PNS: realização de exames preventivos é influenciada por rendimento

A pesquisa mostrou também a influência que o rendimento pode ter para a realização deste exame

Assessoria/IBGE
Publicada em 26 de agosto de 2021 às 10:17
PNS: realização de exames preventivos é influenciada por rendimento

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), com informações coletadas em 2019, 80,7% das rondonienses com idades entre 25 e 64 anos realizaram exame preventivo para câncer do colo do útero há menos de três anos da data da entrevista. O estudo foi feito e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostrou também a influência que o rendimento pode ter para a realização deste exame. Enquanto o índice entre as mulheres com rendimento até ¼ de salário mínimo é de 73,8%, entre as mulheres com rendimento acima de cinco salários mínimos, a taxa foi de 91,6%.

Das 383 mil rondonienses que fizeram o preventivo há menos de três anos, 82,1% receberam o resultado em até três meses da data do exame. Também se nota uma diferença nas taxas entre as mulheres com rendimento inferior a ¼ de salário mínimo e as com rendimento superior a cinco salários mínimos. O índice entre as com menor renda foi de 75,3% enquanto que as com maiores rendas foi de 100%.

Da mesma forma, a renda influencia na realização de mamografia. Entre as rondonienses com idades entre 50 e 69 anos e com rendimento de até ¼ de salário mínimo, 15,1% delas fizeram o exame há menos de dois anos da entrevista. Já entre as mulheres com rendimento acima de cinco salários mínimos, o índice foi de 92,8%.

Em relação à gravidez, a PNS apontou que junto com o estado de Roraima, Rondônia tem a segunda maior proporção de mulheres com idades entre 15 e 49 anos que já engravidaram: 73,1%. A unidade federativa com a maior proporção é o Mato Grosso (73,2%). Assim como o Brasil, a taxa rondoniense entre as pretas é maior que entre as brancas e pardas. Enquanto 77,9% das pretas rondonienses nesta faixa etária já engravidaram, 67,9% das brancas já ficaram gestantes.

Sobre utilizar algum método para evitar a gravidez, 78,6% das rondonienses com idades entre 15 e 49 anos e que ainda menstruam declararam utilizar algum método contraceptivo, sendo que o mais utilizado é a laqueadura ou vasectomia do parceiro (40,5%). A taxa de uso de contraceptivo do estado é menor que a taxa brasileira, que registrou 80,5%.

Norte e Nordeste têm as menores taxas de participação de homens no pré-natal da parceira

A PNS 2019 identificou ainda que os homens do Norte e do Nordeste com mais de 15 anos lideram o ranking em relação ao número médio de filhos. A média brasileira é de 1,7 filho e a rondoniense é de 1,8 filho por homem. Entre as unidades federativas, a maior média foi registrada no Maranhão (2,2 filhos) e a menor no Rio de Janeiro (1,4).

Em contrapartida, os homens do Norte e Nordeste são os que menos participam do pré-natal da gravidez atual ou da gravidez da última criança com menos de seis anos. O maior índice de participação masculina no pré-natal foi registrado em São Paulo (86%) e o menor em Sergipe (59,5%). Em Rondônia, 71,9% dos homens declararam terem participado do pré-natal.

A pesquisa mostrou também que entre os homens com mais de 15 anos, a média de idade de quando o primeiro filho nasceu era de 25,8 anos no Brasil e de 24,5 anos em Rondônia. A unidade federativa em que os homens são pais mais cedo é o Amapá e Maranhão, com média de 24,1 anos. Já em Minas Gerais, os homens são pais mais tarde, com 27 anos.

33,5% dos rondonienses com mais de dois anos usam instrumento para lidar com problema de visão

Outra informação fornecida pela PNS 2019 é existência de deficiência em alguma função vital (visual, auditiva, motora de membros superiores ou inferiores e mental ou intelectual). A pesquisa mostrou que 8,4% dos rondonienses com mais de dois anos possuíam pelo menos uma deficiência em alguma de suas funções vitais e que a proporção aumenta conforme aumenta a idade, chegando a 27,2% entre as pessoas com mais de 60 anos.

Das 144 mil pessoas que declararam ter alguma deficiência, 64 mil (44,2%) mencionaram ter deficiência visual, sendo 50 mil com mais de 40 anos. Em relação ao uso de óculos ou outro aparelho de auxílio para lidar com problemas de visão, 33,5% dos rondonienses com mais de dois anos de idade declararam utilizar estes instrumentos. Entre as pessoas sem rendimento ou que ganhavam até ¼ de salário mínimo, o índice era de 17,6% enquanto que entre as pessoas com rendimento superior a cinco salários mínimos, era de 72,6%.

Das pessoas em Rondônia que relataram ter alguma dificuldade em suas funções e tiveram algum cuidado em reabilitação de forma regular, 55,1% tiveram algum cuidado em reabilitação pelo SUS.

Rondônia tem a maior proporção na Região Norte de idosos que tomam medicamento de uso contínuo

A PNS 2019 mostrou ainda que Rondônia tem a maior proporção na Região Norte de pessoas com mais de 60 anos que faz uso regular ou contínuo de medicamento receitado por médico: 69,1%. A taxa entre as mulheres é maior que entre os homens: enquanto 76,5% delas fazem uso de medicamento, o índice entre eles é de 61%.

Sobre diagnóstico de catarata em uma ou nas duas vistas em pessoas com mais de 60 anos em Rondônia, a PNS aponta que as mulheres também têm proporção maior que os homens: 38,7% entre elas e 29,2% entre eles.

Além disso, verificou-se que Rondônia está entre as unidades federativas com menores proporções de cirurgias realizadas entre as pessoas que tiveram indicação de operar para retirada da catarata: 66,4%, ficando atrás de Amapá (59,6%), Tocantins (60,2%), Maranhão (60,7%), Sergipe (64,4%) e Amazonas (66,4%).

Em relação à vacinação contra gripe, 71,5% dos rondonienses com mais de 60 anos declararam que foram vacinados nos últimos 12 meses antes da entrevista. O índice é um pouco menor que o da Região Norte, que registrou 72,6%.

Outra informação relevante da PNS é o número de idosos que sofreram queda nos últimos 12 meses antes da entrevista. A pesquisa apontou que 15,6% dos rondonienses com mais de 60 anos sofreram alguma queda. O índice aumenta conforme aumenta a idade, chegando a 23,5% entre as pessoas com mais de 75 anos.

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