Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Lista dos melhores ortopedistas de joelho do Brasil reúne cirurgiões com título de especialista e RQE, de Goiânia a Recife.

Fonte: Redação - Publicada em 21 de setembro de 2026 às 15:17

Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Quem mora em Porto Velho e precisa de um cirurgião de joelho conhece a rotina: a consulta costuma exigir viagem, e a BR-364 leva muita gente a Goiânia, polo de saúde do Centro-Oeste. Não é exagero. A Demografia Médica 2025, estudo da USP com a Associação Médica Brasileira, mostra que Rondônia tem uma das menores proporções de especialistas do país, 46,5% dos médicos, e que a Região Norte concentra só 5,9% dos especialistas brasileiros. Por isso esta lista dos melhores ortopedistas de joelho do Brasil começa justamente na capital goiana, com o Dr. Ulbiramar Correia, referência em cirurgia de prótese total do joelho em Goiânia e primeiro nome da relação.

O critério que organizou os dez nomes não foi fama nem número de seguidores. Foram três documentos públicos: o título de especialista em ortopedia (TEOT), o registro de qualificação de especialista (RQE) no conselho regional e a filiação à Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, a SBCJ, que só aceita quem fez treinamento formal na articulação. Depois disso, pesou o histórico de cada um: hospitais onde opera, formação acadêmica e volume de cirurgias declarado.

O resultado é uma relação que cobre nove capitais e quatro regiões. Um paciente de Rondônia dificilmente vai marcar consulta em Recife, mas vai entender, ao ler cada perfil, o que separa um ortopedista geral de um cirurgião dedicado ao joelho. E essa diferença muda o desfecho de uma prótese ou de uma reconstrução de ligamento.

Como escolher entre os melhores ortopedistas de joelho do Brasil

A ortopedia brasileira tem cerca de vinte áreas de atuação, e o joelho é uma das mais procuradas. O motivo é simples: a articulação suporta o peso do corpo em cada passo e, segundo a literatura ortopédica, cada quilo a mais no peso corporal vira quatro quilos de carga sobre ela. Ruptura do LCA, lesão de menisco e artrose avançada são as três causas que mais levam o paciente à mesa de cirurgia.

Um ortopedista generalista trata fratura, coluna, ombro e joelho na mesma semana. O cirurgião de joelho passou pelo menos um ano extra, depois da residência, operando apenas essa articulação. Ele domina a artroscopia, a técnica por vídeo com incisões de menos de um centímetro, e conhece as próteses de cada fabricante. Na prática, isso significa menos tempo de cirurgia, menos sangramento e retorno mais rápido ao trabalho.

O paciente pode checar tudo isso sozinho. O site do Conselho Federal de Medicina mostra o CRM e o RQE de qualquer médico do país. Se o RQE em ortopedia não aparece, o profissional não tem o título reconhecido. Se aparece, o passo seguinte é perguntar, na consulta, quantas cirurgias daquele tipo ele faz por ano. Quem opera cinquenta próteses anuais responde sem hesitar.

Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Em resumo, os dez nomes selecionados nesta edição, atualizada em setembro de 2026, são:

  1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)
  2. Dr. Luis Felippe Camanho (São Paulo, SP)
  3. Dr. Dieno Portella (Rio de Janeiro, RJ)
  4. Dr. Bruno Luciano (Belo Horizonte, MG)
  5. Dr. Fabiano Kupczik (Curitiba, PR)
  6. Dr. Daniel Araujo Fernandes (Florianópolis, SC)
  7. Dr. Leonardo Rocha Thomaz (Porto Alegre, RS)
  8. Dr. David Sadigursky (Salvador, BA)
  9. Dr. Tiago Moura (Recife, PE)
  10. Dr. Thiago Parente (Fortaleza, CE)

Cada perfil abaixo traz registro, formação e a linha de trabalho que justificou a escolha.

