A desmoralização da política

Em geral, o que se observa é a busca frenética por uma boquinha nos governos.

Valdemir Caldas
Publicada em 28 de setembro de 2017 às 16:19

Com os olhos voltados para as trapalhadas promovidas pelos senhores Renan Calheiros, Romero Jucá, Jáder Barbalhos, dentre outras figurinhas da República das empreiteiras, esquecemo-nos de atentar para o que ocorre também no quintal da nossa política.

Afinal, o Congresso Nacional não é composto apenas por Renan, Romero e Barbalho. A postura de alguns que o povo rondoniense escolheu para representá-lo tanto lá como na Assembleia Legislativa de Rondônia – mais do que isso, representá-lo com denodo e seriedade, de olho no que de fato interessa ao bem comum, procurando honrar o mandato que lhes foi conferido nas urnas – é deprimente.

Em geral, o que se observa é a busca frenética por uma boquinha nos governos, como meio para a manutenção de interesses pessoais ou de grupos, numa completa inversão de valores. Agindo assim, esses maus cidadãos, fazem o cidadão comum, cumpridor de seus deveres e observador dos valores éticos, parecer um perfeito idiota.

E o pior é que ainda tem gente, até com certo grau de conhecimento, que, para agradá-los, por motivos sabidamente conhecidos, tem o desplante de colocá-los como favoritos à reeleição, baseando-se em eventuais pesquisas de opinião feitas nas coxas, com a finalidade de embair a consciência dos desavisados, evidenciando que não são apenas certos políticos que veem o povo como um bando de imbecis.

Não por acaso há pessoas que chegam a pensar é que elas estão erradas ao evitar levar vantagens sobre as outras, estimuladas que são pelos péssimos exemplos que vêm de alguns políticos e autoridades responsáveis pela correta aplicação dos dinheiros públicos.

Os senhores Renan, Jucá e Jader, nesse aspecto, pelo que se tem de informações sobre a conduta deles, conferem sentido prático ao que ora se afirma. Mas não nos iludamos, pois entre nós, no quintal da nossa política rondoniense, não há o que se festejar. E os exemplos estão por aí, para quem quiser comprová-los. Não é preciso ir muito longe. Bastar folhear as páginas das revistas semanais, dos jornais impressos e sites de noticias. Nem tudo, porém, está perdido. Há exceções. Pouquíssimas, mas há.

Sinceramente, não sei até quando a população de Rondônia terá paciência para suportar essa gente, com sua mediocridade e irresponsabilidade no trato dos negócios públicos. Por isso, a lista de escândalos de que tomamos conhecimento: mensaleiros, petrolões, sanguessugas, cuequeiros e sauveiros.

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