Quaest em Rondônia: Marcos Rogério tem 24%, Fúria 21%, Expedito e Hildon 10%; Máximo lidera Senado com 17% e Mariana chega a 10%
O levantamento, contratado pela Rede Amazônica, ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto
A primeira pesquisa Quaest sobre as eleições de 2026 em Rondônia, divulgada nesta terça-feira (25), aponta uma disputa concentrada entre Marcos Rogério (PL) e Adailton Fúria (PSD) pelo Governo do Estado, enquanto Expedito Netto (PT) alcança 10% e empata com Hildon Chaves (União Brasil). Na corrida pelas duas vagas ao Senado, Fernando Máximo (PL) lidera com 17%, seguido por Sílvia Cristina (PP) e Bruno Bolsonaro Sheid (PL), com 11% cada, e Mariana Carvalho (Republicanos), com 10%.
O levantamento, contratado pela Rede Amazônica, ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.
Na pesquisa estimulada para governador, Marcos Rogério aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Adailton Fúria, com 21%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados na liderança.
Expedito Netto e Hildon Chaves registram 10% cada. Samuel Costa aparece com 2% e Pedro Abib com 1%. Outros 10% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, enquanto 22% permanecem indecisos.
Os números representam um resultado especialmente difícil para Hildon Chaves. O ex-prefeito de Porto Velho aparece 11 pontos atrás de Fúria e 14 pontos abaixo de Marcos Rogério e, mesmo tendo administrado a capital por oito anos, registra os mesmos 10% de Expedito Netto, candidato do PT.
Para Expedito Netto, o resultado mostra o petista dividindo a terceira colocação com Hildon e alcançando dois dígitos na pesquisa estimulada mesmo em um cenário estadual no qual 43% dos entrevistados disseram preferir um governador aliado de Flávio Bolsonaro, contra 23% que preferem um aliado do presidente Lula.
A pesquisa mostra ainda que o apoio de Lula aumenta a possibilidade de voto para 18% dos entrevistados, não altera a decisão de 36% e reduz a chance de voto para 43%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a possibilidade de voto para 36%, não interfere para 42% e diminui para 19%.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Adailton Fúria aparece com 12%, Marcos Rogério com 11%, Hildon Chaves com 4% e Expedito Netto com 3%. O percentual de indecisos chega a 65%, indicando que uma parcela expressiva do eleitorado ainda não escolheu espontaneamente um candidato ao Governo.
As simulações de segundo turno também mostram dificuldades para Hildon. Contra Marcos Rogério, o candidato do União Brasil aparece com 20%, enquanto o senador registra 47%. Contra Fúria, Hildon tem 23%, diante de 37% do candidato do PSD.
Expedito Netto alcança 23% em uma eventual disputa de segundo turno contra Marcos Rogério, três pontos acima dos 20% obtidos por Hildon no confronto com o senador do PL. Contra Fúria, o candidato petista aparece com 18%, enquanto o ex-prefeito de Cacoal tem 41%. No confronto direto entre Hildon e Expedito, o ex-prefeito de Porto Velho marca 33% e o petista, 27%.
Outro dado da Quaest mostra que 57% dos entrevistados dizem que a escolha para governador já é definitiva, enquanto 42% afirmam que ainda podem mudar o voto até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A sondagem também revela uma demanda elevada por mudança na administração estadual. Para 44% dos eleitores, o próximo governador deve mudar totalmente a forma como o Estado vem sendo administrado. Outros 34% defendem mudanças apenas no que não está funcionando, enquanto 17% querem continuidade do atual trabalho.
Na corrida ao Senado, Fernando Máximo aparece na primeira colocação com 17% na soma das intenções de voto para as duas vagas. Sílvia Cristina e Bruno Bolsonaro Sheid têm 11% cada. Mariana Carvalho aparece logo depois, com 10%, apenas um ponto percentual atrás dos dois candidatos que dividem a segunda posição.
O resultado coloca Mariana no grupo que disputa diretamente as duas vagas ao Senado. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, a candidata está tecnicamente no mesmo intervalo dos concorrentes que aparecem imediatamente à sua frente.
Depois aparecem Acir Gurgacz (PDT), com 5%, Luciana Oliveira (PT), com 4%, Engenheiro Thulio, Luís Fernando e Neidinha, todos com 1%. Aires Mota aparece com 0%. Os indecisos somam 26%, enquanto 13% declararam voto branco, nulo ou disseram que não pretendem votar.
Quando considerada somente a primeira escolha para o Senado, Fernando Máximo registra 20%, Sílvia Cristina 16%, Bruno Bolsonaro Sheid 12% e Mariana Carvalho 10%. Na segunda escolha, Máximo aparece com 15%, Sheid com 10%, Mariana com 9% e Sílvia Cristina com 6%.
Os números mostram Mariana Carvalho competitiva tanto no primeiro quanto no segundo voto para senador. No resultado combinado, a diferença entre ela e os candidatos colocados imediatamente à frente é de apenas um ponto percentual, em uma eleição na qual cada eleitor de Rondônia poderá escolher dois nomes para o Senado Federal.
A Quaest também mediu o conhecimento e a rejeição dos candidatos ao Governo. Expedito Netto tem 40% de eleitores que afirmam conhecê-lo e não votar nele, seguido por Marcos Rogério, com 27%, Hildon Chaves, com 22%, e Fúria, com 18%. Por outro lado, 43% dizem não conhecer Expedito Netto, o que indica um contingente expressivo do eleitorado ainda sem opinião formada sobre o candidato petista.
No caso de Hildon, 58% afirmam não conhecê-lo, apesar dos oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de Porto Velho. Entre os entrevistados, 20% dizem conhecer e votar no candidato do União Brasil e 22% afirmam conhecer e não votar.
A pesquisa Quaest retrata, portanto, uma corrida ao Governo atualmente liderada por Marcos Rogério e Adailton Fúria, com Expedito Netto e Hildon Chaves empatados na terceira posição, enquanto a disputa pelas duas vagas ao Senado tem Fernando Máximo à frente e um bloco formado por Sílvia Cristina, Bruno Bolsonaro Sheid e Mariana Carvalho separado por apenas um ponto percentual.
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