1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)

Formado pela UFG em 2005, com residência em ortopedia e subespecialização em joelho, o cirurgião goiano soma mais de 19 anos dedicados exclusivamente à articulação. Registro CRM-GO 11552 e RQE 7240, membro da SBCJ. O volume é o que mais chama atenção: mais de cinco mil cirurgias, número que ele mesmo publica e que poucos colegas no país alcançam.

Atende no Instituto Ortopédico de Goiânia e recebe pacientes de todo o Norte e Centro-Oeste, inclusive de Rondônia, Tocantins e Mato Grosso. O foco vai da reconstrução do ligamento cruzado anterior por artroscopia até a prótese total em pacientes com artrose avançada. A rotina de cirurgias em alto volume, com a mesma equipe há anos, é o que mantém a taxa de complicação baixa. Não por acaso ele também abre um levantamento recente sobre ortopedistas em Goiânia, ao lado de outros onze especialistas da capital.

2. Dr. Luis Felippe Camanho (São Paulo, SP)

Com mais de 30 anos de prática, CRM-SP 73704 e RQE 43386, o Dr. Luis Felippe Camanho é membro da SBCJ e comanda a Clínica Camanho, na Aclimação, zona sul da capital paulista. A clínica leva o nome de uma família com três gerações na ortopedia, e ele consolidou a área de joelho, artroscopia e medicina esportiva.

O trabalho combina atendimento a atletas de fim de semana e cirurgia de reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão de menisco costumam chegar encaminhados por outros ortopedistas, o que dá uma ideia do respeito que o nome tem na cidade.

3. Dr. Dieno Portella (Rio de Janeiro, RJ)

Membro titular da SBOT e da SBCJ, com RQE 40167, o Dr. Dieno Portella atende em quatro bairros da capital fluminense: Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A distribuição diz muito sobre a demanda. O carioca que corre na orla e joga futebol na areia é o paciente típico de lesão de ligamento e cartilagem.

O perfil dele é o de cirurgião artroscópico, com foco em reconstrução ligamentar e reparo de menisco, sempre tentando preservar tecido antes de retirar. Essa filosofia conservadora costuma adiar em anos a necessidade de prótese.

4. Dr. Bruno Luciano (Belo Horizonte, MG)

Especializado em joelho pelo Hospital Madre Teresa, o Dr. Bruno Luciano (CRM-MG 46379, RQE 24945) coordena o serviço de ortopedia do Hospital João XXIII, o maior pronto-socorro de trauma de Minas Gerais. Quem passa por ali opera joelhos destruídos em acidentes de moto e volta ao consultório com uma bagagem que o cirurgião eletivo não tem.

Ele fundou o Centro Ortopédico Belo Horizonte e concentrou a atuação em técnicas minimamente invasivas há mais de uma década. A mistura de trauma pesado e cirurgia eletiva faz dele um dos nomes mais completos da capital mineira.

5. Dr. Fabiano Kupczik (Curitiba, PR)

Poucos cirurgiões de joelho do país têm doutorado em Ciências pela USP. O Dr. Fabiano Kupczik, graduado pela UFPR em 1998, com CRM-PR 16893 e RQE 11718, é um deles. A produção acadêmica se soma a uma agenda cirúrgica ativa em Curitiba, e ele é presença frequente em congressos da SBCJ.

O trabalho de pesquisa se reflete no consultório: o paciente recebe explicação sobre evidência científica de cada técnica, algo raro no atendimento apressado do dia a dia. Reconstruções ligamentares e cirurgias de cartilagem são o núcleo da prática.

6. Dr. Daniel Araujo Fernandes (Florianópolis, SC)

Professor de cirurgia ortopédica da Universidade Federal de Santa Catarina, o Dr. Daniel Araujo Fernandes (CRM-SC 18567, RQE 10353) é mestre em Ciências do Movimento Humano e fez a especialização em quadril e joelho no Paraná, pela UFPR. Em Florianópolis, é o nome que os próprios residentes indicam para casos difíceis.

A formação dupla, em quadril e joelho, ajuda no paciente idoso que chega com artrose nas duas articulações. Ele decide o que operar primeiro com base na mecânica da marcha, e não apenas na queixa de dor.

