Marcos Rogério vive encruzilhada eleitoral e pode ficar sem mandato em 2027

Hoje, o único porto seguro de Marcos Rogério nas eleições de 2026 seria disputar uma vaga de deputado federal ou estadual

Fonte: Redação - Publicada em 11 de janeiro de 2026 às 22:13

Marcos Rogério vive encruzilhada eleitoral e pode ficar sem mandato em 2027

Porto Velho, RO - O tabuleiro político de Rondônia começa a se mover mais cedo do que o previsto — e alguns nomes já sentem o vento frio da incerteza. Entre eles, o senador da extrema direita  Marcos Rogério (PL), que enfrenta talvez o momento mais delicado da sua trajetória política. A leitura nos bastidores é direta, quase seca: se errar o passo em 2026, pode ficar sem mandato em 2027.

Hoje, o único porto seguro de Marcos Rogério nas eleições de 2026 seria disputar uma vaga de deputado federal ou estadual. Fora disso, o risco cresce — e muito.Radicalismo isola e fecha portas

Ligado à ala mais radical da extrema direita do PL, Marcos Rogério não consegue construir pontes fora do seu próprio campo ideológico. Caso decida disputar o Governo de Rondônia, o cenário é ingrato: não teria apoio nem alianças  em um eventual segundo turno com a ala mais moderada ou com a esquerda. Política, como se sabe, não se ganha só com discurso — ganha-se com alianças. E aí mora o problema.

Se optar pela reeleição ao Senado, o caminho também é espinhoso. Moderados e esquerda não votam nele, sobretudo porque esse eleitorado já tem nome e sobrenome: Confúcio Moura (MDB).

Do outro lado, a direita não está unida — está fragmentada. Nomes como Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (UB) e Marcos Rocha (UB) disputam o mesmo eleitorado. Resultado? Muitos caciques, poucos votos concentrados.

Marcos Rogério está numa encruzilhada. Só existem dois caminhos — e os dois são complicados.

Marcos Rocha repensa o Senado

Enquanto isso, o governador Marcos Rocha (UB) também mexe suas peças. Após sete anos de gestão, sem conseguir resolver problemas simbólicos como o telhado do Pronto-Socorro João Paulo II, o governador, segundo fontes, passou a reconsiderar disputar uma das duas vagas ao Senado Federal.

 Mas nem tudo são flores: Rocha ainda precisaria se acertar com o  vice-governador, Sérgio Gonçalves (UB), com quem protagonizou, nos últimos meses, um linchamento moral que deixou cicatrizes visíveis.

Em pouco mais de quatro meses, o eleitor saberá se essa articulação tem base sólida ou se é apenas fumaça de bastidor.

Se Rocha entrar no páreo, a disputa esquenta

Nos partidos, também esquentam as disputas internas por vagas na Câmara Federal. 

O time de pré-candidatos do PSD é robusto: 

Jaqueline Cassol
Luiz Cláudio da Agricultura
Coronel Vital
Elias Rezende
Luana Rocha
Thiago Flores
Expedito Júnior


No PL, a lista começa com os seguintes nomes:

Coronel Crisóstomo
Lúcio Mosquini
Sandra Bagatolli (inelegível)
Pastor Val
Sofia Andrade
Hildon Chaves


O Podemos vem com:
Pastor Valadares
Jaiminho Gazola
Euma Tourinho
Delegado Camargo
Rafael O Fera
Delegado Flori


Já a Federação União Brasil–PP articula:
Maurício Carvalho
Hildon Chaves
Cristiane Lopes
Sérgio Gonçalves

Marcos Rogério vive encruzilhada eleitoral e pode ficar sem mandato em 2027

Hoje, o único porto seguro de Marcos Rogério nas eleições de 2026 seria disputar uma vaga de deputado federal ou estadual

Redação
Publicada em 11 de janeiro de 2026 às 22:13
Marcos Rogério vive encruzilhada eleitoral e pode ficar sem mandato em 2027

Porto Velho, RO - O tabuleiro político de Rondônia começa a se mover mais cedo do que o previsto — e alguns nomes já sentem o vento frio da incerteza. Entre eles, o senador da extrema direita  Marcos Rogério (PL), que enfrenta talvez o momento mais delicado da sua trajetória política. A leitura nos bastidores é direta, quase seca: se errar o passo em 2026, pode ficar sem mandato em 2027.

