Indígenas de RO participam de oficinas contra violência doméstica

Projeto da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRO aproxima comunidades tradicionais do Poder Judiciário

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional - Publicada em 24 de agosto de 2026 às 20:07

Indígenas de RO participam de oficinas contra violência doméstica

Entre os dias 19 e 21 de agosto, o Poder Judiciário de Rondônia promoveu uma série de ações educativas voltadas ao combate e à prevenção da violência doméstica em terras indígenas na região de Espigão do Oeste. A iniciativa integra o Programa Justiça pela Paz em Casa, que é realizado no mês em que a Lei Maria da Penha celebra seu aniversário. O Projeto Travessia leva o Poder Judiciário até as comunidades tradicionais para fortalecer a garantia de direitos junto aos  indígenas da etnia Cinta Larga.

Desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), com o suporte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Projeto Travessia visa aproximar o Judiciário de populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas, promovendo diálogo direto e acessível.

A programação começou na Aldeia 14 de Abril, no dia 19 de agosto, onde os moradores participaram de oficinas instrutivas sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. No dia seguinte, a equipe da Comsiv estendeu as atividades à Aldeia Roosevelt, também da etnia Cinta Larga, dando continuidade às rodas de conversa.

As oficinas aconteceram em clima de interação e cordialidade, reunindo homens, mulheres e jovens indígenas. Conduzidas pelas assistentes sociais Jordânia Damasceno e Aline Sarges, ao lado da assistente jurídica Lorena Gorayeb, as palestras abordaram com clareza como identificar e denunciar os diferentes tipos de abusos: violências física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e vicária.

Representantes da comunidade ressaltaram a importância do aprendizado. Karina Cinta Larga, liderança feminina na Aldeia Roosevelt, destacou como as orientações trazem clareza para a proteção das mulheres locais, enquanto o cacique Valdemar Cinta Larga, da Aldeia 14 de Abril, reforçou o compromisso das lideranças na defesa dos direitos de seu povo. A assistente social Jordânia Damasceno pontuou que levar o conhecimento técnico respeitando as particularidades culturais é a chave para romper ciclos de violência e garantir que a Justiça alcance a todos.indigenas seguram placas com os nomes dos tipos de violência contra a mulher

Dinâmicas

Frases conhecidas e que carregam estigmas da violência foram debatidas com as comunidades. “Em briga de marido e mulher não se mete a colher” é um exemplo. Com cartões verde e vermelho, os participantes opinavam se concordavam ou não com os termos. Com linguagem simples e acessível, as servidoras envolvem o público e estimulam a participação, sem julgamentos sobre as opiniões, mas pontuando questões essenciais para que homens e mulheres possam identificar comportamentos e atitudes que podem evoluir para episódios de violência na convivência familiar.

Com placas com os nomes dos tipos de violências previstas na Lei Maria da Penha, os indígenas passaram a entender cada uma delas, com ilustrações e o diálogo com os profissionais do Comsiv-TJRO. Em seguida, as formas de procurar ajuda, denunciar e prevenir a ocorrência de casos na comunidade. Uso e abuso de álcool e drogas, frequência escolar, dentre outros assuntos, também foram abordados.

Formação

Na sexta-feira, 21,  ocorreu também a oficina formativa sobre o tema, realizada com os profissionais da Funai e da Divisão Especial de Saúde Indígena (DSEI), no Fórum Geral de Cacoal, oportunidade de instruir os profissionais que atuam diretamente junto aos territórios indígenas para que possam atuar na identificação, prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas.

profissionais da Funai e da saúde indígenas participam de formação numa roda de conversa

Esta é a segunda edição do projeto este ano. Na primeira foram atendidas comunidades na região do Vale do Guaporé. Em 2025, o Poder Judiciário também levou o projeto às comunidades tradicionais da região de Alta Floresta d' Oeste, Alto Alegre dos Parecis.

Indígenas de RO participam de oficinas contra violência doméstica

Projeto da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRO aproxima comunidades tradicionais do Poder Judiciário

Assessoria de Comunicação Institucional
Publicada em 24 de agosto de 2026 às 20:07
Indígenas de RO participam de oficinas contra violência doméstica

Entre os dias 19 e 21 de agosto, o Poder Judiciário de Rondônia promoveu uma série de ações educativas voltadas ao combate e à prevenção da violência doméstica em terras indígenas na região de Espigão do Oeste. A iniciativa integra o Programa Justiça pela Paz em Casa, que é realizado no mês em que a Lei Maria da Penha celebra seu aniversário. O Projeto Travessia leva o Poder Judiciário até as comunidades tradicionais para fortalecer a garantia de direitos junto aos  indígenas da etnia Cinta Larga.

Desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), com o suporte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Projeto Travessia visa aproximar o Judiciário de populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas, promovendo diálogo direto e acessível.

A programação começou na Aldeia 14 de Abril, no dia 19 de agosto, onde os moradores participaram de oficinas instrutivas sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. No dia seguinte, a equipe da Comsiv estendeu as atividades à Aldeia Roosevelt, também da etnia Cinta Larga, dando continuidade às rodas de conversa.

As oficinas aconteceram em clima de interação e cordialidade, reunindo homens, mulheres e jovens indígenas. Conduzidas pelas assistentes sociais Jordânia Damasceno e Aline Sarges, ao lado da assistente jurídica Lorena Gorayeb, as palestras abordaram com clareza como identificar e denunciar os diferentes tipos de abusos: violências física, psicológica, sexual, moral, patrimonial e vicária.

Representantes da comunidade ressaltaram a importância do aprendizado. Karina Cinta Larga, liderança feminina na Aldeia Roosevelt, destacou como as orientações trazem clareza para a proteção das mulheres locais, enquanto o cacique Valdemar Cinta Larga, da Aldeia 14 de Abril, reforçou o compromisso das lideranças na defesa dos direitos de seu povo. A assistente social Jordânia Damasceno pontuou que levar o conhecimento técnico respeitando as particularidades culturais é a chave para romper ciclos de violência e garantir que a Justiça alcance a todos.indigenas seguram placas com os nomes dos tipos de violência contra a mulher

Dinâmicas

Frases conhecidas e que carregam estigmas da violência foram debatidas com as comunidades. “Em briga de marido e mulher não se mete a colher” é um exemplo. Com cartões verde e vermelho, os participantes opinavam se concordavam ou não com os termos. Com linguagem simples e acessível, as servidoras envolvem o público e estimulam a participação, sem julgamentos sobre as opiniões, mas pontuando questões essenciais para que homens e mulheres possam identificar comportamentos e atitudes que podem evoluir para episódios de violência na convivência familiar.

Com placas com os nomes dos tipos de violências previstas na Lei Maria da Penha, os indígenas passaram a entender cada uma delas, com ilustrações e o diálogo com os profissionais do Comsiv-TJRO. Em seguida, as formas de procurar ajuda, denunciar e prevenir a ocorrência de casos na comunidade. Uso e abuso de álcool e drogas, frequência escolar, dentre outros assuntos, também foram abordados.

Formação

Na sexta-feira, 21,  ocorreu também a oficina formativa sobre o tema, realizada com os profissionais da Funai e da Divisão Especial de Saúde Indígena (DSEI), no Fórum Geral de Cacoal, oportunidade de instruir os profissionais que atuam diretamente junto aos territórios indígenas para que possam atuar na identificação, prevenção e combate à violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas.

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