7. Dr. Leonardo Rocha Thomaz (Porto Alegre, RS)

Com registro CREMERS 42575 e RQE 36446, o Dr. Leonardo Rocha Thomaz integra o corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento, da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Mãe de Deus, três das maiores instituições de Porto Alegre. A especialidade dele é a prótese total de joelho com auxílio de robô, técnica ainda restrita a poucos centros no Brasil.

A cirurgia robótica não substitui o cirurgião. Ela ajuda a posicionar o implante com precisão de um grau, o que pode aumentar a durabilidade da prótese. Ele também opera ligamentos, meniscos e osteotomias, os cortes ósseos que corrigem o alinhamento da perna.

8. Dr. David Sadigursky (Salvador, BA)

Formado pela Universidade Federal da Bahia, mestre pelo Instituto de Ortopedia da USP, com pesquisa em joelho, e doutor pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, o Dr. David Sadigursky é preceptor e membro do grupo de joelho do Hospital COT e do Hospital Mater Dei, em Salvador. É membro também da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia Esportiva.

Ser preceptor significa ensinar os ortopedistas em formação a operar. Quem forma cirurgiões costuma ser rigoroso com a própria técnica, e o consultório dele recebe pacientes de todo o interior baiano com dor crônica no joelho.

9. Dr. Tiago Moura (Recife, PE)

Ortopedista e traumatologista com CRM-PE 15791, RQE 1865 e título de especialista TEOT 13045, o Dr. Tiago Moura atende em Recife e no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana. A atuação na costa pernambucana envolve muito paciente jovem, surfista e jogador de futebol de várzea, com lesão aguda de ligamento.

Ele é um dos poucos especialistas em joelho que mantém consultório fora da capital, o que reduz o deslocamento de quem mora no litoral sul do estado. Reconstrução ligamentar e artroscopia de menisco são os procedimentos mais frequentes.

10. Dr. Thiago Parente (Fortaleza, CE)

Graduado pela Universidade Federal de Campina Grande, com residência no Instituto Dr. José Frota e especialização em joelho e medicina esportiva em São Paulo, o Dr. Thiago Parente Neiva Gomes tem CRM-CE 13558 e RQE 7539. Reúne os títulos das três sociedades da área: SBOT, SBCJ e SBRATE. Fez ainda mestrado em tecnologia minimamente invasiva.

Há mais de dez anos dedicado ao joelho, ele fechou a lista com um perfil parecido com o do primeiro colocado: formação sólida, vínculo com hospital de ensino e agenda cirúrgica cheia. No Nordeste, poucos reúnem essa combinação.

Quando o joelho pede um especialista

Nem toda dor precisa de cirurgião. Uma tendinite em corredor iniciante melhora com fisioterapia e ajuste de treino. O sinal de alerta é outro: joelho que trava, que falseia ao descer escada, que incha depois de esforço leve ou que dói à noite sem carga. Esses quatro sintomas apontam para menisco, ligamento ou cartilagem, e aí o ortopedista geral deve encaminhar ao especialista.

O tempo importa. Uma ruptura do LCA não tratada deixa o joelho instável, e cada falseio novo machuca o menisco e a cartilagem. Estudos brasileiros mostram que entre 50% e 70% das lesões de LCA já chegam ao cirurgião com o menisco comprometido. Quanto mais cedo a consulta, menos estruturas precisam de reparo.

Já na artrose, a lógica se inverte. A prótese é o último recurso, e um bom especialista passa anos segurando o paciente com fisioterapia, controle de peso e infiltrações antes de indicar o implante. Quando a hora chega, os dados do DATASUS mostram que as artroplastias de joelho cresceram 52% no país depois da pandemia, e as próteses atuais duram mais de 20 anos em 90% dos casos.

