Plantio começa no primeiro Pocket Park de Porto Velho
Espécies produzidas no Viveiro Municipal passam a compor o espaço localizado na Avenida Calama, ao lado do IFRO
O primeiro Pocket Park de Porto Velho entrou na etapa de paisagismo. As equipes iniciaram o plantio das espécies que farão parte do espaço localizado na Avenida Calama, ao lado do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
José Santana contou que os moradores também colaboram com os cuidados da Praça do Conjunto 22 de Dezembro, situada ao lado do Pocket Park
Entre as plantas utilizadas estão a Cordyline fruticosa, a moreia e a dracena chocolate. A escolha considerou a adaptação ao clima de Porto Velho, a resistência ao período de estiagem e as diferenças de cores e formatos das folhagens.
Conhecida como dracena-vermelha, cordiline ou ti plant, a Cordyline fruticosa possui folhas em tons de vermelho, vinho, rosa e verde. A moreia apresenta folhas compridas, distribuídas em formato de leque, e flores em tons de branco e amarelo. Já a dracena chocolate possui folhagem escura e cria contraste com as demais espécies.
As mudas são de produção própria do Viveiro Municipal e foram fornecidas por meio de uma parceria entre a Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema).
“Após o plantio, as mudas recebem irrigação por cerca de dez dias, período necessário para o enraizamento. Depois dessa fase, os cuidados seguem as necessidades de cada espécie”, explicou o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini. Ele também destacou que a conservação da grama e das plantas depende da colaboração da população com a preservação do local.
O morador José Santana Carvalho, que vive há 19 anos nas proximidades, acompanhou o trabalho. Ele contou que os moradores também colaboram com os cuidados da Praça do Conjunto 22 de Dezembro, situada ao lado do Pocket Park.
“Junto com outros moradores, já colaboramos como pudemos, com plantio e irrigação. Isso aqui era muito feio. Essas plantas são muito bonitas e eu me comprometo a ajudar a cuidar”, afirmou José, que trabalha como autônomo.
Segundo Alecsander, a intervenção recupera uma área que permaneceu sem uso adequado durante décadas
O paisagismo faz parte do projeto elaborado pela equipe técnica de arquitetura e paisagismo da Sesb. Segundo o arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da secretaria, a intervenção recupera uma área que permaneceu sem uso adequado durante décadas e cria um ponto de convivência, descanso e circulação de pedestres.
O Pocket Park está na fase final de execução. Restam os serviços de instalação da cobertura, pintura e iluminação. O local também contará com bancos, áreas permeáveis, vasos e estruturas de proteção contra o sol.
A cobertura terá inspiração nos paneiros de palha, utensílios presentes nas culturas indígena, ribeirinha e camponesa. Na região Norte, os paneiros são utilizados para armazenar e transportar produtos da roça, como farinha, frutas e grãos.
“Adotamos uma referência regional, mas escolhemos materiais que garantem maior durabilidade. Os servidores da secretaria executam o trabalho com recursos próprios”, explicou Alecsander. Segundo ele, as peças instaladas na estrutura também produzirão sombra para os frequentadores.
Durante o anúncio da implantação, o prefeito Léo Moraes destacou a mudança promovida no local. “Você sabia que tudo isso aqui era um buraco durante décadas? Agora, o local recebe um projeto-piloto. É mais um espaço que se soma às praças e aos espaços que já requalificamos ou reformamos em Porto Velho”.
A experiência poderá servir de referência para intervenções em outras áreas de pequenas dimensões da capital.
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