O que observar na pele e quando procurar atendimento

Com onze casos confirmados no Estado em 2026, especialista explica como diferenciar os sintomas, reduzir riscos e evitar desinformação

Fonte: Assessoria/Afya - Publicada em 09 de março de 2026 às 21:38

O que observar na pele e quando procurar atendimento

Com a confirmação de onze casos de mpox em Rondônia neste ano, segundo dados atualizados da vigilância estadual, o tema voltou ao radar da população. Em todo o Brasil, são mais de 90 casos confirmados em 2026 até o momento, sem registro de óbitos neste período.

O número é considerado baixo, mas especialistas alertam: vigilância e informação são fundamentais para evitar a propagação. “Não há indício de surto descontrolado. O cenário não é alarmante, mas exige vigilância contínua para identificar precocemente os casos e interromper cadeias de transmissão”, explica a médica infectologista e docente da Afya São Lucas, Rayra Menezes de Almeida.

Mpox ou varicela (catapora)? Como diferenciar

Nos primeiros dias, pode haver confusão com outras infecções que também provocam lesões na pele. Entre os diagnósticos diferenciais mais importantes está a varicela (catapora), doença viral comum que também causa lesões vesiculares.

A principal diferença está no padrão das lesões e na evolução do quadro. “Na varicela, é comum que as lesões apareçam em diferentes estágios ao mesmo tempo — algumas manchas, algumas bolhas e outras já em crosta. Já na mpox, as lesões tendem a evoluir de forma mais uniforme, permanecendo no mesmo estágio ao mesmo tempo”, explica dra. Rayra.

A mpox tem período de incubação de 3 a 21 dias (em média, de 7 a 14 dias). Pode começar com febre, dor de cabeça, dores musculares e ínguas (linfonodos inchados), mas em alguns casos as lesões de pele surgem primeiro.

As manchas evoluem de forma característica:

● Começam como manchas planas

● Tornam-se lesões elevadas

● Evoluem para bolhas

● Podem formar pústulas (com pus)

● Finalizam com crostas

As lesões costumam ser dolorosas, profundas e, muitas vezes, com uma pequena depressão central. Frequentemente começam na região genital ou perianal e podem atingir palmas das mãos e plantas dos pés.

Já a varicela costuma apresentar lesões que aparecem em diferentes estágios ao mesmo tempo. É comum observar manchas, bolhas com líquido e crostas coexistindo na pele, geralmente acompanhadas de coceira intensa. As lesões costumam surgir primeiro no tronco e depois se espalham para outras partes do corpo.

“A diferença principal é que, na varicela, as lesões aparecem em fases diferentes ao mesmo tempo e costumam causar bastante coceira. Já na mpox, as lesões evoluem de forma mais uniforme, passando pelos mesmos estágios juntas — de manchas para bolhas, depois pus e crostas — e costumam ser mais profundas e dolorosas, além de frequentemente haver aumento das ínguas”, esclarece a Enfermeira Márcia Kades, docente da Afya Ji-Paraná.

Como ocorre a transmissão

A transmissão da mpox acontece principalmente por contato direto com lesões de pele de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer por:

● Contato íntimo e sexual

● Abraços, beijos e toque direto

● Gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado

● Compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis

● Transmissão da mãe para o bebê

● Contato com animais infectados (pequenos roedores)

Os grupos com maior risco de complicações incluem pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas e gestantes.

A enfermeira Márcia Kades, reforça a importância do isolamento precoce. “Mesmo com poucos casos, a identificação rápida e o isolamento domiciliar até a queda total das crostas são medidas essenciais para evitar a disseminação”, orienta.

Quando procurar atendimento?

A recomendação é buscar avaliação médica se, até 21 dias após contato com pessoa infectada, surgirem:

● Febre alta persistente

● Lesões extensas ou muito dolorosas

● Inchaço importante de linfonodos

● Dificuldade para respirar ou engolir

● Sinais de infecção na pele (vermelhidão intensa, secreção)

● Piora do estado geral

“Qualquer agravamento ou surgimento de sintomas intensos deve ser avaliado. O diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a transmissão”, destaca Rayra.

Especialistas orientam medidas simples, mas eficazes:

● Evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas

● Não compartilhar objetos pessoais

● Higienizar as mãos com frequência

● Cobrir lesões expostas

● Utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios

● Manter isolamento domiciliar até a queda das crostas

“A informação correta evita pânico e também evita negligência. O equilíbrio entre vigilância e tranquilidade é fundamental neste momento”, pontua Márcia Kades.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).

Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

O que observar na pele e quando procurar atendimento

Com onze casos confirmados no Estado em 2026, especialista explica como diferenciar os sintomas, reduzir riscos e evitar desinformação

Assessoria/Afya
Publicada em 09 de março de 2026 às 21:38
O que observar na pele e quando procurar atendimento

Com a confirmação de onze casos de mpox em Rondônia neste ano, segundo dados atualizados da vigilância estadual, o tema voltou ao radar da população. Em todo o Brasil, são mais de 90 casos confirmados em 2026 até o momento, sem registro de óbitos neste período.

O número é considerado baixo, mas especialistas alertam: vigilância e informação são fundamentais para evitar a propagação. “Não há indício de surto descontrolado. O cenário não é alarmante, mas exige vigilância contínua para identificar precocemente os casos e interromper cadeias de transmissão”, explica a médica infectologista e docente da Afya São Lucas, Rayra Menezes de Almeida.

Mpox ou varicela (catapora)? Como diferenciar

Nos primeiros dias, pode haver confusão com outras infecções que também provocam lesões na pele. Entre os diagnósticos diferenciais mais importantes está a varicela (catapora), doença viral comum que também causa lesões vesiculares.

A principal diferença está no padrão das lesões e na evolução do quadro. “Na varicela, é comum que as lesões apareçam em diferentes estágios ao mesmo tempo — algumas manchas, algumas bolhas e outras já em crosta. Já na mpox, as lesões tendem a evoluir de forma mais uniforme, permanecendo no mesmo estágio ao mesmo tempo”, explica dra. Rayra.

A mpox tem período de incubação de 3 a 21 dias (em média, de 7 a 14 dias). Pode começar com febre, dor de cabeça, dores musculares e ínguas (linfonodos inchados), mas em alguns casos as lesões de pele surgem primeiro.

As manchas evoluem de forma característica:

● Começam como manchas planas

● Tornam-se lesões elevadas

● Evoluem para bolhas

● Podem formar pústulas (com pus)

● Finalizam com crostas

As lesões costumam ser dolorosas, profundas e, muitas vezes, com uma pequena depressão central. Frequentemente começam na região genital ou perianal e podem atingir palmas das mãos e plantas dos pés.

Já a varicela costuma apresentar lesões que aparecem em diferentes estágios ao mesmo tempo. É comum observar manchas, bolhas com líquido e crostas coexistindo na pele, geralmente acompanhadas de coceira intensa. As lesões costumam surgir primeiro no tronco e depois se espalham para outras partes do corpo.

“A diferença principal é que, na varicela, as lesões aparecem em fases diferentes ao mesmo tempo e costumam causar bastante coceira. Já na mpox, as lesões evoluem de forma mais uniforme, passando pelos mesmos estágios juntas — de manchas para bolhas, depois pus e crostas — e costumam ser mais profundas e dolorosas, além de frequentemente haver aumento das ínguas”, esclarece a Enfermeira Márcia Kades, docente da Afya Ji-Paraná.

Como ocorre a transmissão

A transmissão da mpox acontece principalmente por contato direto com lesões de pele de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer por:

● Contato íntimo e sexual

● Abraços, beijos e toque direto

● Gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado

● Compartilhamento de roupas, toalhas e lençóis

● Transmissão da mãe para o bebê

● Contato com animais infectados (pequenos roedores)

Os grupos com maior risco de complicações incluem pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas e gestantes.

A enfermeira Márcia Kades, reforça a importância do isolamento precoce. “Mesmo com poucos casos, a identificação rápida e o isolamento domiciliar até a queda total das crostas são medidas essenciais para evitar a disseminação”, orienta.

Quando procurar atendimento?

A recomendação é buscar avaliação médica se, até 21 dias após contato com pessoa infectada, surgirem:

● Febre alta persistente

● Lesões extensas ou muito dolorosas

● Inchaço importante de linfonodos

● Dificuldade para respirar ou engolir

● Sinais de infecção na pele (vermelhidão intensa, secreção)

● Piora do estado geral

“Qualquer agravamento ou surgimento de sintomas intensos deve ser avaliado. O diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a transmissão”, destaca Rayra.

Especialistas orientam medidas simples, mas eficazes:

● Evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas

● Não compartilhar objetos pessoais

● Higienizar as mãos com frequência

● Cobrir lesões expostas

● Utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios

● Manter isolamento domiciliar até a queda das crostas

“A informação correta evita pânico e também evita negligência. O equilíbrio entre vigilância e tranquilidade é fundamental neste momento”, pontua Márcia Kades.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).

Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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