PEC eleitoreira

A aprovação foi acompanhada por discursos inflamados e comemorações entusiasmadas no plenário, no entanto, ninguém se preocupou com as consequências negativas da decisão

Fonte: Valdemir Caldas - Publicada em 17 de outubro de 2026 às 09:39

PEC eleitoreira

A generosidade é um sentimento cada vez mais presente na politica nacional. Quando se trata de ser generoso usando recursos de uma figura abstrata chamada contribuinte, a maioria dos políticos brasileiros não pensa duas vezes. Isso ficou evidente na aprovação da PEC do fim da escala 6x1, apontada por economistas, empresários e representantes da indústria e do comércio como uma medida extemporânea e eleitoreira, considerando o momento e a celeridade com que foi discutida e aprovada no plenário do Senado.

Aliados do palácio do Planalto usaram a proposta como dínamo para impulsionar a candidatura do presidente Lula e, destarte, tentar reverter a diferença que separa o petista do candidato Flávio Bolsonaro. Após passar pela Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019 ficou meses parada no Senado. Só agora, a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Davi Alcolumbre resolveu pautá-la em regime de urgência por motivos sobejamente conhecidos da opinião pública.

A aprovação foi acompanhada por discursos inflamados e comemorações entusiasmadas no plenário, no entanto, ninguém se preocupou com as consequências negativas da decisão. Só rematado imbecil poderia acreditar que a medida não impactaria diretamente nos preços de produtos e serviços, inclusive no fechamento de postos de trabalho, além do risco de inflação alta. Ou você acha que o empresariado vai pagar essa conta sozinho? Alguém vai arcar com a despesa. E esse alguém tem nome. Quem? o cidadão pagador de imposto, tratado por políticos demagogos como um dado numérico ou orçamentário abstrato. Ao contrário do que eventualmente pensam os que pescam melhor em águas turvas, não se trata de ser contra a extinção da escala 6x1, mas discordar do momento em que a PCE foi aprovada.

PEC eleitoreira

A aprovação foi acompanhada por discursos inflamados e comemorações entusiasmadas no plenário, no entanto, ninguém se preocupou com as consequências negativas da decisão

Valdemir Caldas
Publicada em 17 de outubro de 2026 às 09:39
PEC eleitoreira

A generosidade é um sentimento cada vez mais presente na politica nacional. Quando se trata de ser generoso usando recursos de uma figura abstrata chamada contribuinte, a maioria dos políticos brasileiros não pensa duas vezes. Isso ficou evidente na aprovação da PEC do fim da escala 6x1, apontada por economistas, empresários e representantes da indústria e do comércio como uma medida extemporânea e eleitoreira, considerando o momento e a celeridade com que foi discutida e aprovada no plenário do Senado.

Aliados do palácio do Planalto usaram a proposta como dínamo para impulsionar a candidatura do presidente Lula e, destarte, tentar reverter a diferença que separa o petista do candidato Flávio Bolsonaro. Após passar pela Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019 ficou meses parada no Senado. Só agora, a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Davi Alcolumbre resolveu pautá-la em regime de urgência por motivos sobejamente conhecidos da opinião pública.

A aprovação foi acompanhada por discursos inflamados e comemorações entusiasmadas no plenário, no entanto, ninguém se preocupou com as consequências negativas da decisão. Só rematado imbecil poderia acreditar que a medida não impactaria diretamente nos preços de produtos e serviços, inclusive no fechamento de postos de trabalho, além do risco de inflação alta. Ou você acha que o empresariado vai pagar essa conta sozinho? Alguém vai arcar com a despesa. E esse alguém tem nome. Quem? o cidadão pagador de imposto, tratado por políticos demagogos como um dado numérico ou orçamentário abstrato. Ao contrário do que eventualmente pensam os que pescam melhor em águas turvas, não se trata de ser contra a extinção da escala 6x1, mas discordar do momento em que a PCE foi aprovada.

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