Preservar igarapés protege natureza e história de Porto Velho
Cuidado com as áreas próximas aos cursos d’água, manutenção da vegetação e destinação adequada de resíduos contribuem para a conservação desses ambientes
O Plano Diretor prevê a proteção de nascentes e igarapés, promovendo a preservação ambiental e a qualidade de vida
Os igarapés fazem parte da história, da paisagem e do território de Porto Velho. Além de integrarem a memória da população, esses ambientes exercem funções ambientais e precisam ser considerados no crescimento da cidade.O cuidado com esses locais envolve o planejamento urbano e atitudes adotadas no dia a dia.
Manter as margens protegidas, conservar a vegetação e evitar o descarte irregular de resíduos ajudam a reduzir impactos sobre o fluxo da água e o equilíbrio desses ambientes.
No âmbito da administração municipal, o Plano Diretor Participativo de Porto Velho (PDPM) estabelece diretrizes para a proteção de nascentes, a preservação e a recuperação dos igarapés. A iniciativa relaciona a gestão dos recursos naturais à ocupação do território e à qualidade de vida da população.
Vegetação protege as áreas
A mata ciliar protege o solo, reduz a erosão e preserva as condições naturais dos igarapés
Um dos principais pontos de proteção desses recursos é a mata ciliar, formada pela vegetação nativa nas proximidades dos cursos d’água, que contribui para a estabilidade do solo e das áreas próximas aos igarapés. Sua presença reduz processos erosivos e ajuda a manter as características naturais desses ambientes.
A retirada da cobertura vegetal e a ocupação inadequada dessas áreas podem alterar as características do terreno, reduzir a infiltração da água no solo e comprometer o escoamento natural das águas.
Por isso, o PDPM prevê ações para fortalecer a proteção dos recursos hídricos, como a recomposição das matas ciliares, a ampliação de áreas verdes, a arborização urbana e a manutenção da permeabilidade do solo.
Resíduos podem chegar aos igarapés
A retirada da vegetação e a ocupação irregular prejudicam a infiltração da água e o escoamento natural
O descarte irregular de resíduos também afeta os igarapés. Com as chuvas, o lixo deixado nas ruas, terrenos e áreas próximas aos igarapés pode ser levado pela água, além do descarte direto nos próprios igarapés. O acúmulo de resíduos prejudica a qualidade da água e pode dificultar o escoamento.
Em Porto Velho, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) atua na fiscalização e na orientação sobre questões ambientais. A destinação correta dos resíduos também depende da população, que deve evitar o descarte em vias públicas, terrenos, áreas verdes e locais próximos aos igarapés.
Ao dar o destino adequado ao lixo, a população reduz a possibilidade de que esses materiais sejam carregados pela chuva e cheguem aos cursos d’água. A atitude também contribui para o funcionamento adequado da drenagem urbana.
Preservação também é planejamento urbano
Descarte correto do lixo evita a poluição dos igarapés e contribui para o funcionamento da drenagem urbana
Cuidar dos igarapés não depende apenas de atitudes individuais. As condições desses ambientes também estão relacionadas às regras de ocupação e à organização do território.
Considerar os cursos d’água no planejamento permite incorporar suas características naturais às decisões sobre áreas verdes, drenagem e uso do solo. Assim, o igarapé deixa de ser visto como um problema ou uma área a ser ocupada e passa a ser reconhecido como parte importante da organização e da qualidade ambiental da cidade.
Para o prefeito Léo Moraes, preservar os igarapés também significa cuidar do futuro de Porto Velho. “Os igarapés fazem parte da história e da identidade de Porto Velho. Cuidar desses espaços é preservar a natureza, proteger a cidade e garantir que as próximas gerações também possam conviver com esses ambientes. Esse cuidado precisa estar presente tanto nas ações do poder público quanto nas atitudes de cada cidadão”.
Esse olhar contribui para conciliar ocupação urbana, recursos naturais e qualidade ambiental. O cuidado, portanto, envolve tanto escolhas feitas pela população quanto decisões sobre como Porto Velho cresce e organiza seu território.
O conteúdo faz parte do Programa de Educação Urbana do Município, iniciativa da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Semec), coordenada pelo Departamento de Implementação do Plano Diretor (Diplad), da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan/Semec). A ação busca ampliar o acesso da população a informações sobre a cidade, planejamento urbano, cidadania e território.
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