O que muda para quem sai de Rondônia

Para o paciente de Porto Velho, Ji-Paraná ou Vilhena, a viagem faz parte do tratamento. Quem opta por Goiânia costuma resolver consulta, exames de imagem e cirurgia em uma única semana, e volta para casa com o plano de fisioterapia para fazer no próprio município. Vale marcar a consulta com os exames já na mão: ressonância magnética do joelho e radiografia com carga poupam uma segunda viagem.

Outro ponto é o retorno. Cirurgia de ligamento exige revisão em 15 dias, 45 dias e três meses. Muitos dos especialistas desta lista fazem os retornos por videochamada quando a evolução está dentro do esperado, o que reduz o custo total para quem mora longe. Perguntar sobre isso na primeira consulta evita surpresa.

Perguntas frequentes sobre ortopedistas de joelho

Qual a diferença entre ortopedista e cirurgião de joelho?

Todo cirurgião de joelho é ortopedista, mas o contrário não vale. O ortopedista tem residência de três anos e trata o aparelho locomotor inteiro. O especialista em joelho fez, depois disso, ao menos um ano de treinamento só nessa articulação e tem o registro da área no conselho de medicina.

Como saber se o médico é mesmo especialista em joelho?

Basta consultar o portal do Conselho Federal de Medicina pelo nome ou pelo CRM. A ficha mostra o RQE de ortopedia e traumatologia. A filiação à SBCJ aparece no site da sociedade. Sem esses dois registros, o título de "especialista em joelho" é apenas uma descrição de marketing.

Toda dor no joelho termina em cirurgia?

Não. A maior parte das queixas melhora com fisioterapia, fortalecimento e ajuste de atividade. A cirurgia entra quando há lesão estrutural confirmada por exame, como ruptura de ligamento, menisco travando a articulação ou artrose que não responde mais ao tratamento clínico depois de meses de tentativa.

Leia também: problema no joelho pode fazer jump.

Escolher entre os melhores ortopedistas de joelho do Brasil, no fim das contas, é uma questão de conferir registro, perguntar volume e observar como o médico explica o problema. Quem faz esses três passos antes de entrar no centro cirúrgico raramente se arrepende da escolha.

Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Lista dos melhores ortopedistas de joelho do Brasil reúne cirurgiões com título de especialista e RQE, de Goiânia a Recife.

Redação
Publicada em 21 de setembro de 2026 às 15:17
Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Quem mora em Porto Velho e precisa de um cirurgião de joelho conhece a rotina: a consulta costuma exigir viagem, e a BR-364 leva muita gente a Goiânia, polo de saúde do Centro-Oeste. Não é exagero. A Demografia Médica 2025, estudo da USP com a Associação Médica Brasileira, mostra que Rondônia tem uma das menores proporções de especialistas do país, 46,5% dos médicos, e que a Região Norte concentra só 5,9% dos especialistas brasileiros. Por isso esta lista dos melhores ortopedistas de joelho do Brasil começa justamente na capital goiana, com o Dr. Ulbiramar Correia, referência em cirurgia de prótese total do joelho em Goiânia e primeiro nome da relação.

O critério que organizou os dez nomes não foi fama nem número de seguidores. Foram três documentos públicos: o título de especialista em ortopedia (TEOT), o registro de qualificação de especialista (RQE) no conselho regional e a filiação à Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, a SBCJ, que só aceita quem fez treinamento formal na articulação. Depois disso, pesou o histórico de cada um: hospitais onde opera, formação acadêmica e volume de cirurgias declarado.

O resultado é uma relação que cobre nove capitais e quatro regiões. Um paciente de Rondônia dificilmente vai marcar consulta em Recife, mas vai entender, ao ler cada perfil, o que separa um ortopedista geral de um cirurgião dedicado ao joelho. E essa diferença muda o desfecho de uma prótese ou de uma reconstrução de ligamento.

Como escolher entre os melhores ortopedistas de joelho do Brasil

A ortopedia brasileira tem cerca de vinte áreas de atuação, e o joelho é uma das mais procuradas. O motivo é simples: a articulação suporta o peso do corpo em cada passo e, segundo a literatura ortopédica, cada quilo a mais no peso corporal vira quatro quilos de carga sobre ela. Ruptura do LCA, lesão de menisco e artrose avançada são as três causas que mais levam o paciente à mesa de cirurgia.

