A folia com o dinheiro público acabou!

Quer fazer carnaval, colocar o bloco na rua, pois, então, que o faça, mas não com o dinheiro público.

Valdemir Caldas
Publicada em 08 de janeiro de 2019 às 12:52
A folia com o dinheiro público acabou!

(*) Valdemir Caldas

O uso do cachimbo faz a boca torta ou entorta a mentalidade de muitos, ensina o dito popular. É, mas as coisas começaram a mudar por essas bandas. Esse negócio de colocar bloco carnavalesco na rua com dinheiro suado do contribuinte ficou no passado. Pelo menos, por enquanto.

Os tempos são outros. Quem está no comando do Estado de Rondônia chama-se Coronel Marcos Rocha e, no do município de Porto Velho, Hildon Chaves, mas, pelo visto, parece que a ficha ainda não caiu para muita gente, que insiste na manutenção de velhos e manjados costumes, chamados por alguns de cultura.

O recado não poderia ter sido mais duro, direto e objetivo. Só não entendeu quem é surdo ou fingiu-se de surdo. Na prática, o que os dirigentes estadual e municipal quiseram dizer é mais ou menos isso. Quer fazer carnaval, colocar o bloco na rua, pois, então, que o faça, mas não com o dinheiro público. Meta a mão bolso, porque, do bolso do contribuinte, não vai sair nenhum centavo.

O duto por onde escorria o dinheiro extraído do povo, através da cobrança de impostos, taxas e contribuições, para ajudar a massagear o ego de uns poucos e, consequentemente, aumentar o já elevado índice de violência, na capital, foi lacrado. Só da prefeitura, a turma teria pedido meio milhão de reais para incinerar na avenida. É mole? Agora imagine quantas caixas de Dipirona poderiam ser compradas com essa dinheirama para abastecer as unidades de saúde do município, que estão às moscas, carentes de praticamente tudo, exceto da garra e do estoicismo dos profissionais que nelas atuam.  A folia acabou! E não adianta ficar chorando pelos cantos feito menino birrento, que perdeu o pirulito para o coleguinha.

Parabéns, governador Marcos Rocha! Parabéns, prefeito Hildon Chaves! Até que enfim o senhor conseguiu dar uma dentro. Isso, evidentemente, depois de várias tentativas acertando a trave. O contribuinte agradece a decisão acertada dos senhores.

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