TJRO se destaca em políticas de inclusão e equidade racial
Entre os instrumentos já estruturados destacam-se a Cartilha da Diversidade e a política de reserva de vagas para pessoas negras
A Justiça se baseia no princípio da igualdade de todas as pessoas perante a lei, fundamentando-se na Constituição Federal, que proíbe expressamente qualquer tipo de discriminação, seja por origem, raça, sexo, cor ou idade.
O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) reconhece que o enfrentamento ao racismo é um tema central no debate institucional e que políticas inclusivas são essenciais para promover igualdade de oportunidades. Esse compromisso é sustentado por iniciativas concretas, implementadas por meio da Política de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade.
Dentre os principais objetivos, destacam-se a eliminação de barreiras sistêmicas e estruturais para garantir acesso igualitário, além da institucionalização de mecanismos que favorecem uma cultura organizacional verdadeiramente diversa, inclusiva e participativa.
Dados do Programa de Equidade Racial ajudam a entender esse cenário: 53% dos cargos em comissão e funções gratificadas são ocupados por pessoas negras; mais de 30% das vagas em contratos de prestação de serviços são destinadas a pessoas negras; 48 comitês e comissões da instituição contam com participação ativa de pessoas negras.
Pela Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), mais de mil servidores e magistrados foram capacitados em temas raciais no último ano; 154 pessoas negras receberam bolsas em cursos de pós-graduação; até janeiro de 2026, 150 pessoas negras estavam inscritas no banco de talentos do TJRO e 30 já foram nomeadas.
Entre os instrumentos já estruturados destacam-se a Cartilha da Diversidade e a política de reserva de vagas para pessoas negras. Também foram implementados o Curso de Letramento Racial Crítico e a adesão ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial.
A instituição passou a conceder bolsas para o Programa de Residência Judicial da Emeron e realizou audiências públicas sobre cotas raciais em serventias extrajudiciais. Além disso, promoveu formação em direitos humanos, etnia, raça e gênero, além de campanhas de autodeclaração étnico-racial e atualização cadastral.
A Justiça de Rondônia reconhece que projetos estruturantes exigem compromisso firme e real de enfrentamento ao racismo, promovendo espaços de diálogo, avaliação e implementação de políticas inclusivas.
Reconhecimento nacional
Em novembro de 2024, o TJRO foi reconhecido com o Prêmio Equidade Racial do Poder Judiciário, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o Seminário Boas Práticas em Equidade Racial no Judiciário, realizado em Brasília. À época, o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o significado da premiação: “Queria cumprimentar o Estado de Rondônia por essa importantíssima premiação, que é mais do que simbólica, é um sinal dos novos tempos que estamos anunciando”, afirmou.
No Indicador de Desempenho na Promoção da Equidade Racial (Iper) 2025, também do CNJ, o TJRO alcançou 69% de efetividade, figurando entre os nove tribunais estaduais mais comprometidos com a promoção da equidade racial no país. Esse resultado representa um avanço em relação a 2024, quando o índice registrado foi de 48%.
Além disso, as iniciativas do TJRO para combater o racismo estrutural e promover equidade racial concorreram ao Prêmio Innovare, considerado o “Oscar do Judiciário Brasileiro”.
Política de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade
Com a publicação da Resolução 186/2021, foi instituída a Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Rondônia. A normativa está alinhada aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário.
A resolução detalha conceitos de preconceito, discriminação, diversidade, equidade, etnia, gênero, identidade de gênero, minorias, orientação sexual, pessoas com deficiência, raça, sexo, e aspecto geracional. Seus princípios fundadores são: igualdade, respeito, equidade, laicidade do Estado, justiça social e transparência.
Prevenir, denunciar, apurar e responsabilizar práticas discriminatórias são etapas fundamentais para o avanço de uma sociedade cada vez mais antirracista. O Poder Judiciário de Rondônia reitera o compromisso em avaliar continuamente suas políticas, estratégias e ações de promoção da equidade racial, reconhecendo que o aprimoramento é constante e necessário no caminho para uma Justiça mais inclusiva.
Links úteis para aprofundamento:
CNJ inclui Programa de Equidade Racial do TJRO no portal Boas Práticas
Equipe do STJ conhece Política do TJRO sobre reserva de vagas para pessoas negras
Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial
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