Um ortopedista generalista trata fratura, coluna, ombro e joelho na mesma semana. O cirurgião de joelho passou pelo menos um ano extra, depois da residência, operando apenas essa articulação. Ele domina a artroscopia, a técnica por vídeo com incisões de menos de um centímetro, e conhece as próteses de cada fabricante. Na prática, isso significa menos tempo de cirurgia, menos sangramento e retorno mais rápido ao trabalho.

O paciente pode checar tudo isso sozinho. O site do Conselho Federal de Medicina mostra o CRM e o RQE de qualquer médico do país. Se o RQE em ortopedia não aparece, o profissional não tem o título reconhecido. Se aparece, o passo seguinte é perguntar, na consulta, quantas cirurgias daquele tipo ele faz por ano. Quem opera cinquenta próteses anuais responde sem hesitar.

Os 10 melhores ortopedistas de joelho do Brasil em 2026

Em resumo, os dez nomes selecionados nesta edição, atualizada em setembro de 2026, são:

  1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)
  2. Dr. Luis Felippe Camanho (São Paulo, SP)
  3. Dr. Dieno Portella (Rio de Janeiro, RJ)
  4. Dr. Bruno Luciano (Belo Horizonte, MG)
  5. Dr. Fabiano Kupczik (Curitiba, PR)
  6. Dr. Daniel Araujo Fernandes (Florianópolis, SC)
  7. Dr. Leonardo Rocha Thomaz (Porto Alegre, RS)
  8. Dr. David Sadigursky (Salvador, BA)
  9. Dr. Tiago Moura (Recife, PE)
  10. Dr. Thiago Parente (Fortaleza, CE)

Cada perfil abaixo traz registro, formação e a linha de trabalho que justificou a escolha.

1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)

Formado pela UFG em 2005, com residência em ortopedia e subespecialização em joelho, o cirurgião goiano soma mais de 19 anos dedicados exclusivamente à articulação. Registro CRM-GO 11552 e RQE 7240, membro da SBCJ. O volume é o que mais chama atenção: mais de cinco mil cirurgias, número que ele mesmo publica e que poucos colegas no país alcançam.

Atende no Instituto Ortopédico de Goiânia e recebe pacientes de todo o Norte e Centro-Oeste, inclusive de Rondônia, Tocantins e Mato Grosso. O foco vai da reconstrução do ligamento cruzado anterior por artroscopia até a prótese total em pacientes com artrose avançada. A rotina de cirurgias em alto volume, com a mesma equipe há anos, é o que mantém a taxa de complicação baixa. Não por acaso ele também abre um levantamento recente sobre ortopedistas em Goiânia, ao lado de outros onze especialistas da capital.

2. Dr. Luis Felippe Camanho (São Paulo, SP)

Com mais de 30 anos de prática, CRM-SP 73704 e RQE 43386, o Dr. Luis Felippe Camanho é membro da SBCJ e comanda a Clínica Camanho, na Aclimação, zona sul da capital paulista. A clínica leva o nome de uma família com três gerações na ortopedia, e ele consolidou a área de joelho, artroscopia e medicina esportiva.

O trabalho combina atendimento a atletas de fim de semana e cirurgia de reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão de menisco costumam chegar encaminhados por outros ortopedistas, o que dá uma ideia do respeito que o nome tem na cidade.

3. Dr. Dieno Portella (Rio de Janeiro, RJ)

Membro titular da SBOT e da SBCJ, com RQE 40167, o Dr. Dieno Portella atende em quatro bairros da capital fluminense: Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A distribuição diz muito sobre a demanda. O carioca que corre na orla e joga futebol na areia é o paciente típico de lesão de ligamento e cartilagem.

O perfil dele é o de cirurgião artroscópico, com foco em reconstrução ligamentar e reparo de menisco, sempre tentando preservar tecido antes de retirar. Essa filosofia conservadora costuma adiar em anos a necessidade de prótese.