Hoje, o único porto seguro de Marcos Rogério nas eleições de 2026 seria disputar uma vaga de deputado federal ou estadual. Fora disso, o risco cresce — e muito.Radicalismo isola e fecha portas

Ligado à ala mais radical da extrema direita do PL, Marcos Rogério não consegue construir pontes fora do seu próprio campo ideológico. Caso decida disputar o Governo de Rondônia, o cenário é ingrato: não teria apoio nem alianças  em um eventual segundo turno com a ala mais moderada ou com a esquerda. Política, como se sabe, não se ganha só com discurso — ganha-se com alianças. E aí mora o problema.

Se optar pela reeleição ao Senado, o caminho também é espinhoso. Moderados e esquerda não votam nele, sobretudo porque esse eleitorado já tem nome e sobrenome: Confúcio Moura (MDB).

Do outro lado, a direita não está unida — está fragmentada. Nomes como Silvia Cristina (PP), Fernando Máximo (UB) e Marcos Rocha (UB) disputam o mesmo eleitorado. Resultado? Muitos caciques, poucos votos concentrados.

Marcos Rogério está numa encruzilhada. Só existem dois caminhos — e os dois são complicados.

Marcos Rocha repensa o Senado

Enquanto isso, o governador Marcos Rocha (UB) também mexe suas peças. Após sete anos de gestão, sem conseguir resolver problemas simbólicos como o telhado do Pronto-Socorro João Paulo II, o governador, segundo fontes, passou a reconsiderar disputar uma das duas vagas ao Senado Federal.

 Mas nem tudo são flores: Rocha ainda precisaria se acertar com o  vice-governador, Sérgio Gonçalves (UB), com quem protagonizou, nos últimos meses, um linchamento moral que deixou cicatrizes visíveis.

Em pouco mais de quatro meses, o eleitor saberá se essa articulação tem base sólida ou se é apenas fumaça de bastidor.

Se Rocha entrar no páreo, a disputa esquenta

Nos partidos, também esquentam as disputas internas por vagas na Câmara Federal. 

O time de pré-candidatos do PSD é robusto: 

Jaqueline Cassol
Luiz Cláudio da Agricultura
Coronel Vital
Elias Rezende
Luana Rocha
Thiago Flores
Expedito Júnior


No PL, a lista começa com os seguintes nomes:

Coronel Crisóstomo
Lúcio Mosquini
Sandra Bagatolli (inelegível)
Pastor Val
Sofia Andrade
Hildon Chaves


O Podemos vem com:
Pastor Valadares
Jaiminho Gazola
Euma Tourinho
Delegado Camargo
Rafael O Fera
Delegado Flori


Já a Federação União Brasil–PP articula:
Maurício Carvalho
Hildon Chaves
Cristiane Lopes
Sérgio Gonçalves

Comentários

  • 1
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    Alan 12/01/2026

    Pela reportagem sobre o senador Marcos Rogério da dificuldade de se reeleger como senador ou eleger governador, podemos dizer que tem uma similaridade com o finado senador Odacir Soares. Pois, no processo de impeachment do Collor o finado senador foi um Pitbull em defesa de Collor na CPI, igualzinho o Marcos Rogério na CPI da COVID defendendo Bolsonaro como um Pitbull. Odacir depois desta defesa de Collor nunca mais conseguiu se eleger para nada, saiu candidato a governador, reeleição para senado, deputado federal e estadual e todas com derrota. Marcos Rogério tentou governador em 2022 e perdeu, será que ele será uma fotocópia do finado Odacir na política rondoniense?

  • 2
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    Carlson Lima 12/01/2026

    Rondônia tá esse caos absoluto devido a essas tranqueiras que estão em destaque e no poder. O pobre burguês tem que entender que a direita sempre explorou os pobres, é só fazer leitura sobre a História do Brasil. Simples assim!!!!!

  • 3
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    Moises cunha 12/01/2026

    O ex Prefeito Hildon Chaves, vai saí candidato a Deputado Federal por dois partidos é ? Pelo PL e União Brasil ? É o que está escrito lá em cima. 🤔

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