A assistência médica do Ipam pede socorro

O Fundo da Assistência Médica está em xeque, revelando uma situação de verdadeiro desespero, de uma iminente falência.

Valdemir Caldas
Publicada em 20 de junho de 2017 às 09:42

O tema pode parecer enfadonho, mas não deixa de ser preocupante e, por isso mesmo, precisa ser abordado tantas quantas vezes forem necessárias, até como forma de conscientizar as autoridades municipais a respeito da gravidade de que ele se reveste.

Trata-se da situação caótica em que se encontram os serviços médico-hospitalares prestados pelo Ipam. O problema é grave. O Fundo da Assistência Médica está em xeque, revelando uma situação de verdadeiro desespero, de uma iminente falência. Se isso acontecer, não é preciso ser especialista em coisa nenhuma para prevê as consequências nefastas na vida de segurados e dependentes.

Há que se trazer de forma isenta, imparcial, despojada, que o segurado efetivo sempre deu o seu contributo para manter o Ipam respirando, através da contribuição mensal e do reembolso das despesas realizadas, o mesmo se não pode dizer de certo segmento funcional, que serviu e se serviu do Instituto, deixando, como herança maldita, um rombo colossal em suas contas, com a anuência de políticos e autoridades.

O servidor público (repita-se) sempre foi aliado do Ipam, pois sempre buscou o denominador comum para enfrentar as crises. Neste momento, inevitavelmente, em que se vislumbram terríveis dificuldades para este que, na verdade, é um dos mais importantes patrimônios da categoria, com a restrição de serviços e a suspensão de outros tantos, cabe-nos exigir do prefeito de Porto Velho, senhor Hildon Chaves, um tratamento de choque adequado à realidade pela qual passa a instituição.

Caso contrário, ter-se-á decretada, em breve, a falência da assistência médica. Por isso, o apelo que faço ao prefeito e as demais autoridades municipais, em nome de milhares de segurados do Ipam, para que deixem de lado o discurso inócuo e ajam com sensibilidade e até identidade para com o drama que o Ipam enfrenta.

Em nome de milhares de segurados e dependentes é que reivindico ao palácio Tancredo Neves, ao presidente do Ipam, ao chefe de gabinete do prefeito, aos representantes dos servidores no Conselho Municipal de Previdência, para que voltem suas vistas para o Ipam. Acredito que seremos atendidos neste pedido, ou seria melhor dizer clamor? A assistência médica do Ipam pede socorro. Ajudem-na.

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