4. Dr. Bruno Luciano (Belo Horizonte, MG)

Especializado em joelho pelo Hospital Madre Teresa, o Dr. Bruno Luciano (CRM-MG 46379, RQE 24945) coordena o serviço de ortopedia do Hospital João XXIII, o maior pronto-socorro de trauma de Minas Gerais. Quem passa por ali opera joelhos destruídos em acidentes de moto e volta ao consultório com uma bagagem que o cirurgião eletivo não tem.

Ele fundou o Centro Ortopédico Belo Horizonte e concentrou a atuação em técnicas minimamente invasivas há mais de uma década. A mistura de trauma pesado e cirurgia eletiva faz dele um dos nomes mais completos da capital mineira.

5. Dr. Fabiano Kupczik (Curitiba, PR)

Poucos cirurgiões de joelho do país têm doutorado em Ciências pela USP. O Dr. Fabiano Kupczik, graduado pela UFPR em 1998, com CRM-PR 16893 e RQE 11718, é um deles. A produção acadêmica se soma a uma agenda cirúrgica ativa em Curitiba, e ele é presença frequente em congressos da SBCJ.

O trabalho de pesquisa se reflete no consultório: o paciente recebe explicação sobre evidência científica de cada técnica, algo raro no atendimento apressado do dia a dia. Reconstruções ligamentares e cirurgias de cartilagem são o núcleo da prática.

6. Dr. Daniel Araujo Fernandes (Florianópolis, SC)

Professor de cirurgia ortopédica da Universidade Federal de Santa Catarina, o Dr. Daniel Araujo Fernandes (CRM-SC 18567, RQE 10353) é mestre em Ciências do Movimento Humano e fez a especialização em quadril e joelho no Paraná, pela UFPR. Em Florianópolis, é o nome que os próprios residentes indicam para casos difíceis.

A formação dupla, em quadril e joelho, ajuda no paciente idoso que chega com artrose nas duas articulações. Ele decide o que operar primeiro com base na mecânica da marcha, e não apenas na queixa de dor.

7. Dr. Leonardo Rocha Thomaz (Porto Alegre, RS)

Com registro CREMERS 42575 e RQE 36446, o Dr. Leonardo Rocha Thomaz integra o corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento, da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Mãe de Deus, três das maiores instituições de Porto Alegre. A especialidade dele é a prótese total de joelho com auxílio de robô, técnica ainda restrita a poucos centros no Brasil.

A cirurgia robótica não substitui o cirurgião. Ela ajuda a posicionar o implante com precisão de um grau, o que pode aumentar a durabilidade da prótese. Ele também opera ligamentos, meniscos e osteotomias, os cortes ósseos que corrigem o alinhamento da perna.

8. Dr. David Sadigursky (Salvador, BA)

Formado pela Universidade Federal da Bahia, mestre pelo Instituto de Ortopedia da USP, com pesquisa em joelho, e doutor pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, o Dr. David Sadigursky é preceptor e membro do grupo de joelho do Hospital COT e do Hospital Mater Dei, em Salvador. É membro também da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia Esportiva.

Ser preceptor significa ensinar os ortopedistas em formação a operar. Quem forma cirurgiões costuma ser rigoroso com a própria técnica, e o consultório dele recebe pacientes de todo o interior baiano com dor crônica no joelho.

9. Dr. Tiago Moura (Recife, PE)

Ortopedista e traumatologista com CRM-PE 15791, RQE 1865 e título de especialista TEOT 13045, o Dr. Tiago Moura atende em Recife e no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana. A atuação na costa pernambucana envolve muito paciente jovem, surfista e jogador de futebol de várzea, com lesão aguda de ligamento.

Ele é um dos poucos especialistas em joelho que mantém consultório fora da capital, o que reduz o deslocamento de quem mora no litoral sul do estado. Reconstrução ligamentar e artroscopia de menisco são os procedimentos mais frequentes.

