa. Por outro lado, Flávio Bolsonaro atuaria com a vantagem de ter a maioria do Congresso e do Senado ao seu lado, com maior capacidade de implementar sua forma de governar. 

“Com Flávio, podemos esperar que a pauta ambiental seja uma das primeiras a serem tratadas, seja pela maioria parlamentar da extrema direita ou pela adesão dos governadores eleitos na Amazônia Legal, vinculados a pautas do agronegócio e da mineração”, conclui. 

No caso dos senadores da região, o PL tem a maioria dos eleitos (seis de 18), seguido pelo MDB (quatro). Confira, abaixo, a distribuição e a comparação do Senado na Amazônia Legal em 2022 e 2026: 

 

Apenas homens foram eleitos como governadores no 1º turno 

O perfil que se desenha para a Amazônia Legal é majoritariamente formado por políticos homens, brancos e alinhados à direita. No caso dos governadores eleitores, todos são homens, sendo dois do PL, dois do PSD, um do PODEMOS e um do Republicanos. São eles: 

Amapá - Dr. Furlan (PSD) 

Maranhão - Eduardo Braide (PSD) 

Mato Grosso - Otaviano Pivetta (Republicanos) 

Pará - Dr. Daniel (Podemos) 

Rondônia - Marcos Rogério (PL) 

Roraima - Arthur Henrique (PL) 

Nenhum indígena eleito para Senado e Governo 

Nenhum representante indígena foi eleito para os cargos de Senado ou Governo nos nove estados que compõem a Amazônia Legal, apesar do bioma reunir a maior parte da população originária no Brasil, com cerca de 440 mil indígenas.  

A Bancada Indígena (também conhecida como Bancada do Cocar) é a organização dos candidatos feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Segundo a plataforma, havia dois candidatos ao Senado: Ismael Munduruku (REDE-AM) e Bartô Macuxi (PSOL-RR), mas que não chegou a 2% dos votos. 

Para o governo estadual, o único candidato da Amazônia Legal listado na Bancada do Concar era Isael Munduruku (REDE-AM), que ficou em penúltimo lugar na disputa, com apenas 0,55% dos votos válidos (total de 11,4 mil votos). 

Coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Toya Manchineri lembra que no passado havia governadores de esquerda na Amazônia, o que “mudou nos últimos anos". Em 2008, por exemplo, eram dois governadores do PT e dois do PDT nos estados da região. “A extrema-direita foi crescendo em cima da pauta do desenvolvimento, mas um desenvolvimento que não é inclusivo nem sustentável, e que beneficia apenas os grandes empresários e a elite brasileira", argumenta. 

Segundo ele, há um desequilíbrio entre o financiamento de campanhas de candidatos indígenas em comparação àquelas vinculadas ao agronegócio, à mineração e à grilagem. “Mesmo com a reeleição de Lula - que é um desejo do movimento indígena - estamos muito preocupados com o que está prestes a acontecer. Três senadores reeleitos votaram a favor do Marco Temporal e encampam campanhas contra o movimento e a demarcação de Terras Indígenas, e este é só um exemplo", declara. 

Manchineri também olha para o cenário da Pan-Amazônia com preocupação: “os governos desses países são pró-Trump e estão pautando a concessão das terras raras para os Estados Unidos. Na Amazônia brasileira, parte dessas terras raras está dentro de Terras Indígenas", finaliza. 

Três mulheres disputam o 2º turno para o governo estadual 

Apesar de nenhuma mulher ter sido eleita para o governo estadual no 1º turno, três candidatas disputam no 2º turno: Mailza Assis (PP-AC), Maria do Carmo (PL-AM) e Professora Dorinha (União Brasil -TO). 

Gleys Ramos, coordenadora do Observatório Transdisciplinar sobre Feminismo, Política e Métodos (OUTRAS) e professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), observa que a própria proporção de candidaturas de mulheres caiu drasticamente este ano. “Isso mostra que a política de cotas para mulheres não está sendo cumprida pelos partidos. 

 

Gleys Ramos, coordenadora do OUTRAS e professora da UFT, analisa a participação das mulheres na política. - Crédito: foto de acervo pessoal. 

“Não estamos mais falando de diminuição de mulheres na política, mas de exclusão efetiva. E isso não é à toa. Já vemos nas redes sociais até uma espécie de campanha à retirada do voto feminino, há um cenário de misoginia muito forte no país todo", reflete. 

Em 2018 e 2022, também não houve nenhuma mulher governadora eleita na Amazônia Legal e a única senadora eleita em 2022 foi a professora Dorinha. “Também precisamos analisar quem são essas mulheres eleitas. São mulheres da direita e da extrema direita em sua vasta maioria. Não são candidatas que vão discutir temas como os direitos femininos ou pobreza menstrual, por exemplo. São mulheres à frente de agendas de homens”, aponta Gleys. 

Candidatos que concorrem ao segundo turno na Amazônia Legal: 

Acre - Mailza Assis (PP) x Alan Rick (Republicanos) 

Amazonas - Osmar Aziz (PSD) x Maria do Carmo (PL) 

Tocantins - Professora Dorinha (União Brasil) / Vicentinho Júnior (PSDB) 

Todos os senadores eleitos na Amazônia Legal: 

Acre - Marcio Bittar (PL) / Mara Rocha (Republicanos) 

Amapá - Rayssa Furlan (Podemos) / Lucas Barreto (PSD) 

Amazonas - Eduardo Braga (MDB) / Plínio Valério (PSDB) 

Maranhão - André Fufuca (PP) / Lahesio Bonfim (NOVO) 

Mato Grosso - Mauro Mendes (União) / Zé Medeiros (PL) 

Pará - Helder Barbalho (MDB) / Chicão (União Brasil) 

Rondônia - Fernando Máximo (PL) / Bruno Scheid (PL) 

Roraima - Nicoletti (PL) / Teresa Surita (MDB) 

Tocantins - Eduardo Gomes (PL) / Alexandre Guimarães (MDB) 

*Liberalismo econômico: teoria política, econômica e social que defende o livre mercado, o direito à propriedade privada e a liberdade individual das pessoas. Para alcançar esses ideais, a teoria defende que o Estado deve interferir pouco na sociedade. 

*Conservadorismo moral: corrente que prioriza a defesa de valores tradicionais, da ordem social, da religião e da estrutura familiar clássica; defensores costumam se opor a pautas progressistas, como a ampliação de direitos de comportamento e pautas identitárias.

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