10. Dr. Thiago Parente (Fortaleza, CE)

Graduado pela Universidade Federal de Campina Grande, com residência no Instituto Dr. José Frota e especialização em joelho e medicina esportiva em São Paulo, o Dr. Thiago Parente Neiva Gomes tem CRM-CE 13558 e RQE 7539. Reúne os títulos das três sociedades da área: SBOT, SBCJ e SBRATE. Fez ainda mestrado em tecnologia minimamente invasiva.

Há mais de dez anos dedicado ao joelho, ele fechou a lista com um perfil parecido com o do primeiro colocado: formação sólida, vínculo com hospital de ensino e agenda cirúrgica cheia. No Nordeste, poucos reúnem essa combinação.

Quando o joelho pede um especialista

Nem toda dor precisa de cirurgião. Uma tendinite em corredor iniciante melhora com fisioterapia e ajuste de treino. O sinal de alerta é outro: joelho que trava, que falseia ao descer escada, que incha depois de esforço leve ou que dói à noite sem carga. Esses quatro sintomas apontam para menisco, ligamento ou cartilagem, e aí o ortopedista geral deve encaminhar ao especialista.

O tempo importa. Uma ruptura do LCA não tratada deixa o joelho instável, e cada falseio novo machuca o menisco e a cartilagem. Estudos brasileiros mostram que entre 50% e 70% das lesões de LCA já chegam ao cirurgião com o menisco comprometido. Quanto mais cedo a consulta, menos estruturas precisam de reparo.

Já na artrose, a lógica se inverte. A prótese é o último recurso, e um bom especialista passa anos segurando o paciente com fisioterapia, controle de peso e infiltrações antes de indicar o implante. Quando a hora chega, os dados do DATASUS mostram que as artroplastias de joelho cresceram 52% no país depois da pandemia, e as próteses atuais duram mais de 20 anos em 90% dos casos.

O que muda para quem sai de Rondônia

Para o paciente de Porto Velho, Ji-Paraná ou Vilhena, a viagem faz parte do tratamento. Quem opta por Goiânia costuma resolver consulta, exames de imagem e cirurgia em uma única semana, e volta para casa com o plano de fisioterapia para fazer no próprio município. Vale marcar a consulta com os exames já na mão: ressonância magnética do joelho e radiografia com carga poupam uma segunda viagem.

Outro ponto é o retorno. Cirurgia de ligamento exige revisão em 15 dias, 45 dias e três meses. Muitos dos especialistas desta lista fazem os retornos por videochamada quando a evolução está dentro do esperado, o que reduz o custo total para quem mora longe. Perguntar sobre isso na primeira consulta evita surpresa.

Perguntas frequentes sobre ortopedistas de joelho

Qual a diferença entre ortopedista e cirurgião de joelho?

Todo cirurgião de joelho é ortopedista, mas o contrário não vale. O ortopedista tem residência de três anos e trata o aparelho locomotor inteiro. O especialista em joelho fez, depois disso, ao menos um ano de treinamento só nessa articulação e tem o registro da área no conselho de medicina.

Como saber se o médico é mesmo especialista em joelho?

Basta consultar o portal do Conselho Federal de Medicina pelo nome ou pelo CRM. A ficha mostra o RQE de ortopedia e traumatologia. A filiação à SBCJ aparece no site da sociedade. Sem esses dois registros, o título de "especialista em joelho" é apenas uma descrição de marketing.

Toda dor no joelho termina em cirurgia?

Não. A maior parte das queixas melhora com fisioterapia, fortalecimento e ajuste de atividade. A cirurgia entra quando há lesão estrutural confirmada por exame, como ruptura de ligamento, menisco travando a articulação ou artrose que não responde mais ao tratamento clínico depois de meses de tentativa.

Leia também: problema no joelho pode fazer jump.

Escolher entre os melhores ortopedistas de joelho do Brasil, no fim das contas, é uma questão de conferir registro, perguntar volume e observar como o médico explica o problema. Quem faz esses três passos antes de entrar no centro cirúrgico raramente se arrepende da escolha.

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